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Reitoria promove palestra em alusão ao Novembro Azul

img_0799A palestra sobre a saúde do homem, em alusão ao Novembro Azul, aconteceu na Reitoria do IFC, no dia 08/11, e promoveu a discussão sobre alguns fatos que refletem a condição dos homens na sociedade brasileira. O movimento alusivo à saúde do homem, voltado especialmente ao combate ao câncer de próstata, surgiu na Austrália, em 2003, com o título Movember, e foi difundido para outros países.

No Brasil, o movimento Novembro Azul foi criado com o objetivo de superar o preconceito masculino de ir ao médico e de enfatizar a importância da realização do exame de toque. Nesta época prédios públicos e pontos turísticos ficam iluminados pela luz azul, a fim de chamar a atenção para as ações de saúde e para as campanhas que ocorrem. O azul é a cor símbolo oficial de combate à doença.

Na ocasião da palestra, a enfermeira Talira Schütz afirmou ser importante desconstruirmos a falácia de que homem não adoece ou de que cuidar da saúde é uma tarefa estritamente feminina. A verdade dos fatos é a de que as estatísticas mostram que os homens morrem mais e ficam mais doentes do que as mulheres, pois tardam a procurar por atendimento médico e são mais resistentes a programas e atitudes de prevenção. Estudos indicam que a média de vida de um homem é 7,2 anos menor do que a média de longevidade das mulheres.

img_0780A enfermeira convidada pôde comentar um pouco também sobre a necessidade de considerarmos outras causas de mortalidade masculina, que não somente o câncer de próstata, temática referência do Novembro Azul, tais como outros tipos de cânceres, problemas cardiovasculares e as causas externas, como homicídios e acidentes de trânsito, já que, de acordo com estudos da área da saúde, as principais causas de morbimortalidade dos homens são: causas externas (acidentes e agressões); doenças do aparelho circulatório; tumores; doenças do aparelho digestivo; doenças do aparelho respiratório.

Em relação ao câncer de próstata, é recomendada a realização do exame a partir dos 45 anos. Nos casos de risco (pessoas de raça negra e/ou que já possuem casos da doença na família), é aconselhável que se antecipe em 5 anos esse exame. Além do câncer de próstata, tumores no pênis e nos testículos também podem ocorrer. Por isso, a campanha em pauta alerta para a relevância do autocuidado, que pode diagnosticar esses males logo no início.

A palestrante abordou também alguns desdobramentos do tema muito pertinentes para sua ampla compreensão, tais como os aspectos socioculturais que interferem no cuidado que o homem tem com a própria saúde. Por exemplo: é comum observarmos, em nossa sociedade, como os homens têm medo de descobrir doenças, receio que tem origem na crença do seu papel de provedor e na imagem de super herói que constroem sobre a figura masculina.

Ao final da palestra, o público teve a oportunidade de sanar suas dúvidas, encerrando mais uma ação de promoção à saúde no IFC.

*Texto: Divulgação/Reitoria.

**Fotos: Cecom/Reitoria.

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Esta notícia foi editada na quarta-feira, 16 de novembro de 2016, às 20:58 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

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