Brasil – Governo Federal – Ministério da Educação

#Série Educação Financeira: saindo do vermelho

A #Série Educação Financeira do Informativo IFC faz parte de um rico material disponibilizado no Portal do Servidor do Governo Federal, por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), que trata de educação financeira. O lançamento do site ocorreu em 22 de agosto de 2017. Acesse os outros materiais em www.servidor.gov.br/gestao-de-pessoas/capacitacao/educacao-financeira/quero-pagar-dividas.

Depois de tomar consciência das dívidas, há sete passos que podem ajudar você a sair de uma situação de endividamento. Confira abaixo!

1. Mapear as dívidas

Após tomar consciência do endividamento e de ter a certeza de que quer sair dessa situação, é importante conhecer o real tamanho do problema. Conhecer as dívidas é mapear detalhadamente as informações importantes: o valor das dívidas, os prazos para pagamento, as taxas de juros que está pagando. De posse de todas as informações, torna-se mais fácil a busca de opções para sair do endividamento.

2. Envolver a família na tarefa de se livrar das dívidas, no planejamento e no controle das despesas

Para sair da situação de endividamento, é necessário não apenas mapear as dívidas, mas também realizar um bom planejamento financeiro e controle das despesas. É importante que toda a movimentação de recursos, incluídos todos os investimentos, receitas e despesas, esteja organizada. Isso requer participação e comprometimento de cada membro da família, considerando os diferentes perfis de comportamento financeiro de seus integrantes.

É difícil planejar o orçamento? Veja esse vídeo!

3. Não fazer novas dívidas

É fundamental, para garantir a saída de tão incômoda situação, não fazer novas dívidas. Esse é o momento de reorganização da vida financeira, e fazer dívidas nessa hora é realimentar um ciclo negativo, dificultando a saída do endividamento. Não fazer novas dívidas é, então, uma prioridade, um desafio a ser vencido por quem se encontra endividado e realmente quer sair do endividamento.

DICA: Aproveite esse momento e adquira o hábito de comprar à vista. Se precisar, guarde o talão de cheques e o cartão de crédito em casa para não utilizá-los.

4. Priorizar o pagamento das dívidas mais caras, renegociar as dívidas com os credores, buscar melhores condições, prazos e juros 

Negociar condições mais vantajosas para o pagamento das dívidas é fundamental para sair do endividamento. Essa é a hora de trocar dívidas sobre as quais incidem juros elevados por dívidas com juros menores. Negociar os prazos também pode ajudar na reorganização financeira do endividado.

DICA: Em geral, as dívidas de cheque especial e do rotativo do cartão de crédito têm juros mais elevados, e vale a pena recorrer a um empréstimo de juros mais baixos para quitá-las. Você pode também aproveitar o 13º salário para quitar as dívidas mais caras. Se tiver um carro, e ele não for instrumento de trabalho ou essencial para a sua vida, não hesite em vendê-lo. Utilize o dinheiro para pagar suas dívidas. De quebra, você ainda estará reduzindo suas despesas mensais.

5. Identificar e eliminar as despesas que beneficiam pouco você ou sua família, principalmente os gastos com supérfluos e desperdícios

Outra ação imprescindível para sair do endividamento é o corte de gastos. Sobre esse assunto, vale a pena refletir sobre os três tipos de gastos.

  • Necessários: são gastos considerados imprescindíveis. Estão ligados às necessidades básicas. Exemplos: alimentação, moradia e vestuário.
  • Supérfluos: são gastos que geram bem-estar e estão ligados mais aos desejos que às necessidades. Exemplos: restaurantes, TV a cabo e roupas de marca.
  • Desperdícios: são gastos que não geram bem-estar nem estão ligados às necessidades ou aos desejos. Exemplos: multas, pagar por algo e não usar, luz acesa ou a torneira aberta sem necessidade.

6. Gerar renda extra

Muitas vezes o orçamento já está no limite e, ainda assim, encontra-se deficitário. Além de minimizar os gastos, uma boa opção é obter renda extra, talvez descobrindo um talento ou uma habilidade pessoal.

DICA: Procure identificar áreas e serviços para os quais tenha habilidades para gerar renda extra e complementar o seu orçamento. Além disso, muitas opções podem proporcionar boa renda extra: colocar em prática dons artísticos ou dons culinários, fazer horas extras e outras. Tudo isso pode ser uma boa opção para sair do endividamento e, quem sabe, até se tornar uma nova opção de vida.

7. Procurar ajuda

Compartilhar as dificuldades com pessoas que já passaram por situações semelhantes ou que tenham conhecimento para ajudar nessa tarefa é um passo importante para sair do endividamento.

Lembramos que a busca de ajuda, quer por meio de leitura, quer por consultoria, quer por órgãos de defesa do consumidor, é uma opção válida e pode ser muito eficaz para sair do endividamento. É claro que, preferencialmente, essa ajuda não deve ter custo financeiro algum.

 

*Texto e imagens: Divulgação/https://cidadaniafinanceira.bcb.gov.br/credito-e-gestao-de-dividas.

**Vídeo: Divulgação/Banco Central do Brasil.

Compartilhar Facebook Compartilhar Twitter

Esta notícia foi editada na terça-feira, 12 de setembro de 2017, às 15:10 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

Últimas notícias: