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Crimes cibernéticos e ética no serviço público fecham o Seminário da CE

img_0312Deep web, Phishing, Spoofing, HOAX, Ransomware. Se você nunca ouviu falar sobre esses termos, fique atento. O assunto crime virtual abriu o segundo e último dia do 1º Seminário da Comissão de Ética (CE) do Instituto Federal Catarinense (IFC), realizado nos dias 31 de agosto e 1º de setembro na Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (AMMVI), em Blumenau (SC).

Greta Moura Anzanello, delegada civil do estado do Rio Grande do Sul e especialista em crimes cibernéticos, trouxe o assunto para a esfera pública e alertou os gestores sobre atuais crimes que podem ocorrer na instituição. “As técnicas dos criminosos estão sendo aperfeiçoadas a todo momento. No phishing, a vítima é induzida a preencher dados privados na internet. Para se prevenir, é preciso um antivírus e um sistema operacional atualizado, além de ter cuidado ao abrir o e-mail. No spoofing, os dados do cabeçalho de e-mail são alterados, e a pessoa nem se dá conta de que aquela mensagem é um golpe. Temos o famoso Cavalo de Troia e o mais recente, Engenharia Social. Neste último, a vítima é ludibriada a fornecer dados”, relata Greta.

A delegada cita, ainda, outras técnicas: HOAX (boato cibernético), em que o conteúdo divulgado ataca a honra de uma pessoa ou instituição, contendo conteúdo falso alarmante; Ransomware: trata-se de um vírus de resgate, neste caso o criminoso acessa a máquina da empresa ou instituição e a deixa impossibilitada de atuar, forçando a vítima a pagar um resgate na moeda cibernética Bitcoin. “Realizamos três registros de ocorrência por semana referente a esse crime, com foco no registro dos arquivos”, explica ela.

img_0388Os crimes cibernéticos podem ser abertos, praticados na Internet e crimes já existentes, ou exclusivamente cibernéticos, que ocorrem apenas na internet. Podem ser: cyberbullying, falsa identidade, apologia ao crime, estelionato, furto, invasão de dispositivo de informática, divulgação de segredos, inserção de dados falsos em sistema de informações, interrupção ou perturbação de serviço (telefonia, informática, etc), falsificação de cartão de crédito, pedofilia e modificação não autorizada de sistema de informação.

“Esse último é o tipo de crime mais comum no serviço público. Agora, o que fazer quando nos deparamos com um crime cibernético? Dê um print (cópia) na tela, salve a(s) URL(s) (links) e os endereços de e-mail, e imprima-os. Para se prevenir quanto aos crimes na Internet, é fundamental: 1) realizar as devidas atualizações, 2) usar programas originais; 3) ter um bom antivírus; 4) fazer o backup; 5) ter senhas fortes; 6) verificar duas etapas de acesso (SMS)”, orienta Greta.

Ética Institucional é uma ação de todos

img_0404Logo após a fala de Greta Anzanello, Raimundo Nonato da Silva finalizou o Seminário falando sobre a relação entre a ética e o serviço público. Na gestão da ética na instituição, Nonato frisou sobre as responsabilidades de dirigentes, gestores e servidores para uma conduta funcional educativa, preventiva e de gerenciamento de risco.

“No trabalho temos um pacto de convivência em que o ato ético é fundamental. A ética é uma ciência da conduta, uma teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade”, disse Nonato citando Abragnano e Vasquez.

Conforme Raimundo, são diversos os fatores que influenciam os desvios de conduta: referenciais culturais, valores pessoais, ética como virtude pessoal, fatores inerentes ao trabalho (pressões, tensões), falhas no aprimoramento pessoal e profissional.

“Assim, é fundamental ao agente público conhecer o Decreto 1.171/1994, e que a instituição saiba atuar na gestão da conduta. Neste ponto, não é a Comissão de Ética que vai fazer tudo. A CE é uma ferramenta para contribuir na gestão da ética na organização e, principalmente, educar, orientar e reeducar o servidor”, frisa ele.

A educação e sensibilização em relação à conduta do servidor público foi um dos pontos principais do Seminário da CE. Segundo Brunei Malfatti, coordenadora-geral do evento, é importante que o gestor tenha uma fundamentação teórica sólida para que, no dia a dia da administração pública, consiga estabelecer um padrão ético necessário para a construção de um ambiente saudável na esfera pública.

A CE espera que, com a realização do seminário, o público esteja apto a reduzir conflitos e identificar focos de problemas, e esteja orientado sobre as infrações que podem ser consideradas crimes de improbidade administrativa e crimes cibernéticos. Além disso, a comissão tem por objetivo visualizar a redução no número de denúncias em, no mínimo, 50%, por meio do conhecimento transmitido e pelas orientações repassadas durante o evento.

*Texto e fotos: Cecom/Reitoria.

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Esta notícia foi editada na quarta-feira, 14 de setembro de 2016, às 21:05 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

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