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Cofradía Latinoamericana traz poesia e arte para o Campus SBS

O Instituto Federal Catarinense – Campus São Bento do Sul conta com uma nova ação para se aproximar da poesia e da arte: Cofradía Latinoamericana, um projeto de Extensão que teve a sua estreia no dia 31 de maio de 2017, data em que o campus completa um ano. O projeto pretende estimular a comunidade acadêmica ao ativismo cultural e, com isso, contribuir para o avanço e integração da cultura aos espaços do IFC. Contemplando os mais variados suportes da arte. Da oralidade à escrita, da performance à cultura digital, da pintura ao grafite, do canto ao encanto das artes. Criando um espaço de engajamento e liberdade para o desenvolvimento do senso crítico e apreciação das diversas expressões artísticas. Assumindo, dessa forma, a responsabilidade de firmar-se como um efetivo polo cultural.

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Um dos referenciais para o projeto é a ideia, do cientista político Eliezer Pacheco, de “derrubar as barreiras entre o ensino técnico e o científico, articulando trabalho, ciência e cultura na perspectiva da emancipação humana”, em razão de ser este “um dos objetivos basilares dos Institutos Federais”. Com essa meta, a Cofradía Latinoamericana anseia fortalecer essa tríade de forma a proporcionar lugar para o desenvolvimento humano e cultural. E, assim, construir um espaço interdisciplinar em que não apenas a comunidade acadêmica, mas também a comunidade de São Bento do Sul, possam se beneficiar dessas relações e, assim, propiciar um espaço de pesquisa para os docentes envolvidos.

Para abrir os trabalhos da Cofradía, a convidada foi a servidora do Colégio de Aplicação da UFSC, Arlyse Silva Ditter. Arlyse desenvolve um projeto semelhante no Colégio de Aplicação, e aceitou ser madrinha do projeto do IFC, no qual serão trabalhados essencialmente autores e artistas latinoamericanos. O evento inaugural foi uma Sobremesa Literária – Pablo Neruda: Saudade e Paixão. Os estudantes puderam apreciar poemas líricos e políticos do poeta chileno, com a música de Victor Jara, artista chileno que foi perseguido, torturado e morto na ditadura de Pinochet. O poema que encerrou a Sobremesa foi Almería, texto em que Neruda dedica um prato de sangue às refeições de todos os responsáveis pela guerra civil na Espanha, ocorrida no século XX. Houve então uma paráfrase com o momento político que o Brasil atravessa: a cidade andaluza de Almería tornou-se Brasil, e os pratos de sangue foram ofertados aos corruptos do governo federal.

A parceria entre os projetos não se limita a essa inauguração: nos próximos dois anos, professores do IFC e da UFSC realizarão intercâmbio teórico, solidificando estudos sobre metodologias do Letramento, e atuarão na elaboração e participação nos eventos de ambas Confrarias.

 

*Texto: Cecom/SBS, com informações de Confraria Literária.

**Foto: Divulgação/Maria de Nasaré Moraes de Oliveira.

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Esta notícia foi editada na quinta-feira, 8 de junho de 2017, às 16:38 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

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