Programa de Instrução de Cães-Guia do IFC recebe visita de participantes da Reditec

O Centro de Formação de Instrutores e Treinadores de Cães-guia, localizado no Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Camboriú, recebeu as autoridades participantes da 43ª Reunião Anual dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica (Reditec 2019) para conhecer o Programa Cães-guia.

Durante o visita técnica, realizada no último dia 13/09, a reitora do IFC, Sônia Fernandes, agradeceu a presença dos dirigentes e falou sobre o pioneirismo do Instituto em ofertar a primeira pós-graduação lato sensu em Treinador e Instrutor de Cães-guia da América Latina. Também destacou as dificuldades enfrentadas na manutenção do Centro. “No IFC, o Programa terá um orçamento mínimo específico garantido pela instituição, independente da existência de políticas públicas, que continuaremos a buscar. Não vamos abrir mão do Programa de prestar um serviço educacional de qualidade e inclusivo como já estamos fazendo”, destacou a reitora.

O diretor-geral do Campus Camboriú, Rogério Luís Kerber, acrescentou os desafios enfrentados pela instituição para iniciar a pós-graduação. “No começo tínhamos somente três pessoas com a formação no Brasil. O Centro em Camboriú foi o projeto piloto para iniciar a expansão para outros seis Institutos Federais (IFs) escolhidos para instalação no país”.

Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer toda a trajetória do Centro, apresentada pelo coordenador, Luís Fernando Kluge.  “O projeto iniciou em 2008 como uma ação de extensão do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE), com objetivo de formar especialistas para atuarem como treinadores e instrutores de cães-guia”, destacou. A partir da data, o projeto foi crescendo e já está na terceira turma de pós-graduação em treinadores e instrutores de cães-guia. “Até hoje realizamos 30 entregas de cães-guia e colaboramos com o aumento de profissionais capacitados. Conseguimos contribuir com o aumento significativo de cães atuantes no Brasil, atualmente estimado em 200”, afirmou. O coordenador ainda falou sobre a proposta em transformar o espaço em um Centro de Inclusão, englobando outras atividades além do Programa Cães-guia.

A apresentação sobre o funcionamento da pós-graduação foi realizada pelo coordenador do curso, Márcio Soares, e pelo professor André Luiz Torrecillas Sturion. Destacaram a organização metodológica das atividades e o pioneirismo em desenvolver uma grade curricular contemplando os três âmbitos de formação (alunos, cães e pessoas com deficiência). “Entre os objetivos principais do curso estão: a preparação dos profissionais especialistas em treinamento de cães-guia e como instrutores de duplas (pessoa com deficiência e cão-guia), e o aumento da oferta da tecnologia assistiva no país”, destacou Márcio.

Para representar os socializadores, o casal Fernando Cezar Silveira de Abreu e Mirella Teresinha Correa, na companhia da filha Clara, abordaram o papel das famílias socializadoras na educação da sociedade para que “abracem” a causa da inclusão e da sensibilização para o Programa Cães-guia. “Já estamos no quarto cão socializado e percebemos que o nosso trabalho é educar as pessoas e explicar a importância deste projeto para os cegos”, afirmaram.

Para finalizar a apresentação, a usuária do cão-guia Mambo, Luana Tillman, deu um depoimento a respeito da mudança de qualidade de vida proporcionada pela tecnologia. “Sinto mais segurança no andar, o cão-guia é mais assertivo e possibilita mais rapidez e dinamicidade no caminhar”, contou Luana.

Texto e imagem: Cecom/Camboriú/Marília Massochin

Projeto de estudantes do IFC São Bento do Sul é premiado na IV Febic

Instituto Federal Catarinense (IFC) São Bento do Sul marcou presença na IV Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic), realizada em Jaraguá do Sul/SC, na Arena Jaraguá, entre os dias 9 e 15 de setembro, organizada pelo Instituto Brasileiro de Iniciação Científica (Ibic). O campus foi representado pelos estudantes do 2º ano do técnico em Automação Industrial integrado ao ensino médio, Erick Carvalho Amaral, Rafael Stein e Lucas Henrique Fleischmann, que apresentaram o projeto “Dispositivo para Transposição de Pequenos Obstáculos para Cadeira de Rodas (DTPOCR)”. O projeto recebeu dupla premiação no evento: 1º lugar na categoria destinada aos projetos de estudantes do Ensino Médio e/ou Profissionalizante e/ou Pós-Médio – Engenharias e suas aplicações; e ainda na categoria destaque em Relevância Social.

Segundo os estudantes, o projeto consiste na criação de um objeto que facilita a locomoção de cadeirantes e dá a eles mais independência. “O dispositivo – um mecanismo de rodas acopladas a cadeira de rodas – possui uma estrutura externa simples e um circuito interno complexo que alimenta o sistema e possibilita o movimento das rodas e angulação adequada em relação ao obstáculo a ser superado, permitindo a passagem do cadeirante de maneira segura”, explica Amaral.

“Optamos por desenvolver o DTPOCR ao analisarmos as dificuldades enfrentadas pelos cadeirantes na área urbana, com calçadas muito altas, buracos e degraus de escadas menores, entre outros, que fazem com que seja necessário aos usuários de cadeiras de rodas receber ajuda para transpor as obstruções em seu caminho”, justifica Stein.

“No estudo desenvolvido, a automação industrial é utilizada como recurso para auxiliar na locomoção dos cadeirantes, integrando-a ao setor da acessibilidade e visando oferecer aos usuários mais facilidade, segurança e autonomia nos seus deslocamentos”, revela Fleischmann.

Além destes estudantes que participaram da Febic, o projeto é composto ainda pelos alunos Lucas Rafael Clemente, Henrique Eduardo Schoeffel e Leonardo Travasso, todos do 2º ano do técnico em Automação Industrial. A orientação é realizada pelo professor Laércio Lueders, e o projeto foi desenvolvido na disciplina de projeto integrador, da professora Nágila Hinckel.

Febic

Organizada pelo Instituto Brasileiro de Iniciação Científica (IBIC), a Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic) tem como objetivo incentivar o desenvolvimento da pesquisa científica entre estudantes de todos os níveis, da educação infantil a pós-graduação, e estimular a criatividade, a inovação e o uso de novas tecnologias, além de promover integração e trocas de conhecimentos entres discentes e professores. Acesse o site e conheça mais sobre a feira.

Texto: Cecom/Reitoria/Rosiane Magalhães
com informações da Cecom/SBS
Fotos: Nágila Hinckel

X Feira de Iniciação Científica e Extensão do Campus Camboriú premia 60 trabalhos

Uma verdadeira maratona: três dias de apresentação, 132 trabalhos e mais de 600 visitantes externos. Assim foi a X Feira de Iniciação Científica e Extensão (FICE) do Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Camboriú, realizada de 3 a 6 de setembro. No primeiro dia, 38 trabalhos de comunicação oral de ensino, pesquisa e extensão, desenvolvidos por alunos do ensino superior e servidores da instituição. Nos dias seguintes, 4 e 05/09, a Feira trouxe 92 trabalhos do ensino técnico integrado ao médio do Campus Camboriú e mais duas participações externas de escolas do ensino fundamental II da região. Muito conhecimento, dedicação e ciência reunidos no ginásio do campus.

Os talentos da música e dança do campus iniciaram o último dia de evento (06/09). Com o auditório lotado, a comunidade acadêmica prestigiou a premiação dos destaques da X FICE. “Nos dez anos de existência da Feira podemos afirmar que vale muito a pena todo o incentivo que o campus sempre deu para a iniciação científica. Conseguimos ver a evolução e o crescimento dos trabalhos de ensino, pesquisa e extensão. Neste ano, tivemos 132 projetos apresentados”, destacou a diretora de desenvolvimento educacional, Sirlei de Fátima Albino.

Neste ano foram premiados 60 trabalhos na X FICE. O primeiro lugar geral do evento, intitulado “Diagnóstico da qualidade do ar atmosférico no município de Camboriú/SC”, recebeu a classificação direta para apresentação na 31ª Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), realizada anualmente em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul. Essa não é a primeira vez que o projeto vai para a Mostratec. Em 2016, o grupo ficou entre os nove trabalhos selecionados na Mostra para participar da Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (ISEF), em Los Angeles. Lá nos Estados Unidos, o trabalho ainda conquistou a menção honrosa da Sociedade Americana de Meteorologia pela importância e qualidade do estudo desenvolvido no campus.

O trabalho que recebeu o primeiro lugar geral da Feira foi o projeto de pesquisa “Diagnóstico da qualidade do ar atmosférico no município de Camboriú/SC”, de autoria de Amanda Geraldo Andrighi, Yasmin Maisa Wachholz, Yohanam Spagnol Rech, Letícia Flohr, Joeci Ricardo Godoi.

De acordo com a coordenadora de extensão, Michela Cancillier, além da Mostratec, a X FICE também indicou oito trabalhos premiados para a XII Mostra Nacional de Iniciação Científica e Tecnológica Interdisciplinar (MICTI), que acontece nos dias 13 e 14 de novembro, no IFC Brusque.

Confira aqui os títulos e autores que irão participar da XI MICTI.

Na edição deste ano, o evento também trouxe duas premiações adicionais de popularidade: a I FICE On-line, com o vídeo mais curtido no Youtube, e o voto popular pelo QR Code, que constava em cartazes espalhados pelo evento.

Confira aqui a lista geral dos trabalhos premiados.

Clique aqui para assistir aos projetos que enviaram vídeos para participar da I FICE On-line.

Texto e imagens: Cecom/Camboriú/Marília Massochin

Engenheiro do Google confirma palestra no X e-TIC

Uma das palestras confirmadas e aguardadas para o X Encontro de Tecnologia da Informação e Comunicação (e-TIC) do Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Camboriú é de Rodrigo Setti, engenheiro de software da empresa Google, dos Estados Unidos. O Encontro é promovido pela instituição, em parceria com o SEBRAE/SC, e acontece nos dias 22 a 25 de outubro no campus. A palestra de Rodrigo, intitulada “Como inovar infinitamente”, está agendada para 24/10, às 9h45 e às 19h30, no auditório do campus. O palestrante traz o know-how referente à inovação e ao empreendedorismo vivenciados no Vale do Silício, além da visão sobre carreira de sucesso como profissional de tecnologia.

Mais informações sobre o palestrante – Atualmente,  Setti atua como engenheiro de software na Google, na Califórnia, Estados Unidos. É formado em ciência da computação e mestre em engenharia elétrica. Possui uma década de experiência na indústria de produtos de consumo na Internet, incluindo desenvolvimento de software em grandes empresas de tecnologia do mundo, presentes no Vale do Silício como: Google, Yahoo e Evernote.

O evento – Neste ano, o e-TIC acontece nos dias 22 a 25 de outubro, em Camboriú e na cidade vizinha, Balneário Camboriú. O evento visa fomentar a inovação e permitir gratuitamente o acesso de todos ao conhecimento de temas tecnológicos emergentes, por meio de palestras, painéis, workshops, hackathons e demais atividades. Também tem desempenhado um papel importante na divulgação de resultados de pesquisas de cursos de nível médio, graduação e pós-graduação.

O e-TIC iniciou como uma semana acadêmica e teve a sua primeira edição em 2010, com a implantação do curso de Bacharelado em Sistemas de Informação no Campus Camboriú. Posteriormente, foram implantados os cursos: Técnico em Informática e Tecnologia em Sistemas para Internet, passando o evento a ser organizado pelos três cursos. Em 2017, o e-TIC, em sua 8ª edição, foi aberto pela primeira vez ao público externo, com uma programação contendo atividades para um público a partir de oito anos de idade, do ensino fundamental a pós-graduação.

Confira a programação completa do evento: www.etic.ifc.edu.br . Inscrições em breve!

Apoie o e-TIC – A sua empresa tem interesse em apoiar o nosso evento? Então clique aqui para saber como proceder para ter sua marca vinculada ao e-TIC.

Texto: Cecom/Camboriú/Marília Massochin
Imagem: arquivo Rodrigo Setti.

Setembro Amarelo promove conscientização sobre a prevenção ao suicídio

Conscientizar a população sobre a prevenção ao suicídio é o objetivo da campanha Setembro Amarelo – campanha criada, no Brasil, por uma parceria entre o Centro Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O mês foi escolhido para coincidir com o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, lembrado em 10 de setembro.

Durante o Setembro Amarelo, empresas, instituições de ensino, órgãos públicos, organizações não-governamentais (ONGs) e a própria sociedade civil organizada promovem ações de conscientização e prevenção ao suicídio em todo o país – como palestras, oficinas, distribuição de material informativo, caminhadas e passeios ciclísticos, entre outras. Mesmo a utilização de roupas amarelas ou do laço amarelo no peito que simboliza a campanha já contribuem para o movimento.

O suicídio é um problema de saúde pública global, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Dados do órgão apontam que 800 mil pessoas tiram a própria vida por ano – uma a cada 40 segundos, de acordo com relatório divulgado na segunda-feira (9). É a segunda causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos, ficando atrás somente dos acidentes de trânsito. A OMS ressalta que este número não retrata fielmente a realidade, já que existem muitas outras tentativas e óbitos que não são contabilizados como suicídio. No Brasil, a situação também é grave; dados do CVV apontam que uma pessoa comete suicídio a cada 45 minutos – ou seja, 32 mortes por dia.

A OMS alerta que nove entre cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. Por isso, é importante estimular as pessoas a discutir o problema a fundo e se mobilizarem pela prevenção. No entanto, o assunto ainda encontra resistência. “A morte em si já é um tabu. Morte por suicídio é ainda mais complicado, pois toca em questões de escolhas, crenças e barreiras sociais”, explica a voluntária e porta-voz do CVV, Leila Herédia.

“Pensar em suicídio faz parte da natureza humana. Uma pesquisa da Unicamp que diz que 17% dos brasileiros, em algum momento da vida pensaram em morrer por suicídio e que 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso”, elabora a voluntária do CVV Blumenau, Zita Darugna. “No entanto, na maioria das vezes é possível evitar que esses pensamentos virem realidade.  É importante que a pessoa que está em sofrimento se sinta aceita e compreendida, que ela tenha uma oportunidade de desabafar, falar das suas dores, angústias, tristezas,sem interferências, críticas, julgamentos e cobranças”. Diante desse quadro, a principal medida preventiva é a educação. Quebrar tabus, compartilhar informações, estimular o o diálogo e abrir espaço para campanhas de prevenção.  Muitas vezes, a pessoa em sofrimento sequer sabe que pode procurar ajuda, que existem estruturas – como o CVV, por exemplo – preparadas e capacitadas para oferecer apoio. Por outro lado, amigos e familiares de um potencial suicida às vezes não sabem reconhecer os sinais de alerta – como piora de desempenho escolar ou no trabalho, isolamento, falta de interesse por atividades antes apreciadas, alterações no sono e no apetite e frases como “quero desaparecer” ou “preferia estar morto”.

É justamente para adereçar essas questões que o movimento Setembro Amarelo existe. “É uma iniciativa para permitir que toda a população se engaje na causa e possa se capacitar para identificar sinais, pedir e oferecer ajuda”, afirma Leila Herédia.

“Quando um familiar ou amigo menciona o suicídio, é importante que ele  tenha o oportunidade de falar dessa dor. Porque a pessoa que morre por suicídio não quer morrer; quer  acabar com o sofrimento, que parece  não ter fim”, completa Zita Darugna. “A pessoa que está em crise suicida se sente sozinha, isolada. Se alguém se aproximar e perguntar ‘tem alguma coisa que eu possa fazer para te ajudar?’, a pessoa pode sentir abertura para desabafar. Nessa hora, ter alguém para ouvi-la pode fazer toda diferença.” E qualquer pessoa pode ser esse ombro amigo, sem fazer criticas, julgamentos ou dar conselhos”.

Sobre o CVV – Fundado em 1962, o Centro de Valorização da Vida é uma das Organização Não-Governamentais (ONGs) mais antigas do país. O CVV presta serviço voluntário e gratuito de prevenção do suicídio e apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. o serviço é prestado por meio do telefone 188 (ligação gratuita) e também por chat online (cvv.org.br) e pessoalmente, nos postos de atendimento. O CVV oferece ajuda até mesmo por e-mail; o formulário para envio da mensagem está disponível no endereço cvv.org.br/e-mail.

A entidade conta hoje com cerca de 3 mil voluntários que realizam por volta de 3 milhões de atendimentos por ano. O CVV promove ainda ações presenciais, como palestras, Curso de Escutatória e grupos de apoio a sobreviventes do suicídio.

Setembro Amarelo no IFC – O Instituto Federal Catarinense também faz parte deste movimento. A Coordenação-Geral de Comunicação desenvolveu materiais gráficos de divulgação da campanha, como cartazes para serem afixados nos murais de todos os campi e imagens para postagens nas redes sociais. Além disso, os campi promovem uma série de atividades, conforme você confere a seguir:

  • O Campus Santa Rosa do Sul organiza, no próximo dia 16, a palestra “Cuidar de Si – Prevenção Contra o Suicídio”, com o psicólgo Maicol de Oliveira Brognoli. A atividade será realizada no auditório da unidade, em dois horários: às 13h, para os alunos dos terceiros anos e servidores, e às 15h15, para estudantes dos segundos anos e servidores. Há ainda um mural no pátio com informações sobre o tema e espaço para recados de apoio.As ações são desenvolvidas pela Coordenação-Geral de Assistência Estudantil,  pela Diretoria de Desenvolvimento Educacional e pela estudante Bruna Paganini, do terceiro ano do curso técnico em Agropecuária integrado ao ensino médio.

  • No Campus Blumenau, o Setembro Amarelo será marcado por uma série de palestras que começa na próxima quinta-feira (12). A programação oferece uma visão multidisciplinar sobre o assunto, abordando temas como depressão e ansiedade, apoio emocional e prevenção, o uso apropriado de medicamentos e o autoconhecimento e promoção de bem-estar pessoal por meio da yoga. Confira o cronograma completo das ações abaixo:

  • O Campus Araquari preparou uma gama diversificada de atividades para o movimento. Uma delas é a Árvore da Vida, na qual os estudantes vão pendurar recados e bilhetes com frases motivacionais de força de otimismo. Durante a Semana do Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepe) do campus, dia 19, ocorre a oficina “Importância de Falar e Entender o tema Suicídio”, ministrada pela equipe de Saúde da Prefeitura de Araquari; o evento também contará com um estande com materiais informativos e um profissional da área da Saúde à disposição. Haverá ainda um momento, no dia 25, com os pais/responsáveis dos estudantes, durante a reunião Família e Escola, conduzido pelo Núcleo Pedagógico.A campanha prossegue no dia 26, os psicólogos Tatiane Felício e Gabriel de Oliveira ministram uma palestra sobre a Valorização da Vida, no auditório da unidade, a partir das 13h30, voltada principalmente para os estudantes do Ensino Médio. Os interessados podem mandar perguntas e sugestões para serem abordadas durante a conferência pelo link http://bit.ly/amareloIFC. Além disso, os professores da comissão organizadora do Setembro Amarelo no campus vão abordar a temática do suicídio de forma integrada em sua aulas. O Grêmio Estudantil também está elaborando cartazes e atividades próprias.
  • A comunidade acadêmica do Campus Videira vai participar da Caminhada Pela Vida, promovida pelo Centro de Atenção Psicosocial (Caps) do município no próximo dia 25 . O evento conta com apoio do CVV e contará também com atividades culturais.
  • A Reitoria do Instituto promove, por meio do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (Siass), a distribuição de material informativo sobre o Setembro Amarelo e os serviços de orientação disponíveis por meio do Siass – que conta com médico, psicólogo e assistente social para o atendimento.

Texto: Cecom/Reitoria/Thomás Müller, com informações do CVV-Blumenau e colaboração das Cecoms de Araquari, Blumenau, Santa Rosa do Sul e Videira

Estudantes do Campus Camboriú são destaque na XVII Feira Regional de Matemática

A matemática ainda é vista por muitos estudantes como uma das disciplinas mais complicadas. Quem nunca teve dificuldades para resolver uma equação? Para despertar o interesse da comunidade com a disciplina e proporcionar a troca de experiências metodológicas, a XVII Feira Regional de Matemática, realizada na Escola de Educação Básica Nereu Ramos, em Itajaí/SC, convidou o Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Camboriú e outras instituições para expor trabalhos e promover a divulgação e a popularização dos conhecimentos matemáticos.

Com essa missão, cinco acadêmicos e professores do curso de Licenciatura em Matemática do campus tiveram a oportunidade de relatar as experiências de três trabalhos desenvolvidos para o “Programa de Residência Pedagógica”, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Dos trabalhos apresentados, o intitulado “Progressões: um relato de experiência no ensino médio” recebeu indicação para participar da XXXV Feira Catarinense de Matemática, que será realizada em outubro, em Campos Novos/SC. O relato foi desenvolvido pelos acadêmicos Caroline de Paula Lima e Jackson de Oliveira, sob a orientação da professora Carla Mörschbächer.

Confira os títulos que participaram da XVII Feira Regional de Matemática:

1) Progressões: um relato de experiência no ensino médio, apresentado pelos acadêmicos Caroline de Paula Lima e Jackson de Oliveira, sob a orientação da professora Carla Mörschbächer;

2) Experiências didáticas na residência pedagógica, apresentado pelos acadêmicos Letícia Santos da Silva Saraiva e Luis Filipe Russi, sob a orientação da professora Araceli Gonçalves;

3) Proposta de avaliação: confecção de jogos didáticos realizado por alunos do sétimo ano do ensino fundamental, apresentado pela acadêmica Luana Tayná Borba, sob a orientação da professora Jéssica Pokrywecki da Costa.

Texto/Imagem: Cecom/Camboriú/Marília Massochin

Trote Solidário do Campus São Bento do Sul promove visita a Lar de Idosos

O projeto de Extensão Trote Solidário, do Campus São Bento do Sul, organizou uma visita ao Lar de Idosos São Luís, na cidade de Campo Alegre, no último dia 20. A ação contou com a participação dos calouros do curso de Engenharia da Computação e também de servidores da unidade e moradores da comunidade, que levaram flores (doadas por floriculturas da cidade), interagiram e conversaram com os moradores do local. O Coral do Campus também fez uma apresentação especial para os idosos do lar.

“Essa foi a quarta visita ao Lar de Idosos, mas a primeira vez com a participação do Coral”, conta a coordenadora do projeto, professora Ranúzy Neves. “A troca entre o grupo, os estudantes e os idosos foi muito rica. A empatia sempre gera bons aprendizados”. O estudante Felipe Veidz, bolsista do projeto, reforça esse sentimento. “Foi uma experiência incrível para todos; era nítido notar a alegria no olhar de cada um”.

O Trote Solidário é um projeto de extensão que promover ações sociais com o objetivo de sustentar a prática da cidadania e promover a integração dos calouros dos cursos de Engenharia de Controle e Automação e Engenharia de Computação com os demais colegas e servidores do ​Campus São Bento do Sul. Além da visita ao Lar de Idosos, o projeto promoveu este ano campanhas de doação de sangue e arrecadação de roupas de inverno.

Na próxima semana, os calouros visitam o Hospital Infantil de Joinville. “Os estudantes irão conhecer as crianças que estão fazendo quimioterapia. Vamos propor uma atividade lúdica, que envolve a empatia, na qual as crianças irão brincar de cabeleireiro, raspando o cabelo dos estudantes que se voluntariaram para isso”, explica a coordenadora do projeto. “A raspagem da cabeça é uma prática ainda comum nos trotes aos calouros das instituições de ensino superior; porém, essa terá um significado maior, pois vai envolver a realidade pela qual as crianças que têm câncer lidam durante o tratamento”.

Texto: Cecom/Reitoria/Thomás Müller
Imagem: Divulgação/Projeto Trote Solidário

Campus Camboriú promove recreação para crianças de Centro Municipal de Apoio à Família

Os alunos do curso Técnico em Hospedagem do Instituto Federal Catarinense – Campus Camboriú promoveram uma tarde de atividades lúdicas para crianças participantes do Programa de Erradicação do Trabalho infantil, do Centro Municipal de Apoio à Família Adão da Rosa, da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social de Camboriú/SC.

De acordo com a coordenadora do curso, Ivanna Schenkel Fornari Grechi, a ação é realizada todos os anos e integra a disciplina de Técnicas de Lazer e Recreação. “O objetivo do trabalho é a vivência de atividades socioculturais e recreativas voltadas a diferentes públicos, visando o lazer, a melhoria das relações interpessoais e a inclusão social”, destacou Ivanna.

Durante o evento, realizado no dia 21/08, as crianças tiveram a oportunidade de participar de brincadeiras, oficinas, peças de teatro e muita diversão, organizada pelos estudantes e professores do Campus Camboriú.

Confira as fotos da ação:

Texto: Cecom/Camboriú/Marília Massochin
Imagens: Arquivo/Ivanna Schenkel Fornari Grechi

Projeto de pesquisa do Campus Blumenau analisa qualidade da água

Será que a água de bebedouros é realmente potável? E qual a qualidade da água de rios? O projeto de pesquisa “Análises Fisioquímicas de Águas e Águas Residuais”, do Instituto Federal Catarinense (IFC) Campus Blumenau, vem justamente para analisar parâmetros como cloro residual livre, turbidez e pH de águas potáveis (como de bebedouros) de escolas da região, e de águas residuais (como do Rio Itajaí-Açu).

A estudante Helena Heloisa Hoffmann, bolsista do projeto, explica que o pH indica acidez, neutralidade ou alcalinidade da água, já a turbidez, indica a quantidade de sólidos insolúveis na água, como areia, terra, óleo. Além de Helena, o grupo é formado pelos estudantes dos cursos técnicos de Informática e Eletromecânica integrados ao ensino médio Matheus Bissoloti Bueno, Vanessa de Souza e Priscila Lemke. Eles se reúnem às quintas-feiras, no Laboratório de Multiciências.

O projeto está dividido em duas fases. Na primeira fase, o grupo aprendeu a fazer análises e a usar equipamentos como Phmetro, Espectrofotômetro, Turbidímetro, Medidor de cloro e flúor e Oxímetro. Para esse estudo inicial, eles colheram amostras de águas do campus. Segundo o coordenador do projeto, o professor de Química Hélvio Silvester, o estudo contribui para a formação dos estudantes, que, para além da teoria, aprendem na prática a fazer análises que, geralmente, são feitas em cursos superiores de Química. “Os encontros promovem aprendizagem mais completa, com participação ativa, o que resulta em conhecimento mais sólido em relação a métodos puramente expositivos de ensino”, argumenta.

Projeto prevê coleta de amostras em escolas da região – A segunda fase do projeto começará em setembro, e prevê a coleta de amostras de águas dos bebedouros de cinco escolas públicas de Blumenau e região, e de águas residuais de rios, como do Rio Itajaí-Açu. No caso da análise de efluentes, a ideia é fazer amostragem em estações de tratamento de água, e ver se elas batem com os resultados já obtidos pelo Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae). “Assim, saberemos se estamos no caminho certo nas nossas análises”, acrescenta Silvester.

O professor Amarildo Otávio Martins, do Departamento de Ciências Exatas e Educação da UFSC, parceira do projeto, chama a atenção para a publicização de dados das amostragens feitas em escolas da região. “Os dados não serão publicados. Como não serão emitidos laudos, consideraremos apenas um exercício interlaboratorial. Se, por acaso, as análises das amostras nas escolas der um resultado distante do esperado, poderá servir como alerta, como orientação” observa ele.

Já os resultados obtidos na análise da água do campus e a metodologia adotada serão compartilhados com os alunos do 1º e 2º anos dos cursos de ensino médio integrado, dentro do conteúdo de Educação Ambiental, nas disciplinas de Química e Biologia. Também pretende-se apresentar esses resultados em mostras/congressos da região. O projeto deve ser concluído em novembro.

Texto/Fotos: Cecom/Campus Blumenau/Gisele Silveira

Mestrandos em Educação do Campus Camboriú participam do “1º Seminário Catarinense – Escola é Lugar de Ciências”

Na última quinzena de agosto, os alunos do Mestrado em Educação do Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Camboriú participaram do “1º Seminário Catarinense – Escola é Lugar de Ciências”, promovido pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC) e com o apoio de diversas instituições de ensino do Estado.

Com um público de mais de 500 pessoas, o evento contou com a presença de importantes pesquisadores da educação brasileira de distintas áreas, como: Gaudêncio Frigotto, Leda Scheibe, Odilon Luiz Poli, Ildeu de Castro Moreira, Antônio Inácio Andrioli e Joris Pazin. “A escola e a sociedade contemporânea” e “A escola em debate: o papel das Ciências e de outros saberes” foram alguns dos temas debatidos no Seminário.

De acordo com a coordenadora do Mestrado do IFC, Filomena Lucia Gosller Rodrigues da Silva, durante a discussão dos temas, os palestrantes afirmaram que a escola é um espaço constituinte e constituído da sociedade, bem como suas características tais como pública, universal, gratuita e laica e científica; portanto deve acolher a diversidade da sociedade em contraposição às ideias e poderes absolutos. “Como lugar de construção e concentração da ciência como patrimônio da humanidade deve estender esse direito a todos. A escola figura como espaço de construção da democracia, de esperanças e oportunidades para a grande maioria da juventude brasileira, considerando sua função de construção de uma cidadania dupla, nos aspectos de contribuir para que os sujeitos possam ser “leitores do mundo”, mas também “fazer política” no sentido de despertar para a organização que contribua para a instalação de uma agenda pública que contemple os direitos sociais da população, em contraposição aos ideais meritocráticos, que extirpam as políticas de inclusão”, destacou.

O evento contou também com a mesa “Ciência na escola: relatos de práticas educativas”, na qual pesquisadores e professores da Educação Básica expuseram projetos que estão sendo desenvolvidos em parceria e que aproximam as universidades da educação básica.

“Foi um dia de estudo significativo, no qual nossos estudantes do mestrado em educação acessaram discussões ímpares ao seu processo formativo enquanto pesquisadores. Além disso, tivemos a oportunidade de participar de um debate sobre a posição da escola como lugar de ciência e como espaço público, no qual os direitos e a democracia devem ser construídos em detrimento de uma sociedade que pauta suas ações em um fundamentalismo econômico”, finalizou a coordenadora.

Texto: Cecom/Camboriú, com informações do Programa de Pós-graduação em Educação