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IFC no combate ao Aedes aegypti

Ação no IFC Reitoria.

Ação no IFC Reitoria.

O Instituto Federal Catarinense (IFC) realizou ações de conscientização e prevenção ao mosquito Aedes aegypti no dia 04 de março, dia nacional de mobilização para combate do mosquito transmissor das doenças Dengue, Chikungunya e Zika.

Na Reitoria do IFC, servidores receberam orientações em uma palestra proferida pela enfermeira da Vigilância Epidemiológica de Blumenau, Alessandra Daniella Rodrigues Schiesser. Segundo a profissional, cada uma das doenças possui sintomas específicos; entretanto, o foco não está no tratamento. “Se o cidadão chegar no hospital ou no posto de saúde com os sintomas, ele será tratado. Porém, o nosso maior combate e os esforços das ações estão concentrados na prevenção. Ou seja, queremos exterminar criadouros, para que o mosquito não chegue à fase de picada”, esclarece ela.

O maior aliado no combate ao Aedes aegypti é o cidadão brasileiro. “É preciso que cada pessoa faça o seu trabalho, que limpe a casa e o terreno, que repasse orientações corretas aos vizinhos e fiscalize áreas de risco. São 200 milhões de brasileiros contra um mosquito, ele não pode ser mais forte que nós todos juntos”, frisa Alessandra.

Os servidores aproveitaram a oportunidade para sanar dúvidas e manifestar a importância de cada um fazer a sua parte. “Vocês estão fazendo a parte de vocês, cabe a nós fazermos a nossa parte”, coloca o vigilante do IFC Nilson Schwambch.

MAIS

  • O cloro é o principal aliado da limpeza doméstica. Usá-lo em ralos é uma boa alternativa para eliminar os ovos do mosquito. “É preciso cuidado na área externa da casa e, principalmente, em locais que podem armazenar água parada. Estamos encontrando larvas em cascas de ovos”, diz a enfermeira.

  • Uma fêmea contaminada sobrevive 2 meses e, nesse tempo, pode picar de 300 a 400 pessoas.

  • Os repelentes previstos pela Anvisa têm mostrado um bom resultado contra a picada do mosquito Aedes aegypti. “Cuidado com as receitas caseiras e informações compartilhadas na web. Baseie-se sempre em dados científicos e comprovados”, orienta Alessandra.

  • Um ovo do mosquito eclode dentro de 7 dias se estiver em um ambiente com água parada. Em locais secos, o ovo pode durar 450 dias e, com o mínimo contato com a água, eclode. “Por isso, é fundamental lavar locais com água parada e utilizar cloro. Precisamos eliminar criadouros”, esclarece Schiesser.

Ação no IFC Luzerna.

Ação no IFC Luzerna.

Em Luzerna, alunos e servidores reuniram-se na manhã de sexta-feira (4/3) para uma palestra de conscientização contra o Aedes aegypti. A convite da instituição, o secretário de Saúde Walmor Dresch e o responsável pela Vigilância Sanitária, Raimundo Pascoto, falaram sobre as ações desenvolvidas no âmbito do município.As atuais condições climáticas, com chuva e calor – ideais para a proliferação do mosquito – e os focos com larvas encontrados em diversas cidades do Oeste catarinense foram alguns dos assuntos abordados pelo secretário, que ainda discorreu sobre dengue, febre chikungunya e zika vírus. Raimundo Pascoto explicou como funcionam as armadilhas feitas pela equipe da Vigilância Sanitária, os locais onde elas estão e alertou para que nenhuma armadilha caseira seja feita pela população. Desde fevereiro, o IFC promove ações como esta. Palestras em escolas, panfletagem e “faxinaços” são feitos por alunos e servidores, unidos na batalha contra o Aedes aegypti.

Ação no IFC Camboriú.

Ação no IFC Camboriú.

Em Camboriú, a programação de conscientização “Todos contra o Aedes” continuou em março. A ação trouxe o enfermeiro do município e responsável pela estratégia da saúde da família, Anderson Rigo, para palestrar sobre conscientização e o combate dos focos de Aedes aegypti. Durante o evento, o enfermeiro deu dicas para os alunos e servidores sobre prevenção e aproveitou para alertar os riscos do acúmulo de água parada em tampinhas de garrafa de refrigerante, copos descartáveis e terrenos baldios. “Em Camboriú, ainda não temos casos de dengue adquiridos na cidade, só registramos três pessoas que moram aqui, porém trabalham em outro local”, destacou.

Os estudantes aproveitaram a oportunidade para esclarecer dúvidas sobre a relação entre a microcefalia e o Zika vírus. De acordo com Rigo, os estudos realizados ainda não estão fechados e não há conclusão sobre o assunto. “As crianças que estão nascendo com este problema precisam da nossa ajuda e do governo. Elas precisam ser estimuladas precocemente para se desenvolver melhor, porém as limitações dependem também do grau de comprometimento cerebral do bebê”, finalizou o enfermeiro.

Fique atento você também. Observe o ambiente em que você vive. Eliminar os criadouros de mosquito ainda é a melhor estratégia para evitar essas doenças.

Principais sinais e sintomas

Dengue

Febre alta

Dor atrás dos olhos

Dor muscular intensa

Chikungunya

Dor intensa nas articulações que pode causar limitação dos movimentos

Zika

Febre baixa

Manchas avermelhadas pelo corpo com coceira (exantema)

Inchaço nas articulações

* Se você apresentar esses sinais e sintomas, tome muita água, não se automedique e procure uma Unidade de Saúde.

#ZIKA ZERO

Como denunciar os focos do mosquito?

Disque Saúde: 136

Disque Denúncia em Blumenau: (47) 3381-7770

Mais informações em http://combateaedes.saude.gov.br/

http://dengue.sc.gov.br/

http://www.dive.sc.gov.br/

Saiba mais sobre a mobilização nacional: http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=34231

* Texto: CECOMs Reitoria e Luzerna.

** Fotos de Camboriú: Maria Angelica Pimenta.

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Esta notícia foi editada na quarta-feira, 9 de março de 2016, às 18:55 por Nicole Trevisol.

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