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#EspecialConif – Reitores de todos os IFs conhecem o Projeto Cães-guia

conif-cao-guia1Durante a 72ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), realizada no IFC Campus Camboriú, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto como funciona o Centro de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-guia do Instituto Federal Catarinense (IFC). A reitora do IFC, Sônia Fernandes, falou sobre a relevância social do projeto e dos desafios em dar continuidade aos dois centros já existentes no país e os outros cinco que estão em fase de construção, todos em Institutos Federais (IFs).

Logo após, o treinador e instrutor, Leonardo Goulart, explicou todo o funcionamento do Centro, desde o trabalho de socialização, treinamento e formação de duplas. “Contamos com a comunidade para manter o funcionamento do Centro. Só para ilustrarmos, na primeira turma do curso, contamos com 48 famílias socializadoras, já na segunda são 52”, destacou o Leonardo ao abordar o voluntariado como uma das fases importantes para a formação do cão-guia.

E como é ter um cão-guia?

Entre risos e emoção, os três usuários de cães-guia, Roberto, Sidney e Bruno, deram os depoimentos sobre o que mudou em suas vidas após o recebimento do cão. “Foi o curso mais intenso e denso que fiz na minha vida. Voltei a ter a mesma velocidade, agilidade e confiança que tinha antes de ser cego”, destacou Roberto, ao lado do guia Dexter.

Com o companheiro Braile ao lado, Sidney, que é deficiente visual desde o nascimento, contou que queria ter um cão-guia para facilitar a mobilidade. “O cego está sempre aguardando o próximo obstáculo. Com o Braile me sinto mais seguro, tenho autonomia como se enxergasse”, disso.  Ao falar sobre os custos que envolvem um cão-guia, Sidney indagou os participantes: “- Ele é o meu melhor amigo e também os meus olhos. Qual é o preço dos seus? Quantas bengalas daria para comprar com 40 mil reais? Muitas! E quantas vidas ela pode transformar? Nenhuma. E quanto vocês dariam pelos seus olhos?”, ressaltou.

Para finalizar, o diretor-geral do campus Camboriú, Rogério Luís Kerber, destacou a relevância do projeto e afirmou que os depoimentos assistidos são uma realidade que continuará a existir. “No mundo não existe nenhuma instituição no nível do Centro de Treinamento de Cães-guia, que seja totalmente financiada pelo poder público”, salientou o diretor-geral ao falar sobre o compromisso social do projeto com as pessoas com deficiência visual.

*Texto e imagens: Cecom/Camboriú.

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Esta notícia foi editada na quinta-feira, 23 de março de 2017, às 19:49 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

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