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Palestra sobre inclusão da pessoa com deficiência física

IMG_8463Proporcionar aos servidores do Instituto Federal Catarinense (IFC) a compreensão da realidade vivenciada por pessoas com deficiência é um dos trabalhos desenvolvidos pelo Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (Napne).

Desde o ano passado, o Napne/Reitoria promove, aos servidores do IFC, palestras envolvendo algum tipo de deficiência: a primeira foi sobre deficiência visual e cegueira, a segunda sobre surdez, e a terceira, que ocorreu no dia 30 de junho no auditório do Senac, em Blumenau, abordou as deficiências físicas.

Para falar sobre o assunto, Carolina Beiro da Silveira tratou, de uma maneira simples e descontraída, as dificuldades enfrentadas por pessoas e familiares que lidam com essa deficiência.

Sentada em uma cadeira de rodas motorizada, Carol (como gosta de ser chamada) contou as etapas da sua vida e os “anjos” que têm passado por ela, contribuindo para a sua inserção social. “Nasci em 1987, com sequelas da paralisia cerebral. Essa foi a minha primeira sorte: nasci um ano antes da Constituição de 88, que trouxe aspectos que asseguram os direitos da pessoa com deficiência em diversas áreas, como saúde, educação, trabalho e transporte”, relata ela.

Segundo Carol, é preciso criar condições para que a pessoa com deficiência seja inserida no contexto social. “No ensino fundamental, uma professora adaptou o time de futebol, na aula de Educação Física, para 12 jogadores, sendo que cada time contava com dois goleiros: um sentado, igual a mim, e outro em pé”, revela.

Entre passagens emotivas, a palestrante e servidora do IFC – Campus Araquari relembrou episódios inimagináveis para o senso comum: saltou de bungee jumping, duas vezes de paraquedas; voou de asa-delta; praticou rafinting e rapel; dançou – e ainda dança -, e, por causa dessa ousadia, foi convidada para ser porta-bandeira de uma escola de samba de Joinville, que abordou, no enredo de 2015, o assunto deficiência.

“É importante entender que as pessoas com deficiência conseguem tudo o que elas querem, desde que a situação esteja adaptada para a sua condição” conta Carol.

Graduada em Psicologia e em Processos Gerenciais, Carolina é persistente no que quer. Disse que foi para o serviço público para colaborar com a educação inclusiva e citou a Lei nº 13.146, chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência, que traz, nos artigos 27 a 29, o direito à educação; penaliza a discriminação; e torna crime de improbidade administrativa o poder público que receber uma edificação sem acessibilidade.

“Precisamos pensar, juntos, como o IFC, enquanto instituição de ensino, pode ajudar na evolução de uma pessoa ao promover a inclusão em todos os seus âmbitos. Na educação inclusiva, as pessoas têm a percepção do outro”, finaliza ela, ao reforçar que muitas coisas ainda precisam ser feitas. “Lembrem-se: nada sobre nós, sem nós”.

* Texto e fotos: Cecom/Reitoria.

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Esta notícia foi editada na quarta-feira, 6 de julho de 2016, às 17:46 por Nicole Trevisol.

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