Campus Videira desenvolve projeto que ensina Lógica e Programação no ensino fundamental

O Instituto Federal Catarinense (IFC), Campus Videira, tem atualmente 19 projetos de Pesquisa ou Extensão desenvolvidos entre professores e estudantes bolsistas. Um destes projetos em andamento objetiva fortalecer o aprendizado de Informática, especialmente nas áreas de Lógica e Programação. O foco é incentivar alunos do Ensino Fundamental II a desenvolverem habilidades relacionadas ao universo tecnológico. Com isso, o conhecimento produzido no IFC pode ser compartilhado com as outras esferas educacionais, neste caso, com as escolas municipais de Educação Básica.

Coordenado pelos professores de Informática do IFC Videira Diego Krohl, Maurício Natanael Ferreira e Taynara Dutra, o projeto é desenvolvido pelos alunos do curso de Ciência da Computação e aplicado nas Escolas de Educação Básica Municipais Criança do Futuro (CAIC), Paulo Fioravante Penso e na Escola de Educação Básica Padre Bruno Pokolm, todas no município de Videira.

A ideia principal desse projeto é de aproximar os alunos do meio tecnológico e aprimorar conhecimento na área de informática, que compreende um mercado de trabalho em prospecção. Durante as aulas ministradas pelos acadêmicos do IFC Videira nas escolas municipais onde o projeto acontece, os alunos do ensino fundamental aprendem desde ideias básicas sobre como desenvolver um software até a compreensão sobre como funciona a Lógica Informacional.

Segundo o professor Diego Krhol, o projeto é trabalhado de maneira interdisciplinar. Embora a Computação envolva mais domínio da área de Exatas, o professor destaca que também são envolvidos conhecimentos que exigem interpretação de texto e resolução de problemas. Ele explica que as crianças e adolescentes aprendem a resolver questões através do uso de ferramentas.

“Os exercícios que realizamos com eles auxiliam na resolução de atividades de Matemática, Física, e Química, por exemplo. No entanto, não se limita a isso, de modo que essas atividades podem também auxiliar no dia a dia daqueles que são o público beneficiado pelo projeto”.

O objetivo é dar continuidade ao projeto de Extensão onde ele já acontece e, também, expandi-lo a outras escolas do município. O professor destaca a importância do projeto para os estudantes envolvidos. “Os alunos do IFC se beneficiam com a experiência prática que é adquirida através do contato que eles desenvolvem com as escolas. Com isso, são compartilhados conhecimentos adquiridos no IFC para a comunidade externa. Os alunos bolsistas também auxiliam na manutenção dos laboratórios de Informática destas escolas, mantendo esses computadores funcionais para o uso de todos”. O professor explica que também há o ganho para os alunos das escolas atendidas que têm a oportunidade de desenvolverem o pensamento computacional e perceberem, na Informática, uma alternativa para a resolução dos problemas e desafios do cotidiano.

Uma das instituições contempladas com esse projeto é a Escola Paulo Penso, no bairro Dois Pinheiros, que atende mais de 600 alunos de Videira. Nessa instituição, o projeto é desenvolvido desde 2018 e a professora do IFC Taynara Dutra acompanha os acadêmicos na elaboração das atividades. A professora comenta que através do trabalho realizado na escola as crianças têm a oportunidade de trazer as tarefas diárias para a Programação. Algumas atividades são realizadas fora do ambiente virtual, ou seja, nem sempre o aluno necessita estar em frente ao computador para desenvolver as tarefas de Lógica. A professora cita o exemplo de uma atividade lúdica chamada “caça ao tesouro”, em que os alunos precisavam desvendar o esconderijo de um tesouro através da criação de um algorítimo.

Uma das seis estudantes bolsistas do IFC é Camilla Pozer de Matos, que cursa o Bacharelado em Ciência da Computação. Camilla comenta que, ao participar deste projeto, conhece a realidade dos professores em sala de aula, aprende muito com isso e que este projeto é de grande importância na sua formação acadêmica.

A aluna Laura Rigo, que cursa o 9º ano do ensino fundamental, participa das aulas de Lógica e Programação ministradas pelos acadêmicos do IFC e diz que o projeto é uma ferramenta importante para o aprendizado, além de estimular, ainda mais, a vontade dela em ingressar no Instituto Federal Catarinense quando for cursar o Ensino Médio. O Campus Videira oferece cursos técnicos integrados ao Ensino Médio, cujas inscrições iniciam em meados de Julho de 2019 para ingresso em 2020.

Texto: Cecom Videira/ Juliana B. Motta e estagiário Vanderlei Pires
Imagem: Cecom Videira/ estagiário Vanderlei Pires

Projeto de Informática Básica muda vida de adultos e idosos em Blumenau

Mandar e receber e-mails, digitar textos e fazer planilhas parecem ações simples para quem ou nasceu inserido nas novas tecnologias ou tem facilidade com elas. Mas para Elésia Schefer Constante, 37 anos, são um desafio. Depois de oito anos trabalhando como talhadeira em uma fábrica de tecidos, ela foi promovida a encarregada. Motivo para comemoração, não fosse o fato de ela não saber usar o computador e da necessidade de muitas das funções do novo cargo passar pelo sistema digitalizado.

Elésia é uma dos 27 participantes do projeto de extensão Informática Básica com internet e o uso das Mídias para adultos e idosos, promovido pelo Instituto Federal Catarinense (IFC) Campus Blumenau. Além das noções básicas, os alunos, que têm entre 24 e 82 anos, aprendem a utilizar redes sociais e a acessar outras ferramentas, como Word e Excel.

Afastada do trabalho por causa de um acidente de trânsito, Elésia aproveita para se capacitar. “Este projeto está sendo importante para minha vida, não só pelo conhecimento adquirido, mas recuperar a minha autoestima. Agora, posso dizer que sei fazer. Porque ver todo mundo sabendo usar, menos você, é excludente. Eu me sentia mal dentro da empresa, sabendo que aquele serviço dependia de mim e que eu dependia de outra pessoa para acessar o computador, era muito frustrante”, relata.

Segundo dados de uma pesquisa feita com o grupo no início do projeto – que na época contava com 33 participantes – cerca de 61% afirmaram conhecer, mas não usar o computador. Quanto à ferramenta de editor de texto, cerca de 64% alegaram que não conheciam. Já na pesquisa com mídias sociais, chamou a atenção o acesso ao YouTube, cerca de 70% alegaram conhecer e acessar a maior plataforma de vídeos do mundo.

Com 82 anos, dona Dulcemar Telles Pereira Gomes é fã de canais do YouTube. “Gosto de assistir meus cantores favoritos. Também já usei para procurar como fazer crochê”. Ela também faz pesquisas no Google e usa o e-mail para conversar com os filhos. Ela conta que comprou um notebook e resolveu que era hora de voltar a acessar a internet. “Eu tinha um computador, mas há dois anos ele parou de funcionar, então, fiquei sem usar o equipamento todo este tempo. Decidi que hora de voltar, mas já não sabia mais como mexer, anda mais porque é uma tecnologia diferente da que eu estava acostumada”, diz ela, que antes tinha um computador de mesa.

Projeto é coordenado por pedagoga e psicóloga – O projeto é coordenado pela pedagoga Rosângela Amorim e pela psicóloga Mariélli Oliveira. Para Rosângela, os relatos mostram que medo, insegurança, sentimento de incapacidade e dependência de outras pessoas para desenvolver atividades aparentemente simples foram alguns dos motivos que os instigaram a procurar um curso na área tecnológica. “A partir da oferta do curso, eles perceberam a oportunidade de romper com o desconhecimento e com as dificuldades na utilização de recursos tecnológicos, e viram um caminho de superação em seus receios relacionados ao mundo digital. Eles buscam conhecimento das tecnologias digitais, inclusão digital e também autonomia para fazerem as tarefas sem necessidade de ajuda de outros”, avalia ela.

O curso iniciou em março e tem previsão de término em outubro. O grupo se reúne todas as terças e quintas-feiras à tarde, em um dos  Laboratórios de Informática do campus. O projeto de extensão conta ainda com a parceria de 18 servidores – entre técnicos administrativos e professores – e um bolsista.

Texto e Imagem: Cecom/Blumenau/Gisele Silveira

Egresso representa IFC em Conferência Internacional de Jovens Cientistas

Daniel apresenta seu projeto para a Comissão Avaliadora da ICYS

Daniel Verdi do Amarante, egresso do curso técnico de Informática integrado ao ensino médio do Campus Rio do Sul, representou o Instituto Federal Catarinense e o Brasil na ICYS – Internacional Conference for Young Scientists (Conferência Internacional de Jovens Cientistas) – , realizada de 19 a 25 de abril na Malásia. Ele apresentou o trabalho “Horsensor – Obtenção e Análise de Dados Quantitivos na Equoterapia”. Além de conquistar a medalha de prata da classificação geral da Conferência, Daniel recebeu ainda o prêmio de melhor pôster na categoria Engenharia.

Durante sua passagem pelo IFC, de 2016 a 2018, o estudante esteve bastante envolvido com projetos científicos e participou de diversos eventos nacionais – como as Olímpiadas brasileiras de Robótica, Física e Astronomia e Astronáutica, entre outras – e também de intercâmbios internacionais. Embora tenha concluído o curso no ano passado, ele ainda foi chamado para participar da Conferência Internacional como representante do IFC – uma vez que desenvolveu sua pesquisa como aluno do Instituto. “Participei de um processo online de seleção em 2017, que selecionaria os projetos para integrar a delegação brasileira na ICYS 2018. Como os avaliadores gostaram do meu projeto, mas ele ainda estava em um estágio inicial, fui selecionado para participar em 2019”, explica.

O jovem cientista explicou ainda como funciona o sistema que apresentou na ICYS, o Horsensor. “Desenvolvi um dispositivo para obter os dados do movimento do cavalo e da pessoa na Equoterapia – um tratamento para pessoas com deficiências e/ou necessidades especiais. Também desenvolvi um website para armazenar os dados e disponibilizá-los a outros pesquisadores. Isso tudo deve possibilitar e facilitar estudos sobre a prática, tornando a Equoterapia ainda melhor e ajudando mais pessoas”.

O trabalho foi apresentado de duas formas na Conferência: como pôster, para os outros participantes e para o público em geral, e individualmente para uma banca avaliadora. “A experiência de participar da ICYS foi incrível”, ressalta Amarante. “Além de ter oportunidade de apresentar o meu projeto para cientistas de vários países, fiz amizade com pessoas do mundo todo e conheci novas culturas”.

Antes de participar da conferência, Daniel participou do evento “Capacitação para Gestão de Projetos e Eventos”, realizado em Brusque nos dias 9 e 10 de abril. Ele ministrou a palestra “Ação Extensionista e Inovação: a pesquisa na Equoterapia do IFC Rio do Sul que gerou o Horsensor”, na qual falou tanto sobre sua trajetória no IFC quanto sobre seu projeto de pesquisa. “Foi uma experiência muito interessante, por ser um público diferente daquele para o qual geralmente apresento, que são os avaliadores da minha área em feiras de ciências. Isso possibilitou que eu falasse sobre meus planos para o futuro e também a respeito minha vontade de ajudar outros estudantes a terem oportunidades como as que tive. Foi realmente muito bom compartilhar minhas experiências com os professores do IFC”.

O jovem pesquisador salienta que ter cursado o ensino médio técnico em um Instituto Federal foi significativo para o seu sucesso acadêmico-científico. “Acredito que ter estudado no IFC foi fundamental para tudo isso, já que, em qualquer outra escola, eu provavelmente não teria o incentivo, o suporte e a infraestrutura necessários para a realização do meu projeto. Além disso, apliquei diversos conhecimentos adquiridos, durante o curso técnico, na elaboração do sistema”.

Agora que concluiu seu curso no IFC, Daniel decidiu se dedicar a projetos pessoais antes de dar continuidade à carreira acadêmica. “Vou entrar em uma faculdade apenas no ano que vem. Ainda não sei exatamente o que quero cursar, mas pretendo continuar trabalhando com pesquisa científica”, finaliza.

Texto: Cecom/Reitoria/Thomás Müller
Imagens: Acervo Pessoal/Proex

Expoagro Afubra recebeu projeto desenvolvido entre SC e RS

Desenvolvido por instituições de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, entre elas o Instituto Federal Catarinense (IFC), o Projeto Phenoglad foi apresentado na última edição da Expoagro Afubra, realizada em Rio Pardo, no Rio Grande do Sul.

Professora Alexandra Goede de Souza, do IFC Rio do Sul, explica que projeto tem por objetivo trazer uma nova opção de renda aos produtores rurais e proporcionar a oferta de flores com menor preço aos consumidores.

“O gladíolo, ou palma-de-santa-rita como também é conhecido, é uma flor de corte, de fácil cultivo e grande beleza que vem ganhando espaço no mercado brasileiro. Devido a sua rusticidade e ciclo curto, adapta-se as características das pequenas propriedades rurais, sendo vista como uma nova oportunidade aos agricultores catarinenses”, destaca Souza.

Nesta edição da Expoagro Afubra, feira voltada à agricultura familiar, o projeto foi representado pela equipe do Rio Grande do Sul que montou uma unidade demonstrativa da cultura do gladíolo no evento, entre os dias 26 e 28 de março.

Em Santa Catarina, os trabalhos com a cultura são desenvolvidos nos campi IFC Rio do Sul, IFC Concórdia e UFSC Curitibanos. No âmbito do IFC, os projetos recebem recursos e apoio por meio de editais de ensino, pesquisa e extensão.

Texto: Cecom/Reitoria/Rosiane Magalhães
Fotos: Divulgação do projeto

IFC seleciona bolsistas para auxílio às Coordenações de Extensão dos campi

O IFC, por meio da Pró-Reitoria de Extensão, seleciona propostas para concessão de bolsas para que estudantes colaborem com as Coordenações de Extensão dos campi. O objetivo é apoiar e fortalecer o trabalho das coordenações e auxiliar a execução das ações de cada campus junto à comunidade externa.

O edital é voltado a estudantes do ensino médio ou superior. Os proponentes podem ser coordenadores de Extensão (titulares ou substitutos), de Estágio (Titulares ou substitutos) ou servidores com titulação mínima de mestre, pertencentes ao quadro de pessoal das Coordenações de Extensão – aos quais caberá indicar bolsistas com perfil e desempenho acadêmico compatíveis com as atividades previstas, observando princípios éticos e conflitos de interesse.

A submissão das propostas é exclusivamente pelo sistema SIGAA-Extensão e deve ser enviada até a o dia 22 de fevereiro. O valor do auxílio será de R$200 reais para alunos do ensino técnico (que terão carga horária de 10 horas semanais) e R$ 400 para alunos do ensino superior (cuja carga horária semanal será de 20 horas). A divulgação do resultado final está marcada para o dia 28/02.

Todas as informações sobre a concessão das bolsas – como os pré-requisitos a serem preenchidos pelos bolsistas, o cronograma completo de atividades e o prazo de execução dos projetos, entre outras – estão disponíveis no edital de seleção, que está disponível AQUI.

Texto: Cecom/Reitoria/Thomás Müller

IFC Concórdia recebe visita técnica do APL Vale do Taquari

Servidores do IFC Concórdia receberam a visita técnica do Arranjo Produtivo Local (APL) de Agroindústrias Familiares do Vale do Taquari, do Rio Grande do Sul, no dia 23 de outubro. O objetivo da visita consistiu  na troca de experiências e vivências em projetos entre as duas equipes.

A visita foi significativa para o compartilhamento de conhecimentos, pois, no IFC Concórdia, os professores dos cursos de Agronomia e Engenharia de Alimentos trabalham com temas de relevância para os membros do APL, com destaque para as disciplinas relativas a agrofloresta, hidroponia, fruticultura, agroindústria de leite, e uso  de cereais e vegetais.

A equipe do APL foi representada por Eliane Kolchinski, coordenadora do APL e vice-reitora da UERGS; Gilberto Zanatta, presidente da Faterco, que é a entidade gestora do APL; Thaís Benincá, auxiliar técnica do APL; e Damiani Gabiatti, coordenadora do Projeto Erva-Mate na Mesa, Saúde para a Vida, vinculado à Faterco, para acompanhamento das tratativas de 28 produtores que possuem agroindústria no Vale do Taquari.

Texto: Cecom/Reitoria
com informações de Cristiane Aparecida Lissak
Coordenação Geral de Extensão do Campus

Painel de Integração tem 125 trabalhos apresentados em dois dias

O Painel de Integração (PI) foi a atividade que finalizou a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão do IFC Araquari. O Painel aconteceu nos dias 28 e 29 de setembro de 2018, com apresentações entre 9h e 13h, no ginásio de esportes da instituição. Cada um dos dias contou com, pelo menos, 700 pessoas envolvidas apenas nesta área do evento, entre apresentadores, visitantes e organizadores.

Para facilitar a participação externa no Painel, neste ano foi implementada a novidade de separação, em dois dias diferentes, das apresentações, com a alternância de trabalhos expostos. Dentre os 125 trabalhos presentes na sexta-feira e no sábado, pode-se dizer que todas as disciplinas do currículo escolar foram englobadas, assim como foram contemplados os conteúdos práticos relacionados à parte técnica dos cursos de Agropecuária, Informática e Química.

E é justamente esta a ideia do PI, uma proposta voltada para os estudantes do ensino médio, incentivando a interdisciplinaridade, a integração de conhecimentos e novas tecnologias de informação e comunicação aos processos de ensino e aprendizagem. Nele estão envolvidos professores (para orientação), servidores técnicos administrativos (como colaboradores), os próprios estudantes para a execução dos projetos e a comunidade como um todo para a participação e troca de informações nos dias do evento.

Diferentes de uma apresentação de trabalho comum, os trabalhos do Painel de Integração contam com um estande que é totalmente customizado pelos estudantes, a fim de expor e demonstrar as experiências e as atividades práticas que estão sendo realizadas. Ano a ano, são aperfeiçoados os materiais e as apresentações. Neste ano, por exemplo, houve um desafio extra: montar um estande “sustentável”.

Estande sustentável

Desafio lançado, desafio aceito! Essa foi a conclusão do Núcleo de Gestão Ambiental e da Comissão Organizadora do Painel de Integração. Os alunos do ensino médio demonstraram que é possível, sim, utilizar materiais menos agressivos ao meio ambiente.

Os TNTs e EVAs, utilizados em anos anteriores, deram espaço para jornais, papelão, papel kraft e tecido, que são materiais de maior degradabilidade. A criatividade foi muito além do imaginado e criou-se uma esperança que podemos produzir conhecimento respeitando nosso planeta.

Dos 125 estandes no Painel de Integração, 92 foram considerados sustentáveis, o que representa 74% do total! Cada estande produziu cerca de 0,557kg de resíduos recicláveis, totalizando 69,610kg nos dois dias de apresentações. Porém, um dado a ser destacado foi que no dia 29 foram gerados 46% mais resíduos do que no dia 28, ou seja, isso indica que é possível reduzir muito mais!

Por ser um evento anual, o desafio da conscientização para a próxima edição já começa neste ano. Pensando que cada estande pode fazer a sua parte, a meta para os próximos anos é ter um evento totalmente sustentável.

Os detalhes

Para compor o ambiente do Painel de Integração e tornar o espaço mais agradável, foi montado um espaço de convivência para os estudantes. Dentro do ginásio houve a ambientação com pallets, plantas, tecidos, almofadas e itens de decoração, que traziam não só o conforto, mas também a reflexão para quem passasse por lá.

Este ambiente de convivência foi utilizado também na abertura do primeiro dia de Painel de Integração, para uma homenagem póstuma a três estudantes da instituição que, durante o mês de setembro, vieram a falecer por diferentes razões. Todos reuniram-se e, com algumas palavras do diretor-geral do campus, lembraram com carinho das colegas.

A Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão 2018 teve seu último dia no sábado (29), trazendo consigo uma semana de grandes experiências, muitos aprendizado, diversidade e cultura, além de novas oportunidades para os estudantes. Dentro da gama de atividades oferecidas para os participantes do evento, ficou marcado mais um passo para aprimorar e integrar ensino, pesquisa e extensão dentro de uma instituição que tem como seu objetivo ofertar ensino público, gratuito e de qualidade.

Para acessar um álbum completo com imagens de todo o evento, clique aqui.

Texto e imagens: Cecom/Araquari

Sepe 2018 contou com seis dias de atividades

A Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepe) ofertou 133 atividades ao longo dos dias 24 a 29 de setembro de 2018, todas dentro das dependências do Instituto Federal Catarinense – Campus Araquari. Foram mais de 1400 participantes, ao total, que tiveram a oportunidade de assistir a cerca de 90 diferentes palestrantes.

As atividades começaram na segunda-feira pela manhã, com uma ação promovida pelo Grêmio Estudantil, que trouxe a arte urbana para dentro da instituição. Para a tarde, a partir das 13h30, foi reservado um espaço para a abertura oficial do evento, contando com a participação de autoridades institucionais e a apresentação artística da Banda de Metais do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville.

Para a palestra inicial, após as 14h, foi convidado o professor Dr. Airton Spies, que tratou das “Perspectivas, desafios e oportunidades para o agronegócio brasileiro”. Na sequência foi passada a palavra ao professor Dr. Marcus Eduardo Maciel Ribeiro, que abordou, em sua fala, “A importância da valorização da pergunta do aluno na sala de aula”.

A abertura do período noturno contou com a apresentação artística dos estudantes dos cursos técnicos integrados ao ensino médio, Amon Reis e Abigail Maia, que performaram um repertório variado de músicas brasileiras. Posteriormente, o professor Marcus retomou a palavra e abordou “A pesquisa em sala de aula como proposta curricular”, fala que foi direcionada, nesse momento, a um público composto majoritariamente por alunos das licenciaturas.

Atividades na Sepe

Nos dias 25 e 26 de setembro, terça e quarta-feira, a Sepe transformou-se em um evento com múltiplas atividades acontecendo concomitantemente. Apenas nestes dois dias, quase 90 atividades foram realizadas das 8h às 22h, dentre elas: palestras, minicursos, oficinas, workshops e afins.

Estes dias são diferenciados por coincidirem com o início das semanas acadêmicas, que, no IFC Araquari, são todas condensadas dentro da Sepe. Desse modo, aconteceram as atividades das semanas de Agrimensura, Agronomia (SemaAgro), Informática (SemaInfo), Licenciaturas (SemaLic) e Medicina Veterinária (SemaVet).

Além dos momentos específicos para cada curso superior, foram também oferecidas atividades gerais para os cursos de nível médio, preparação para o Painel de Integração de Conhecimento, e, ainda, atividades culturais, como o AlmoSOM, que aconteceu de terça a sexta-feira, na área de convivência do Bloco E.

Trabalhos científicos

Já passando da metade do evento, a quinta-feira (27) foi reservada para a troca de experiências e informações científicas por meio da apresentação de trabalhos realizados dentro e fora da instituição, por estudantes, docentes ou outros profissionais.

Os trabalhos foram submetidos às modalidades de pôster científico ou comunicação oral, sendo pré-selecionados por uma comissão científica e, posteriormente, assistidos por uma banca no dia do evento.

A manhã do dia 27 contou com as apresentações de 71 pôsteres científicos, expostos no ginásio do campus e abertos para a visitação do público. Nos períodos da tarde e da noite, as salas do Bloco E receberam 88 apresentações de comunicações orais, que também eram abertas para a participação da comunidade.

A partir da tarde de quinta-feira, ao mesmo tempo em que ocorriam as apresentações em sala de aula, iniciaram-se os preparativos para o Painel de Integração do Ensino Médio, que aconteceu, no Ginásio da instituição, na sexta-feira e sábado, dias 28 e 29 de setembro.

Para acessar um álbum completo com imagens de todo o evento, clique aqui.

Texto e imagens: Cecom/Araquari

Mepec reforça caráter transformador do tripé ensino, pesquisa e extensão

Com uma programação diversificada, a Mostra de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cidadania (Mepec) do Campus Blumenau cumpriu seu papel enquanto espaço de compartilhamento de atividades extensionistas, de ensino e de pesquisa desenvolvidas por estudantes de cursos de ensino médio/técnico e superior e por servidores. Foram 41 projetos, dos quais 30 apresentados em formato de pôster; 11 comunicações orais, e 14 oficinas; além de diversas apresentações culturais.

Enquanto nas salas de aula e na quadra de esportes os inscritos nas oficinas partiam para a prática, no hall, o lado artístico dos estudantes era exibido em apresentações de música, teatro e dança. Já nos corredores, reverberavam as vozes daqueles que apresentavam trabalhos em banners científicos, com temas que iam da sustentabilidade à robótica. Esse conjunto de ações multidisciplinares revela o caráter transformador do ensino, da pesquisa e da extensão.

Muitos dos projetos apresentados na Mepec fazem parte da disciplina Projeto Integrador, que tem a função de unir os conhecimentos técnicos já ministrados e aplicá-los à prática. Um desses projetos é o Girassol Tecnológico, desenvolvido pelos estudantes do técnico de Eletromecânica integrado ao ensino médio Ana Tozatti, Otto Gramkow, Gabriel Ternes, Sérgio Filho e Joyce Moser. Sob orientação do professor Damian Larsen Bog, eles desenvolveram um protótipo de painel fotovoltaico, que gera energia elétrica por meio da luz solar.

A equipe utilizou placa de metal, sensores, fonte externa, motor, bateria e o Arduino – uma plataforma de prototipagem eletrônica, que faz com que a placa fotovoltaica se mova durante o dia, seguindo o movimento do sol, como faz um girassol. “Três sensores de luminosidade foram posicionados no aparelho para que a luz pudesse ser seguida, fazendo com que a placa fotovoltaica receba uma maior incidência de luz solar para transformar em energia”, descrevem os estudantes, que têm entre 16 e 17 anos.

O coordenador de pesquisa, pós-graduação e inovação do campus, Ríad Mattos Nassiffe, lembra que um dos objetivos da Mepec é justamente o de contribuir para a formação de cidadãos críticos, comprometidos com a ciência e tecnologia, oportunizando a integração entre a comunidade e o meio acadêmico, tecnológico e cultural. “É durante a mostra que os estudantes têm oportunidade de apresentarem os trabalhos desenvolvidos no campus, mostrando para a sociedade o resultado do investimento na educação pública”, salientou.

Abertura

A solenidade de abertura do evento ocorreu no dia 27 de setembro, às 9h, e contou com a presença da diretora-geral, Marilane Paim, do diretor de administração e planejamento, Patric Griseli, do pró-reitor de pesquisa, pós-graduação e inovação do IFC, Cladecir Schenkel, do pró-reitor de extensão, Fernando José Garbuio; e dos coordenadores de pesquisa e extensão do campus, Ríad Nassiffe e Péricles Rocha, respectivamente.

Texto e fotos: Gisele Silveira | Jornalista JP 4506/SC

Projeto de extensão IFC Debate promoveu atividade no Campus Fraiburgo

Em 28 de junho, foi realizada no IFC Campus Fraiburgo a 2ª sessão do projeto de extensão IFC Debate com tema “Impeachments na breve história do Brasil República”. Participaram da atividade cerca de 70 pessoas entre estuadantes, professores e comunidade externa. A mesa-redonda, composta pelos professores Cristiane Aparecida Fontana Grumm, Vanderlei Cristiano Juraski e Rafael Vinícius Martins, debateu o impeachment como um instrumento jurídico e político amplamente difundido nos estados democráticos.

Foram analisados, a partir das conjunturas sócio-históricas das décadas de 1990 e 2010, os processos de impeachments de Fernando Collor de Mello e Dilma Rousseff. “O processo de impeachment está previsto nos ordenamentos jurídicos de muitos países democráticos. Servindo para preservar as democracias contra as arbitrariedades cometidas pelos governantes no exercício do poder. Contudo, em países com uma matriz cultural autoritária, este instrumento pode ser utilizado não para assegurar o Estado democrático de direito, mas para atingir os objetivos políticos de determinados setores da sociedade”, apontou Juraski, coordenador do projeto.

Segundo o coordenador, o projeto de extensão IFC Debate foi concebido para possibilitar a reflexão sobre temas que impactam a sociedade brasileira e que merecem ser aprofundados no ambiente acadêmico. “Os impeachments, por exemplo, não podem ser vistos como tabus dentro da escola. Esses processos precisam ser sistematicamente discutidos, a fim de possibilitarem um amadurecimento político dos estudantes e da comunidade externa”, concluiu.

Texto: Cecom/Reitoria / Rosiane Magalhães
com informações e foto do professor Juraski