Brasil – Governo Federal – Ministério da Educação

“E agora, como devo chamar?”: Terminologias adequadas quando tratamos de deficiência

Muitas pessoas ficam inseguras ao se dirigirem a alguém com deficiência, devido ao desconhecimento sobre a forma que devem chamá-los. Devido a uma história de muito desconhecimento e preconceito em relação a deficiências, já foram utilizadas muitas terminologias inadequadas no que se refere a representação da pessoa com deficiência. Hoje, depois de muitas conquistas, chegou-se a definição do termo “PESSOA COM DEFICIÊNCIA” como o mais adequado, por permitir a valorização da pessoa que apresenta alguma deficiência, mas não resumi-la a esta. É importante lembrar que todas as pessoas possuem qualidades e habilidades, independentemente de apresentar ou não uma deficiência.

Como forma de valorização das potencialidades das pessoas com deficiência, devemos evitar alguns termos que já foram bastante utilizados, mas que carregam consigo um significado negativo, como é o caso do termo “deficiente”, que ressalta apenas a deficiência, como se esta fosse a única característica da pessoa, o que não a valoriza e não considera todas as suas possibilidades como ser humano. Também devemos evitar o termo “portador de deficiência”, que remete a algo que é portado pela pessoa, como se houvesse a possibilidade de retirar a deficiência e colocá-la em um momento posterior. Outro termo bastante difundido foi “pessoas com necessidades especiais”; em relação a esse, temos algumas considerações a fazer.

As necessidades especiais ou específicas podem ser consequência de uma deficiência, no entanto não é exclusividade dessa. Outras pessoas podem necessitar de auxílios especiais, como é o caso de uma pessoa idosa, alguém que esteja com a perna quebrada, grávidas, obesos, entre outros. Por isso, não devemos nos dirigir a pessoa com deficiência como “pessoa com necessidade especial”, ela é uma pessoa que em algumas situações pode apresentar alguma necessidade especial/específica, mas não se caracteriza por esta.

A forma que nos referimos a uma pessoa demonstra o respeito que temos em relação a ela. Ao utilizarmos a nomenclatura PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, fornecemos a oportunidade que estas pessoas sejam reconhecidas por suas capacidades, não apenas por sua deficiência e dificuldades. Com respeito e sensibilidade, é possível fazermos a inclusão de todos, olhando sempre mais para as capacidades das pessoas e não apenas para suas limitações.

* Texto: Divulgação/NAPNE Reitoria.

Compartilhar Facebook Compartilhar Twitter

Esta notícia foi editada na quarta-feira, 27 de maio de 2015, às 13:22 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

Últimas notícias: