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Projeto desenvolvido no IFC conquista prêmio nacional

moabSegundo dados de abril de 2016 da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 1% da população mundial – ou um em cada 68 crianças – apresenta algum transtorno do espectro do autismo, e a ocorrência da condição neurológica tem aumentado. A maioria dos afetados é de crianças. (Fonte: https://goo.gl/T5er1B).

Em reportagem especial da revista Espaço Aberto da USP, realiza em abril de 2015, a repórter afirma que, no Brasil, informações sobre o transtorno ainda são vagas e pacientes têm dificuldades em obter diagnóstico precoce e tratamento. (Fonte: https://goo.gl/il6Kz8).

O assunto é relevante e necessário. Por isso, envolver instituições de ensino neste debate é fundamental. No Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Araquari o tema virou projeto que resultou na conquista do Prêmio Orgulho Autista 2016 – categoria Professor Destaque.

Segundo o professor Casemiro José Mota, que conquistou o prêmio e desenvolveu a ideia do projeto, a ação foi realizada tendo como base um trabalho feito pelo curso Técnico em Informática envolvendo um estudante. “Doei o modelo de avaliação para que o Movimento do Orgulho Autista do Brasil (MOAB), em Brasília, desenvolvesse com outros estudantes, o que funcionou bem”, relata ele.

O projeto Diploma Social é direcionado para estudantes com dificuldades como autismo e Síndrome de Down. Atua na identificação dos conhecimentos essências que sirvam como facilitadores para autonomia de pessoas com deficiência, bem como aqueles imprescindíveis para que o aluno conquiste a Diplomação Social. “É um processo de inclusão ampla, que coloca como objetivo manter o estudante com dificuldades integrado socialmente mesmo quando não tem boas possibilidades de aprendizagem de conteúdos formais. Estuda o mesmo tempo que os outros, mas recebe certificação somente daquilo que consegue aprender e desenvolver autonomamente”, diz o professor.

Muitos autistas têm sito beneficiados com a proposta após o seu envio ao MOAB. “Milhares de jovens em nossas escolas estão sendo considerados inferiores, vivendo o que chamo de discriminação institucional, que não vê a necessidade de atendimento diferenciado nem de especialistas, mas admite estudantes com diversas dificuldades”, finaliza ele.

Saiba mais sobre o Prêmio Orgulho Autista 2016 em http://www.orgulhoautista.org/premio-orgulho-autista-2015

*Texto: Cecom/Reitoria, por Nicole Trevisol | Jornalista MTE 02499 JP-SC.

**Imagem: Divulgação/MOAB.

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Esta notícia foi editada na sexta-feira, 26 de maio de 2017, às 20:41 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

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