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Por que a poluição está associada à morte de mais de 1,7 milhão de crianças

Segundo estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS), anualmente 1,7 milhão de crianças com menos de 5 anos morrem no mundo devido a problemas ligados a poluição ambiental. Entre as doenças que mais afetam as crianças nessa faixa etária estão a infecções respiratórias, malária e diarreia – que podem ser prevenidas com ações para reduzir os riscos ambientais, como acesso à água potável e ao saneamento básico. Além da falta de saneamento básico, o uso de combustíveis sólidos para cozinhar, como carvão ou até mesmo estrume, utilizado em áreas pobres, poluem o ar da casa e provocam doenças respiratórias.

No Brasil, as mortes de crianças com menos de 5 anos de idade caíram de 4,8% em 2005 para 3% do total de óbitos no país em 2015, segundo o IBGE. De acordo com a Instituição, um dos elementos para o declínio da mortalidade infantil no Brasil é o aumento do número de domicílios com saneamento básico adequado (esgoto, água potável e coleta de lixo). Um exemplo destacado pela OMS é a cidade de Curitiba, que investiu em modos mais limpos de transporte, em planejamento urbano integrado e na reciclagem do lixo. “Apesar da população de Curitiba ter quintuplicado nos últimos 50 anos, a qualidade do ar em Curitiba é melhor do que em muitas outras cidades com crescimento rápido”, diz a OMS, acrescentando que os índices de poluição do ar na cidade brasileira são muitos próximos aos níveis indicados pela organização.

Entre os fatores que devem ser considerados e que afetam a saúde das crianças estão as exposições nocivas causadas pela poluição ambiental, que podem começar no útero materno e aumentar os riscos de nascimentos prematuros, afirma a OMS. “Além disso, quando crianças são expostas à poluição do ar dentro e fora de casa e ao tabagismo passivo, há o aumento do risco de pneumonias na infância e de doenças crônicas, como a asma”, diz o relatório da Organização. “Exposição ao ar poluído aumenta os riscos de doenças cardíacas, de acidente vascular cerebral e de câncer”, destaca o documento.

Outro fator preocupante é a exposição a elementos químicos perigosos, como mercúrio, fluoreto e pesticidas, por meio da comida, água, ar e produtos manufaturados, que muitas vezes as crianças também estão expostas. Equipamentos elétricos e eletrônicos, como celulares, que em muitos casos não são corretamente reciclados, expõem crianças a toxinas que podem causar danos pulmonares, diminuição da inteligência e câncer. “Bilhões de crianças vivem em áreas onde os limites de poluição ultrapassam os fixados pela OMS”, afirma a organização.

“Investir na eliminação de riscos ambientais à saúde, como melhorar a qualidade da água ou o uso de combustíveis limpos, resultará em benefícios maciços”, diz Maria Neira, diretora do departamento de saúde pública da OMS.

*Informações: NGA/IFC.

**Fonte: https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/bbc/2017/03/06/por-que-a-poluicao-esta-associada-a-morte-de-mais-de-17-milhao-de-criancas-todos-os-anos.htm Acesso em: 7 de março de 2017.

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Esta notícia foi editada na quarta-feira, 15 de março de 2017, às 16:10 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

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