Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio estão disponíveis para consultas e sugestões até 23/10

O documento referente às Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio estão disponíveis para Consulta Pública e envio de sugestões até o dia 23 de outubro,  por iniciativa do Conselho Nacional de Educação.

O parecer proposto e o respectivo projeto de resolução podem ser acessados aqui. As contribuições devem ser encaminhadas por e-mail, no endereço dcnensinomedio.cne@mec.gov.br.

Vale lembrar que algumas informações e contextualizações sobre o processo de elaboração das Diretrizes foram encaminhadas aos estudantes e servidores via e-mail institucional.

IFC realiza Fórum de Formação de Professores no Campus Rio do Sul

O Instituto Federal Catarinense (IFC) realizou, nos dias 3 e 4 de outubro, na unidade urbana do Campus Rio do Sul, o Fórum de Formação de Professores. O evento teve a participação de cerca de 200 estudantes e alunos de diversos campi – além de uma equipe da Reitoria e representantes da comunidade externa.

A manhã do primeiro dia de atividades teve início com uma reunião entre os membros do Colegiado Institucional Articulador de Formação Inicial e Continuada de Professores (Cofor), na qual foram discutidos objetivos, princípios e redação da minuta de resolução da Política Institucional de Formação Inicial e Continuada de Professores da Educação Básica do IFC. Na parte da tarde, após a abertura oficial do evento pela mesa diretora (composta pelo diretor do campus, Ricardo Veiga, pela pró-reitora de Ensino, Josefa Surek e pela reitora Sônia Fernandes), o professor Paulo Sérgio Marchelli, da Universidade Federal de Sergipe, ministrou a palestra “Reflexões Críticas sobre as Políticas de Formação Docente para a BNCC”. Na sequência, foi realizada a reunião por área dos cursos de licenciaturas do IFC (Matemática, Física, Química, Ciências Agrícolas, Pedagogia), com o objetivo de discutir questões atinentes aos processos formativos nos vários cursos com alunos e professores.

A noite do primeiro dia teve o lançamento do livro do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), elaborado por estudantes e professores que participaram da edição anterior do programa. Dando continuidade aos trabalhos, o professor Valdemar Sguissardi, da Universidade Federal de São Carlos, proferiu a conferência “Desafios Atuais da Educação Superior no Brasil : ênfase na Formação de Professores”.

A programação do dia 4 começou pela manhã, com a mesa-redonda “PPE – Possibilidades, Contribuições e Desafios”, conduzida por professores dos cursos de licenciatura do IFC que trabalham com o componente curricular de Pesquisa e Processos Educativos. À tarde, a professora Anelise Grunfeld de Lucca apresentou ao Cofor os trabalhos de elaboração da Minuta da Resolução da Política Institucional de Formação Inicial e Continuada de Professores da Educação Básica do IFC. Em seguida, no encerramento do evento, a comissão organizadora e os participantes reafirmaram a importância da continuidade do Fórum como espaço permanente de discussão dos cursos de Licenciatura no âmbito de formação de professores do Instituto.

Texto: Comissão Organizadora do Fórum e Cecom IFC
Foto: Comissão Organizadora do Fórum

Campeã do JIFs Sul, equipe de xadrez feminino do IFC leva troféu à Reitoria

A equipe de xadrez feminino do IFC, atual campeã dos Jogos dos Institutos Federais da Região Sul, levou nesta segunda (8) o troféu da competição à Reitoria do Instituto, para que ali fique exposto. Uma vez que o time é multicampi (formado por uma aluna do Campus Blumenau, uma do Campus Fraiburgo e duas do Campus Luzerna), as atletas decidiram que o melhor lugar para abrigar o prêmio é a Reitoria, representando assim todo Instituto.

Na ocasião, a equipe, representada pela atleta Eduarda Neuenfeld, estudante do curso técnico em Eletromecânica vinculado ao Ensino Médio do Campus Blumenau, e pelo professor e treinador Deivis Frainer, foi recepcionada pela reitora da instituição, professora Sônia Regina Fernandes.

Em uma breve reunião, eles conversaram sobre a importância do esporte – e, em especial, dos JIFs – para a formação dos estudantes, principalmente com atividade de integração, e também sobre a participação da equipe de xadrez campeã nos JIFs nacionais – sediados este ano pelo Instituto Federal do Ceará e realizados de 16 a 21 de outubro no Centro de Formação Olímpica do Nordeste, em Fortaleza.

Eduarda, que joga xadrez há seis anos, falou sobre a realização em participar da competição. “Foi bem gratificante. No meu primeiro ano de participação, chegar ao campeonato dos JIFs Sul foi até inesperado. Além disso, é muito legal poder viajar para novos lugares e conhecer novas pessoas fazendo algo de que eu gosto, que é jogar xadrez”, disse.

Texto e foto: Cecom IFC /Thomás Müller

IFC recebe visita do cônsul honorário de Negócios do Reino Unido

O Instituto Federal Catarinense recebeu, nesta quarta-feira (3), a visita do cônsul honorário de Negócios do Reino Unido em Santa Catarina, Michael Delaney. Ele veio conhecer a instituição e conversar sobre possíveis parcerias.

Delaney foi recebido pelo reitor substituto em exercício e  pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do IFC, Cladecir Schenkel, e pelo diretor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da Propi, Eduardo Werneck. Eles conversaram sobre a história, os cursos e as áreas de atuação e excelência do Instituto, bem como sobre sua contribuição para o desenvolvimento de Santa Catarina e a política de internacionalização do IFC.

Durante o encontro, o cônsul perguntou sobre as modalidades de ensino oferecidas pelo Instituto, sobre as pesquisas desenvolvidas e sobre a visão e as intenções da instituição em sua busca por parcerias internacionais, entre outras questões. “Como representante do Reino Unido, meu trabalho é viabilizar esse contato; conhecer as áreas de excelência do Instituto e levar ao consulado, para que possamos encontrar instituições interessadas em realizar parecerias”, explica Delaney. “Hoje, vindo para cá, conheci bem melhor o IFC, o que ele oferece para seus alunos e para o Estado e de que forma está interessado em buscar colaborações internacionais. Acredito que será possível formar parecerias de ideias e projetos e aumentar o intercâmbio em todos os níveis”.

“Nós estamos construindo uma política de internacionalização a partir da qual o IFC tenha parcerias com outras instituições de forma realmente colaborativa”, ressalta Werneck. “Nosso norte não é focar apenas no movimento externo; desejamos construir relações solidárias, humanísticas e interculturais. Não queremos ser marcados como ‘exportadores de alunos’, mas construir um ambiente em que as pessoas venham buscar conhecimento. Nós temos excelência em diversos setores e os parceiros de fora também têm muito a aprender conosco”.

Para Werneck, a visita de Delaney é um passo importante nesse sentido. “O cônsul demonstrou comungar dessa nossa visão sobre parcerias. A partir do contato que ele se propôs a fazer com as instituições do Reino Unido, acredito que poderemos alcançar colaborações significativas junto aos nosso colegas estrangeiros e consolidar ainda mais a nossa política de internacionalização”.

Texto e imagem: Cecom IFC – Thomás Müller

Forproex defende Extensão Universitária em audiência pública

O Fórum de Pró-reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior brasileiras (Forproex) participou, no dia 17 de setembro, de audiência pública convocada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) do Ministério da Educação (MEC) para discutir a minuta de resolução que estabelece diretrizes para a Extensão Universitária em todo o Sistema de Educação das Instituições de Educação Superior (IES) brasileiras.

A resolução institui princípios, fundamentos e procedimentos para a Extensão Universitária brasileira, com foco em ações que promovam a interação dialógica com os demais setores da sociedade; a formação cidadã de estudantes; a indissociabilidade Ensino, Pesquisa e Extensão; e a produção de saberes e conhecimentos transformadores. Em elaboração pelo CNE, a minuta apreciada na audiência foi debatida e formulada, em reuniões anteriores, com a participação dos segmentos público, particular e comunitário da Educação Superior. Os termos preliminares da resolução também foram analisados, votados e aprovados pelas IES públicas em encontros prévios do Forproex.

A audiência pública contou com a presença de representantes dos fóruns de Extensão das IES públicas, particulares e comunitárias, integrantes do CNE/MEC e sociedade civil. O ex-presidente do Forproex e ex-pró-reitor de Extensão da UFABC, Daniel Pansarelli, apresentou o documento, destacando as características de elaboração coletiva. “Diante da ausência de uma diretriz nacional emanada pelo governo ou por força de lei, os fóruns [Forproex e Forext] autorregularam os campos anteriormente. Essas diretrizes [da resolução] se apropriam e partem, então, das construções feitas pelos fóruns de extensão”.

Na audiência pública, a presidente do Forproex e pró-reitora de Extensão da UFJF, Ana Lívia de Souza Coimbra, destacou o trabalho de 30 anos do Fórum para o desenvolvimento uma Política Nacional de Extensão Universitária para as IES públicas. Ao reconhecer o momento histórico da regulamentação da Extensão Universitária por parte do CNE/MEC, Ana Lívia defendeu que “a questão social deve estar no centro da formação profissional e cidadã do estudante, no seu olhar sobre o mundo”, ilustrando que, no ano passado, as 135 IES públicas brasileiras desenvolveram aproximadamente 35 mil projetos e programas, produzindo saberes diretamente com 25 milhões de pessoas.

A presidente do Forproex ressaltou o alinhamento da minuta de resolução com a Política Nacional de Extensão Universitária do Forproex e encaminhou dez demandas de alterações redacionais na minuta de resolução, solicitando ao CNE, em especial, uma normatização para todo o Sistema Nacional de Educação Superior e não apenas para o Sistema Federal, como consta na proposta original. “Ao tratarmos de um Sistema Nacional de Educação Superior, falamos de uma Extensão Universitária brasileira”, incorporando as normativas também para o segmento das IES estaduais e municipais, afirmou Ana Lívia.

Na visão da vice-presidente do Forproex e pró-reitora da Extensão e Cultura da UEMS, Márcia Alvarenga, o regimento interno do CNE e a lei 9.131 não determinam que as diretrizes da Extensão sejam restritas ao Sistema Federal. “É possível que este Conselho atenda a todas as instituições. Estando as estaduais e municipais contempladas nessa resolução, é uma forma de fortalecer a questão do financiamento”, acrescentou Márcia.

Ao término da audiência pública, o conselheiro da Câmara de Educação Superior do CNE, Gilberto Gonçalves Garcia, avaliou a pertinência do encaminhamento do Forproex, atestando o compromisso de levar para o texto da resolução a compreensão de que as diretrizes da minuta são válidas para todos os sistemas de ensino superior brasileiros. “Os esforços vão ao sentido de a Extensão ser uma unanimidade [na Educação Superior]”, disse Garcia, esclarecendo que o conceito legal de um sistema nacional de educação ainda está em construção.

Regulamentação – A minuta de resolução trata também sobre a inclusão da Extensão Universitária em, no mínimo, 10% da carga horária dos currículos dos cursos de graduação, cuja meta foi estabelecida nos Planos Nacionais de Educação de 2001 e 2014, assim como sobre o registro e a institucionalização de programas de acompanhamento e avaliação de programas, projetos, cursos e oficinas, eventos e prestações de serviços, os quais devem ser realizados de forma gratuita ao público participante. A resolução do CNE determina ainda que as atividades extensionistas devem ser consideradas na progressão funcional de docentes e estar prevista no plano de carreiras.

A diretora de Avaliação da Educação Superior do MEC, Mariângela Abrão, destaca que a avaliação dos cursos deve ter como foco a educação como um bem social. “As instituições não devem implementar programas, projetos e demais possibilidades pensando na avaliação. Pelo contrário, a avaliação deve estar integrada ao processo”, salientou.

Para a presidente do Forproex, “o marco regulatório estabelece um compromisso para todas as IES no sentido de cumprir o seu dever social, fortalecendo a Extensão Universitária no país”. O conselheiro do CNE elogiou a maturidade da discussão do tema pelas instituições e afirma que a resolução orientará o desenvolvimento dos Planos de Desenvolvimentos Institucionais das IES. “É muito importante para a Educação Superior brasileira o entendimento, a clareza [sobre a Extensão Universitária]. O documento reúne politicamente todas as melhores condições do momento para orientar as instituições e os órgãos reguladores das políticas públicas”, pontuou Garcia.

Após a realização da audiência pública, a minuta de resolução segue para votação no CNE. A partir da publicação, a normativa estabelece o prazo de dois anos para as IES implantarem os dispositivos do texto.

Clique aqui e acesse a minuta de resolução sobre a Extensão Universitária

Clique aqui e ouça a íntegra da audiência pública

Texto: Ivan Vasconcelos – Assessoria de Comunicação – FORPROEX