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#Especial Seminário EMI: MEC defende jovem como protagonista do Ensino Médio

A primeira palestra proferida logo após a cerimônia de abertura do I Seminário de Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio do Instituto Federal Catarinense (IFC), realizado de 16 a 18 de agosto no Campus Camboriú, foi conduzida por Wisley João Pereira, coordenador-geral de Ensino Médio, da Secretaria de Educação Básica do MEC.

Ouça o áudio da entrevista com Wisley e Marilane abaixo.

Com o tema Lei 13.415/2017, BNCC e os impactos para a educação profissional integrada ao Ensino Médio, Wisley defendeu a nova lei do Ensino Médio. Segundo Pereira, é necessário um currículo que atenda a juventude, ou estudante. “O Ensino Médio em debate é aquele que não atrai o jovem, porque ele joga luz e evidencia os problemas da educação básica no Brasil”.

Conforme dados estatísticos apresentados por Wisley, das 8 milhões de matrículas realizadas no ensino médio entre 2008 e 2014, somente 2 milhões concluíram os estudos. “Há um número de evasões muito alto, o que reflete um fracasso nas políticas públicas. Precisamos pensar em uma política pública efetiva para atender as demandas de um país tão diverso como o nosso”, esclarece ele.

O palestrante aproveitou para apontar problemas crônicos ao Ensino Médio brasileiro, como a falta de qualificação dos professores, a falta de conhecimento adquirido pelos estudantes, a não observação e atenção às habilidades e competências dos jovens na escola. “Estamos jogando no lixo, todos os dias, talentos das artes por não prestar atenção nisso. É preciso repensar esse Ensino Médio e tornar o jovem protagonista, torná-lo o pilar do processo. E para isso é fundamental atrair, permanecer e concluir o Ensino Médio”.

Wisley debateu diversos pontos sobre a nova Lei do Ensino Médio, sendo as seguintes:

  • Carga horária alterada (Art. 24): de 800 para 1.400 horas, com mínimo de 1.000 horas/aula;

  • Currículo do Ensino Médio (Art. 35-A): Obrigatoriedade de Educação Física, Artes, Sociologia e Filosofia; Obrigatoriedade da Língua Portuguesa e Matemática nos três anos; Obrigatoriedade do Inglês como Língua Estrangeira, e o Espanhol como optativa;

  • Organização do Ensino Médio (Art. 36): entrada da formação técnica e profissional;

  • Notório saber (Art. 61 e 62):formação exigida dos professores e atuação de professor com notório saber.

Em seguida, a mediadora da Mesa e diretora-geral do Campus Blumenau, Marilane Paim, fez a abertura para que os presentes realizassem questionamentos e observações. Foram realizadas duas rodadas contendo 3 perguntas por rodada.

*Texto, áudio e fotos: Cecom/Reitoria, por Nicole Trevisol | Jornalista MTE 02499 JP-SC.

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Esta notícia foi editada na sexta-feira, 18 de agosto de 2017, às 16:18 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

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