Brasil – Governo Federal – Ministério da Educação

Ciclismo como modal de mobilidade urbana

Nos últimos tempos, tem-se discutido amplamente a mobilidade urbana, seja pelo excesso de veículos automotores individuais ou pelas deficiências dos transportes coletivos. Uma das soluções apontadas é a intermodalidade, a partir da qual se propõe a utilização de mais um modo de transporte, dentre eles a bicicleta.

O ciclismo se apresenta com grande vantagens para viagens urbanas de curtas a médias distâncias. As bicicletas ocupam pouco espaço no trânsito ou nas residências, não emitem poluentes, apresentam modelos de baixo custo, necessitam de equipamentos de segurança básicos e, ainda, estimulam a atividade física.

O Código de Transito Brasileiro (Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997) considera as bicicletas como um veículo de passageiros de propulsão humana (não motorizado) que deverá respeitar as regras de trânsito. Está estabelecido, também, que as bicicletas devem, preferencialmente, utilizar-se de ciclovias, ciclofaixas ou acostamentos, sendo permitido, quando da inexistência destes, a circulação pelos bordos das pistas de rolamento no mesmo sentido de circulação da via. Em último caso, poderá, o órgão responsável, autorizar a circulação de bicicletas sobre os passeios devidamente sinalizados.

Apesar do esforço que vem se fazendo para implantação de ciclovias e ciclofaixas nas nossas cidades, esta tarefa ainda está incipiente. Poucas ruas de poucos bairros já têm implantados estes espaços para as bicicletas, os quais, não raramente, não estão interligados.

As dificuldades começam a ficar mais evidentes quando passamos a utilizar estes equipamentos e encontramos projetos deficientes, falta de manutenção e descaso dos demais usuários das vias.

No dia 27 de novembro de 2016, o canal do YouTube “Pra Quem Pedala” publicou um vídeo falando das condições físicas das ciclovias da cidade de Brasília e de atropelamentos de ciclistas. Confira o vídeo abaixo.

Mas não podemos pensar que somente no Brasil, ou em países menos desenvolvidos de uma forma geral, a vida dos ciclistas encontra adversidades. Aparentemente, o desrespeito com as faixas de circulação de bicicletas nos Estados Unidos também causa indignação. No dia 07 de junho de 2011, o canal do YouTube “CaseyNeistat” publicou um vídeo falando da dificuldade em cumprir as leis da cidade de New York, em que o protagonista, após receber uma multa por não estar trafegando de bicicleta pela ciclofaixa, demonstra diversos casos em que o ciclista se vê impossibilitado de continuar na sua faixa de ciclismo, culminando com a cena final, na qual um veículo da polícia está estacionado sobre a bike lane. Confira.

Outro vídeo bem humorado foi publicado, no dia 16 de julho de 2016, pelo canal do YouTube “Pedaleria”, o qual trata, mais especificamente, dos erros de projeto ou execução das ciclovias na cidade de São Paulo. Com a apresentação de um sistema de teletransporte para a bicicleta, o apresentador ironiza com os postes e buracos deixados no meio das ciclovias e com as larguras insuficientes para o cruzamento de duas bicicletas.

Não podemos falar apenas dos problemas estruturais, temos que abordar também o comportamento dos usuários, tanto motoristas quanto ciclistas. Pelas leis brasileiras, os pedestres e ciclistas têm preferência sobre os veículos automotores; entretanto, o comportamento daqueles mais frágeis pode ajudar a evitar acidentes.

No dia 6 de setembro de 2016, o canal do YouTube “Bike é Legal” publicou um vídeo falando das soluções para os ciclistas nos cruzamentos de Berlim, na Alemanha. As imagens mostram o respeito dos motoristas com relação às bicicletas e aos pedestres, e o comportamento organizado dos ciclistas, em especial nos cruzamentos.

A bicicleta pode ser um ótimo modelo de deslocamento no meio urbano, mesmo com as deficiências da infraestrutura de nossas cidades, se for utilizada com cuidado, adotando-se os equipamentos de segurança e seguindo-se as leis de trânsito.

*Texto: NGA/Reitoria.

Compartilhar Facebook Compartilhar Twitter

Esta notícia foi editada na terça-feira, 6 de dezembro de 2016, às 16:56 por Nicole Trevisol.

Últimas notícias: