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Olimpíada de Foguetes: união e determinação foram essenciais para a vitória

Estudantes do IFC Videira são Ouro na Olimpíada de Foguetes. Créditos: CECOM/Videira

Durante esta semana enquanto comemoravam a vitória, os “fogueteiros”, como estão sendo chamados os alunos Fabiano Peretti, Gustavo Perin, Luiz Alexandre Abitante e Maurício Friedemann, já planejavam as estratégias de ação para a competição de 2015. “Nossa meta é atingir 300 metros”, garantem.

Além da meta de lançar cada vez mais longe seu foguete, a equipe e o professor-orientador já planejam inovações. “Estamos trabalhando em uma base automatizada. Eles não precisarão mais puxar a cordinha para lançar o foguete. Poderão fazer o lançamento por meio de um tablet, por exemplo”, revela Raul Sales, professor de Eletroeletrônica que foi homenageado pela equipe vencedora. “A automatização da base do foguete não influencia em nada a distância atingida, mas é uma forma para que os alunos pratiquem o que estão aprendendo, agregando valor ao foguete”, detalha.

Os estudantes contam que iniciaram o ano de 2013 com a meta de chegar aos 200 metros (ano passado conseguiram 140m). Mas não apenas atingiram a meta como venceram a competição em Barra do Piraí (RJ) com a distância de 250 metros – deixando para trás outras 100 equipes que disputaram a final.

Da experiência que tiveram com a viagem, a equipe destaca terem conhecido pessoas e alunos de várias instituições, a oportunidade de viajar de avião (1ª vez para quase todos os integrantes) e conhecer o Rio de Janeiro. “O principal foi a oportunidade de viajar que o IFC proporcionou para a gente. Era nossa obrigação trazer o título. O Raul (professor) foi o principal incentivador da equipe, por isso quisemos destacar o R em vermelho no nome da equipe”, contam os alunos.

Entre as atividades no RJ, os alunos relatam a palestra com o astronauta Marcos Pontes e a lição que ele transmitiu. “Apesar de ser mais motivacional do que técnica, valeu à pena. Ele repetia a frase: sonhe, estude, trabalhe, persista e sempre faça mais do que os outros esperam de você”.

Família + escola = sucesso

Os avanços e os resultados conquistados pela equipe se devem a vários fatores. Mas algo diferenciou a equipe BLACR das demais: os pais dos estudantes também se engajaram no projeto, somando com o trabalho feito por professores e o esforço dos alunos. Tanto que os próprios alunos reconheceram e homenagearam os pais e o professor com nome da equipe.

Bruno Luiz Perin, Luiz Humberto Habitante, Albino Peretti e Carlos Friedmann acompanharam de perto e foram incentivadores do esforço de seus filhos. No ano passado quando a equipe fez um lançamento no Medalhão os quatro já estavam lá. Ao longo deste ano também estiveram presentes.

Sobre o fato de terem sido homenageados com o nome da equipe, os pais consideram que os filhos aprenderam para além de questões técnicas. “A homenagem mostra a maturidade que tiveram. Não pensaram só neles”, elogiam. A participação dos pais foi tão ativa que eles também aprenderam a fazer os foguetes de garrafas pet. “Até o final do ano vamos marcar uma competição de pais contra filhos, só para brincar”.

Para os pais, a integração, determinação e união dos quatro alunos foram essenciais. “A gente percebe que eles se respeitam muito. Em uma ocasião eles se irritaram porque os testes com foguetes estavam dando errado. Um deles alertou para que se acalmassem e esfriassem a cabeça e aí todos se desculparam – isso também fez a diferença”, ponderam.

Frustração foi alavanca

Para Jaquiel Fernandes, professor de física que organiza a Olimpíada de Foguetes e acompanhou a equipe na viagem do Rio de Janeiro, o fato de não terem sido selecionados ano passado fez com que a equipe se dedicasse mais neste ano.

O sucesso deste ano iniciou com a frustração do ano passado, pois a equipe ficou em segundo lugar e infelizmente não pode participar da fase nacional, já que somente uma equipe por instituição é selecionada. A partir deste momento os alunos começaram a trabalhar no projeto do foguete para o próximo ano, sendo que por diversas vezes fui procurado para tirar dúvidas, dar sugestões e dicas para o novo projeto”, relembra o professor.

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*Texto: CECOM/Videira

Publicado por Nicole Trevisol

Jornalista SC 02499 – JP

12/11/2013

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Esta notícia foi editada na terça-feira, 12 de novembro de 2013, às 12:11 por Nicole Trevisol.

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