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Dia das mães: um momento para pensarmos a forma de nascer

Cartão Dia das MãesPara cada uma delas, o sabor da lembrança transpareceu em suas falas. Foi possível sentir a doçura de cada palavra ao ouvi-las relatar a maravilha do nascimento. Independente da escolha de como o parto seria, para cada uma das nossas três mães entrevistadas recordar da chegada dos seus filhos e filhas foi um momento de alegria e entusiasmo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAna Clara Menezes de Souza, 34 anos, é mãe de Marcos, 11 meses. A escolha pelo parto humanizado foi natural, pois a família tem por tradição fazer parto normal. “Nós entendemos que a cesária deve ser feita se for necessária, a minha mãe teve três partos normais e é cultural da nossa família essa forma de ter os filhos”, conta.

A escolha de Josete Stahelin Pereira, mãe de Juliana e Gabriela, foi decidida aos 16 anos ao presenciar um parto normal no hospital em que trabalhava. “Sempre tive receio, assisti uma mulher em trabalho da parto, percebi a sua dor, o seu corpo cortado, uma agressividade que eu não gostaria de passar. Durante o pré-natal estava certo que seria parto normal, mas quando entrei em trabalho de parto meu corpo não correspondeu, não houve dilatação e fiz a primeira cesária com 25 anos e a outra com 27 anos”, relata ela.josete-familia1

O relato de muitas mulheres sobre o parto normal é parecido com a experiência de Josete. O sofrimento, a agressão ao corpo e a falta de respeito com a mulher podem ser fatores que desencorajam muitas futuras mães a tentarem a experiência do parto normal.

katia-familia2Para Kátia Linhaus de Oliveira, 42 anos, mãe de Vitória, 11 anos, o parto normal foi uma escolha. O seu parto foi fácil, realizado pelo SUS no Hospital Santo Antônio em Blumenau, uma das referências em parto humanizado na região. “Foram duas horas de trabalho de parto e eu estava de 37 semanas. A facilidade no meu parto foi resultado da minha preparação. Além de muita informação que recebi e busquei sobre o parto normal, realizar atividade física é fundamental. Fiz capoeira até o oitavo mês e natação até uma semana antes de ganhar a Vitória”, diz ela.

A informação é fator primordial na escolha de qual tipo de parto a mulher deseja fazer. Enquanto na cesariana há o período de recuperação do pós-operatório e o risco de complicações, por se tratar de uma cirurgia, a mulher ainda recebe uma anestesia que compromete a sua relação com o recém-nascido; no parto normal a mulher pode escolher em realizar no hospital ou em casa da forma mais natural possível. “Foi por isso que escolhi o parto humanizado. Li e pesquisei muito sobre o parto normal, percebi que, além da recuperação ser rápida, a relação familiar e com o meu filho é de parceria, mais humana, porque todos nós vivemos este momento e criamos todas as condições para ele vir ao mundo no tempo dele”, conta ela.

Cada um tem o seu tempo, tanto o bebê que espera o momento certo para nascer, como a mãe que tem o seu tempo para recebê-lo. O parto humanizado, atualmente em alta no Brasil, vem justamente para retomar a discussão do parto como um gesto de nascer mais humano e confortável. Os mitos, como os perigos do nascimento fora do hospital e a dor insuportável, poder ser quebrados com informação.

Ana Clara relata que foram 42 semanas de gestação, tempo que muitas médicos estranham e indicam uma cesária. “É importante a mulher se informar e desmistificar vários mitos em torno do parto normal. Hoje em dia a mulher não precisa mais ser cortada, tem direito a um trabalho respeitoso durante o parto. A cesária precisa ser feita em casos de necessidade e risco”.

Para algumas mulheres o parto normal é fácil, rápido, com poucas dores, como foi o caso de Kátia. Para outras, o trabalho de parto dura 41 horas em estágios de pouca dor a dores mais intensas, como foi para Ana Clara. Para outras ainda, os relatos de partos doloridos, desrespeitosos e longos e experiências traumáticas podem direcioná-las para a opção menos indolor e tranquila através da cesariana, como foi para Josete.

Independente de como você, mulher e futura mãe, receberá o seu filho ou filha é preciso antes de tudo informação e cuidado com o corpo. Atividades físicas são fundamentais para termos um corpo e uma mente saudáveis, práticas que podem ser iniciadas neste momento.

Já para as futuras mamães de primeira ou segunda viagem, a Internet está ai com diversos conteúdos sobre os benefícios do parto normal e humanizado. Se informe, sem medo ou preconceito. Você topa?

Confira algumas dicas de sites.

http://www.brasil.gov.br/saude/2014/05/saude-atualiza-diretrizes-para-atencao-humanizada-a-recem-nascido

http://grupopiracema.blogspot.com.br/

http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/indicacoes-reais-e-ficticias-de.html

http://www.youtube.com/watch?v=Ze6r1BKH8Ao

http://vilamamifera.com/parteriaurbana/parto-em-casa-passo-a-passo/

http://www.maternidadeconsciente.com.br/temas/pre-gravidez/

http://www.maternidadeconsciente.com.br/temas/nascimento/

http://www.orenascimentodoparto.com.br/#/trailer

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/04/140411_cesareas_principal_mdb_rb.shtml

http://www.equipehanami.com.br/noticias/

Busque informações de base científica, dados e pesquisas confiáveis sobre o assunto. Isso vai ajudar na decisão. Acredito que toda mulher deve usar o sexto sentido, escutar e seguir o seu coração, porque ele vai dizer o que é certo fazer. Este momento é único para a mulher, hoje sou outra pessoa e se não tivesse passado pelo parto normal não teria a concepção que tenho hoje”, frisa Ana Clara, 34 anos, mãe de Marcos, 11 meses.

O preparo da mulher auxilia na hora do parto, é preciso se preparar com informação e atividade física. Para mim, o parto foi o momento mais incrível da minha vida, algo mágico. Quem puder, tem que passar por isso, é especial”, Kátia, 42 anos, mãe de Vitória, 11 anos.

Tenho duas filhas de cesária e a minha filha mais velha, a Juliana, também teve a minha neta de cesária. Eu mesma indiquei que ela fizesse, não queria que a minha filha passasse por dor, sofrimento ou agressividade que o parto normal faz com as mulheres. Entendo que, acima de tudo, é preciso que as mulheres busquem informação para se sentirem seguras”, Josete, 53 anos, mãe de Juliana e Gabriela.

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Esta notícia foi editada na sexta-feira, 9 de maio de 2014, às 14:47 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

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