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Jovens em busca da transformação social do mundo

Jovens sendo protagonistas das suas histórias. Vontade e garra para mudar o mundo e torná-lo um lugar mais humano, mais igual, menos segregador. Esses e muitos outros motivos levaram quatro estudantes do Instituto Federal Catarinense (IFC) a se inscrever na pré-seleção ao Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM).

Nos quatro trabalhos inscritos é evidente a discussão em torno da preocupação com o outro, em criar espaços e condições para que a escola seja um espaço para debate e construção de uma sociedade melhor. O tema dessa edição é O ensino médio que queremos.

Aymee Agnes - Ibirama.

Aymee Agnes – Ibirama.

Aymee Agnes de Andrade Sinn, estudante do ensino médio integrado no IFC Campus Ibirama, tem os cabelos lisos e longos. As vestimentas demonstram a fase escolar, a informalidade, o conforto, mas, no texto da escolhida para representar a Rede Federal de Santa Catarina, é possível verificar a garra e a determinação em fazer a diferença. Aymee foi selecionada com o projeto Imigração Haitiana no Brasil: inclusão e diversidade de raça. “Tenho uma conexão com a ideia de querer ajudar as pessoas, fazendo-as felizes, dando a chance a elas de terem as mesmas oportunidades que todos. Acredito que posso fazer isso por meio do Parlamento Juvenil”, diz ela.

Matheus Henrique da Silva, do Campus Blumenau, Leticia Rabelo Santos, do Campus Avançado Sombrio, e Matheus Felipe dos Santos Tonial, do Campus Fraiburgo (projeto Escola nota 10: a ferramenta certa para o aprendizado), também se inscreveram para a pré-seleção.

“Acredito que assim podemos dar voz e termos a chance de mudar a vida de alguém. Mesmo não ganhando, tive a oportunidade de saber como funciona o processo e desenvolver um projeto”, relata Matheus Henrique, que apresentou o trabalho Mediação de conflitos no ambiente escolar.

Leticia Santos - Sombrio.

Leticia Santos – Sombrio.

Para Leticia, que trouxe a proposta Direitos Humanos em discussão, participar da pré-seleção foi um desafio. “Foi uma das atividades mais desafiadoras que já vivenciei. Criar um projeto e imaginar tudo o que ele deve ter, em pouco tempo, foi complexo. Mas tive o apoio de amigos e professores e, com isso, passei por uma experiência engrandecedora”, conta a jovem de cabelos pretos e sorriso largo.

Em Santa Catarina, estavam disponíveis duas vagas: uma para a Rede Federal e uma para a Rede Estadual de ensino. Os participantes deveriam ser estudantes do ensino médio. Nessa primeira etapa, foram classificados 108 candidatos, e, na segunda, será escolhido um representante por unidade da federação, totalizando 27 representantes brasileiros.

Matheus Henrique avalia que a participação dos estudantes em iniciativas como essa é fundamental. “A sociedade precisa de jovens com vontade para ajudar a mudar a realidade atual. Jovens que pensam nos outros, que ajudam e que tenham conhecimento do que precisa ser feito”.

Aymee coloca que os estudantes são o futuro da nação. “Se não nos envolvermos, onde vamos parar? Devemos aproveitar a fase da juventude, que é quando se enxerga o mundo de todas as formas possíveis, com mais liberdade”.

O projeto, realizado pelo Mec/Conif, iniciou em agosto deste ano e se encerra em novembro. A partir de agora, os pré-selecionados iniciam uma campanha eleitoral nacional, que acontece de 30/10 a 05/11. O lançamento das candidaturas está previsto para o dia 10 de outubro. O mandato é de dois anos.

Aymee Agnes - Ibirama.

Aymee Agnes – Ibirama.

“Assim que soube que era a selecionada, fiquei uns cinco minutos perguntando é sério? No dia seguinte já pensei meu Deus, fui selecionada. Depois veio uma mistura de sentimentos de alegria e de ansiedade, de não saber o que fazer”, revela Aymee, a representante de Santa Catarina na eleição nacional ao JIM.

Os jovens eleitos ao Parlamento Juvenil farão reflexões em torno de cinco eixos temáticos: inclusão educativa, gênero, jovens e trabalho, participação cidadã dos jovens e direitos humanos. Os temas foram selecionados tendo em vista que se trata de direitos que são reconhecidos nos países.

Agora, Aymee segue o caminho em busca de votos. A previsão é de que o processo aconteça online, por meio do Portal PJM http://pjm.mec.gov.br/. “Pretendo fazer um vídeo, explicando o meu projeto, e fotos para as mídias digitais. Quero que esse vídeo viralize em Santa Catarina, para que as pessoas me conheçam e votem em mim”, conta a estudante.

Confira o edital do processo PJM em http://editais.ifc.edu.br/2016/09/15/edital-n-1252016-parlamento-juvenil-do-mercosul/.

AQUI você tem acesso à lista do pré-selecionados para ao PJM

Saiba mais o que os autores pensaram quando escolheram o tema do seu projeto.

  • Aymee Agnes de Andrade Sinn

Campus Ibirama

Projeto: Imigração Haitiana no Brasil, inclusão e diversidade de raça

“A motivação para o meu projeto veio de observar que algumas pessoas ainda são tratadas de forma diferente devido as suas características físicas, raciais, etc. Esses fatores fazem com que elas não possuam as mesmas oportunidades que outros. Por isso, o projeto aborda os haitianos e o fato deles terem imigrado para o Brasil e para nossa região. Eles foram trazidos para cá por meio de uma empresa de alimentos, pois eles alegam a falta de mão de obra na região. Porém, as contratações eram para os piores setores da empresa em termos salariais. Escrevi um projeto em que proponho que os haitianos tenham aulas de Língua Portuguesa nos Institutos Federais pois, em geral, as empresas alegam que não contratam haitianos porque eles não dominam a língua. E também proponho a oportunidade deles fazerem os cursos que já existem no campus. Assim, esperamos maior integração deles na sociedade, que eles conheçam mais pessoas e passem a ter melhores oportunidades. É por isso que escolhi esse tema, é uma realidade que está próxima de mim e com a qual posso colaborar. Além de que, já havia pensado sobre isso antes de surgir a oportunidade do Parlamento Juvenil.”

  • Matheus Felipe dos Santos Tonial

Campus Fraiburgo

Projeto: Escola nota 10 A ferramenta certa para o aprendizado!

  • Matheus Henrique da Silva

Campus Blumenau

Projeto: Educação para a paz – Mediação de conflitos no ambiente escolar.

“O meu projeto tem como objetivo, desenvolver uma ação dentro da escola voltada a criação de uma metodologia, através de oficinas integrativas para tratar de problemas relacionado a conflitos e violências que ocorrem no ambiente escolar.”

  • Leticia Rabelo Santos

Campus Avançado Sombrio

Projeto: Direitos Humanos em discussão.

“O meu projeto era como um clube de debates, com diversas atividades que proporcionassem conversa e exposição dos nossos direitos e deveres como seres humanos e cidadãos, que necessitam de participação ativa na sociedade e participação consciente. Já os motivos que me fizeram escolher esse tema foi o fato de eu estudar dignidade e direitos humanos no projeto de pesquisa do qual atuo como bolsista e o deficit do respeito e da consciência de alguns direitos que vejo como fundamentais. Achei uma discussão necessária e que pode gerar conclusões e discussões interessantíssimas. Desde sempre fui educada e ensinada a ter voz e conhecimento das coisas que eu deveria fazer ou cobrar, além de como deveria agir, sempre fui orientada a falar, a perguntar, a conhecer, a ir mais fundo. Essa foi também uma motivação que veio da minha educação de casa, pela minha família e pelas pessoas que estiveram presentes na minha construção como ser humano.”

O que é o Parlamento Juvenil?

O Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM) favorece e promove o protagonismo juvenil, abrindo espaço para diálogos e discussões acerca de temas vinculados à educação, como: inclusão educativa, participação cidadã, direitos humanos, diversidade de raça, etnia e gênero, integração regional e trabalho. Todas as discussões são norteadas pelo tema principal – “O ensino médio que queremos” –, e os jovens parlamentares elaboram propostas que abordam as necessidades e anseios comuns da juventude dos países do Mercosul.

Além disso, o Parlamento Juvenil do Mercosul oferece aos jovens uma oportunidade de expandir seus horizontes, ao mesmo tempo que fortalece o processo de integração, garantindo à nova geração a possibilidade de ser ouvida e de exercer ativamente a cidadania.

O projeto surgiu dentro do setor educacional do Mercosul e em cada edição (2010, 2012 e 2014), foram selecionados 27 estudantes brasileiros. O projeto prevê mandato de dois anos e está iniciando sua quarta edição (2016-2018) para exercício de voz na tomada de decisões coletivas.

*Texto: Cecom/Reitoria, com colaboração das Cecoms de Blumenau, Ibirama e Sombrio.

**Fotos: Cecoms de Ibirama e Sombrio.

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Esta notícia foi editada na quarta-feira, 5 de outubro de 2016, às 23:27 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

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