Brasil – Governo Federal – Ministério da Educação

Inclusão X Pessoa com Deficiência

Quando se fala em inclusão, é comum pensarmos em pessoas com deficiência. Na verdade, a inclusão não se limita a quem possui algum tipo de deficiência, e sim permeia toda a diversidade humana, como por exemplo: questões relativas a gênero, orientação sexual, etnia, cultura, história pessoal, passado infracional, fatores políticos, mobilidade reduzida, entre outros aspectos.

Da mesma forma, é importante reforçar que as necessidades específicas também não são exclusivas de pessoas com algum tipo de deficiência e podem ser permanentes ou temporárias. Uma pessoa que tenha sofrido uma fratura na perna, uma mulher grávida ou um aluno estrangeiro, ao chegar em uma nova escola, por exemplo, podem necessitar de apoio temporariamente.

A evolução dos paradigmas, até o conceito de inclusão, passou por várias fases históricas:

– Exclusão: rejeição em relação ao que é diferente;

– Segregação: ação relacionada à separação e caridade;

– Integração: adaptação das pessoas com necessidades específicas à escola e empresas, ainda com muitas barreiras;

– Inclusão: adequação da escola e das empresas às pessoas com necessidades específicas.

Nesse contexto, também é importante diferenciarmos impedimentos de incapacidades. Os impedimentos resultam dos fatores naturais, como doenças, acidentes, uso de armas e fatores tóxicos, podendo ou não gerar deficiências. As incapacidades resultam dos fatores sociais, como as barreiras atitudinais, arquitetônicas, comunicativas, metodológicas e instrumentais. Uma pessoa cega, por exemplo, ao participar de um evento que tenha audiodescrição, não se torna incapaz.

Conceitos básicos como estes são importantes para termos uma visão global de todo o público que necessita do atendimento educacional especializado (AEE), entendendo que este grupo não se restringe apenas às pessoas com algum tipo de deficiência comprovada em laudo. Toda a rede de ensino deve se preparar para receber bem todos os tipos de estudantes, oferecendo atendimento de qualidade de acordo com cada necessidade específica, permanente ou temporária.

*Texto: Napne/IFC, com informações da palestra de Romeu Sassaki – I Seminário do NAPNE do IFSC (2014).

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Esta notícia foi editada na quarta-feira, 10 de agosto de 2016, às 18:24 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

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