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Fraiburgo realiza exposição com acervos originais da Guerra do Contestado

contestado-fraiburgo2Em comemoração ao Centenário da Guerra do Contestado, o Instituto Federal Catarinense (IFC) Câmpus Fraiburgo promoveu, no dia 18 de março, a Exposição “Cem anos do Contestado”. O evento contou com acervos originais da Guerra do Contestado, provenientes do Museu de Taquaruçu. Paralelamente à exposição, foram oferecidas outras atividades durante o dia.
De acordo com o professor e coordenador do Centro de Pesquisas do IFC Câmpus Fraiburgo, Ivan Serpa, este evento foi de grande importância para a reflexão sobre a consciência histórica da Região do Contestado. “As heranças da Guerra ainda se fazem sentir na realidade social regional, no momento em que o evento completa cem anos. Por isso, reunimos em torno do tema vários projetos de pesquisa, ensino e extensão, que estão sendo trabalhados pela equipe docente do IFC Câmpus Fraiburgo, visando atrair a atenção de alunos e da comunidade para sua realidade próxima, seus problemas e possíveis alternativas de superação”, resumiu o professor.

O evento faz parte de quatro iniciativas do Instituto Federal Catarinense Câmpus Fraiburgo:

– Projeto de extensão “Comemoração dos Cem Anos da Guerra do Contestado: práticas educativas, arte, cultura e memórias comunitárias”;
– Projeto interdisciplinar “Cem anos do Contestado”;
– Pesquisa ” A GUERRA DO CONTESTADO: Genocídio e resistência Xokleng em Taquaruçu – Meio-Oeste Catarinense, de autoria do Prof. Ivan Carlos Serpa;
– Grupo de Pesquisas Interdisciplinar Pomares do Saber – GIPS.

Sobre a Guerra do Contestado

Conflito que vigorou entre as fronteiras do Paraná e Santa Catarina entre 1912 e 1916, em uma área povoada por sertanejos. Uma população carente, sem terras e que sofria por falta de alimentos. Existia uma forte opressão por parte dos fazendeiros e de duas empresas americanas que operavam na região – Brazil Railway, responsável pela implantação da via ferroviária que uniu o Rio Grande a São Paulo, e uma madeireira.
Essa situação revoltou os sertanejos e foi o estopim para o conflito, que se destacou por sua característica sociopolítica. Os sertanejos encontraram o apoio que precisavam nos monges religiosos que peregrinavam pelo sertão. No ano de 1912, um monge, conhecido como José Maria, une-se aos sertanejos revoltados.
O governo federal não viu com bons olhos o trabalho de José Maria, que passou a representar um risco para a ordem e segurança da região. Ele e seus seguidores foram severamente reprimidos pelas multinacionais e pela guarda armada do governo federal. Em novembro de 1912 ocorreu a batalha de Irani, a qual marcou este conflito e desencadeou na morte do monge José Maria. Os sertanejos, inconformados com a morte de seu líder, partem para o extremo, dando início a uma guerra civil.
A guerra terminou somente em 1916, quando as tropas oficiais conseguiram prender Adeodato, que era um dos chefes do último reduto de rebeldes da revolta. Ele foi condenado a trinta anos de prisão.

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* Texto e fotos: CECOM/Fraiburgo.

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Esta notícia foi editada na quarta-feira, 1 de abril de 2015, às 12:49 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

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