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Superação e conquista de espaço marcam posse no IFC

Ir além dos seus limites, ocupar espaços, quebrar pré-conceitos. Para quatro novos servidores públicos empossados no dia 19 de maio na Reitoria do Instituto Federal Catarinense (IFC), tornar-se funcionário federal é muito mais do que emoção e felicidade, é tentar desconstruir paradigmas e mostras à sociedade que Sim, nós podemos e somos capazes.

CONFIRA ABAIXO A REPORTAGEM DE ÁUDIO COM OS SERVIDORES

Fernanda de Souza, auxiliar de administração para o Campus Abelardo Luz, Luana Tilmann, professora de pedagogia para o Campus Santa Rosa do Sul, Marcelo Fernando Recco, técnico de laboratório no Campus Abelardo Luz e Ozair Silvério da Silva, engenheiro agrônomo no Campus Concórdia representam uma parcela da sociedade que foi negligenciada por anos no Brasil. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo IBGE em 2013, 13,6 milhões de brasileiros acima dos 18 anos (6,2%) apresentavam pelo menos uma das quatro deficiências apuradas: visual (3,6% ou 7,2 milhões), física (1,3% ou 2,6 milhões), auditiva (1,1% ou 2,2 milhões) e intelectual (0,8% ou 1,6 milhão de brasileiros). (Fonte: o Globo).

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Essa não é a primeira vez em que o IFC recebe, como servidores, pessoas com deficiência (PcD). Em conformidade com o previsto no Artigo 5º, parágrafo 2º, da Lei 8.112 a instituição reserva vagas para este público. “Tecnicamente, o IFC cumpre a legislação vigente proporcionando a inclusão de candidatos com deficiência, sendo que todos os nossos editais de concurso contemplam a reserva para PcDs. Os candidatos empossados no dia 19 foram classificados por meio dos editais nº 139/2016 (docentes) e 140/2016 (Técnico-administrativos)”, salienta Merci Schreiber, Assistente em Administração na DGP.

Ozair relata que sofreu muita discriminação por conta da sua deficiência, em especial no mercado de trabalho no setor privado. “Apesar disso, e também por isso, me considero vitorioso, pois consegui fazer curso superior em instituição pública e me inserir no mercado de trabalho. O sistema de cotas me motivou a ingressar no serviço público, uma vez que no setor privado sempre disputei vaga em desigualdade de condições”.

Para ele, as cotas para PcDs em concurso público é uma forma de promover a inclusão. “A inserção de pessoas com deficiência no ambiente escolar, seja como estudante, professor ou técnico-administrativo, nos permite mostrar que somos capazes e podemos ser eficientes, mas muitas vezes o que nos falta é a oportunidade”.

Confira no áudio abaixo a entrevista realizada pelo estagiário da Cecom, Guilherme Bier, com os servidores Marcelo, Luana e Fernanda que falaram sobre a motivação de ser servidor público, a alegria de tomar posse e as transformações sociais que esse espaço ocupado por eles pode trazer para servidores, estudantes e comunidade.

O que diz a Lei 8.112?

De acordo com o Art. 5o, § 2o: “Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso”. Saiba mais sobre os editais acessando http://trabalheconosco.ifc.edu.br/

Leia mais: https://oglobo.globo.com/sociedade/cresce-numero-de-pessoas-com-deficiencia-no-mercado-mas-preconceito-persiste-20128635#ixzz4hurj6Vdl

Confira todas as fotos da posse em http://cecom.ifc.edu.br/category/posses/posses-2017/ 

*Texto e edição de áudio: Cecom/Reitoria, por Nicole Trevisol | Jornalista MTE 02499 JP-SC.

**Imagens: Cecom/Reitoria, por Júlia Fuchshuber.

***Entrevista de áudio: Cecom/Reitoria, por Guilherme Bier.

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Esta notícia foi editada na sexta-feira, 26 de maio de 2017, às 20:52 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

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