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Horário de verão começa dia 16 de outubro

Preparado para o horário de verão? Tem gente que adora, e tem gente que não suporta. Mas não tem jeito, no dia 16 de outubro, começa o horário de verão no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Os relógios  devem ser adiantados em uma (1) hora, e o horário vigora até 19 de fevereiro de 2017.

O objetivo da medida, adotada no Brasil desde 1931, é proporcionar uma economia de energia para o país, com menor consumo no horário de pico (entre as 18h e as 21h), pelo aproveitamento maior da luminosidade natural. Com isso, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade.

No ano passado, a adoção do horário de verão possibilitou uma economia de R$ 162 milhões, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A economia foi possível porque não foi preciso adicionar mais energia de usinas termelétricas para garantir o abastecimento do país nos horários de pico.

Dificuldades em adaptar o organismo ao novo horário?

Quem costuma sentir os efeitos da mudança de horário no organismo deve começar a se preparar desde já, adiantando gradualmente a hora de dormir. O médico Marcos Pontes orienta as pessoas a acostumarem o organismo a dormir uma hora antes, porque o período de adaptação vai de cinco a sete dias. “Quando chegar o horário de verão, você já se acostumou a dormir mais cedo e acordar mais cedo”, diz o clínico geral do Hospital Santa Lúcia.

Segundo Pontes, a mudança de horário altera a ordem temporal interna do nosso corpo, que regula os ritmos de sono e temperatura. “Com o horário de verão, tendo um desajuste, entra em uma fase de desordem temporal interna. Então, as pessoas acabam tendo que gerar uma nova sincronização porque esses ritmos têm fases diferentes.”.

As consequências da mudança de horário no organismo podem ir desde mal-estar, dificuldades para dormir, sonolência diurna e até alterações de apetite. De acordo com Pontes, é preciso tomar alguns cuidados nos dias seguintes à mudança de horário, como evitar dirigir distâncias longas. “É a mesma coisa de fazer uma viagem de um fuso horário para outro, tem um período para o organismo se adaptar àquele novo horário”, fala o médico.

Os idosos e as crianças, por terem uma necessidade maior de sono e de rotina, podem sentir mais os efeitos da mudança de horário. “Principalmente as crianças que vão para a escola de manhã e vão ter de levantar uma hora mais cedo podem ter uma sonolência maior pela manhã. Mas isso é uma coisa de hábito mesmo, é só manter aquele ritmo que o organismo vai se habituar”, afirma Pontes.

*Informações: Agência Brasil/EBC.

 

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Esta notícia foi editada na terça-feira, 11 de outubro de 2016, às 19:58 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

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