Campus Concórdia sedia 15ª edição da Tecnoeste

A décima-quinta edição do Tecnoeste – Show Tecnológico Rural do Oeste Catarinense – teve início nesta terça-feira (18), no Instituto Federal Catarinense – Campus Concórdia, e segue até quinta (20). O tema é “Gestão, Qualidade de Vida e Sucessão na Propriedade Rural” – o mesmo das edições anteriores. A expectativa é que cerca de 30 mil pessoas visitem o evento.

O Tecnoeste, organizado pelo IFC em parceria como a Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (Copérdia), conta com mais de 300 expositores, trazendo tecnologias relacionadas a áreas como agricultura, criação animal, máquinas e equipamentos, meio ambiente e reflorestamento, entre outras. A programação conta ainda com seminários, palestras e orientações técnicas. O objetivo é proporcionar aos participantes – sejam alunos do IFC, produtores rurais ou visitantes – acesso às inovações tecnológicas disponíveis e aplicáveis a sua realidade, possibilitando o desenvolvimento regional e das propriedades rurais.

“O Tecnoeste teve início há vinte anos como um dia de campo organizado em parceria pela então Escola Agrotécnica Federal de Concórdia com a Copérdia, que é uma cooperativa importante aqui no território”, explica o diretor-geral do Campus Concórdia, professor Rudinei Exterckoter. “Tanto o Instituto quanto a Copérdia cresceram muito ao longo dos anos, e a parceria foi mantida. O evento é um espaço único pra gente mostrar nossas pesquisas – especialmente dos cursos de nível superior, que tem mais produção – e também os cursos que oferecemos.”

Os detalhes sobre projetos de pesquisa apresentados pelos professores e alunos do IFC durante o evento serão mostrados em uma próxima matéria, a ser publicada ainda esta semana.

O presidente da Copérdia, Vanduir Martini, destacou a importância desta parceria com o Instituto Federal Catarinense. “O Tecnoeste é resultado da soma da vontade das nossas duas instituições de promover o desenvolvimento da área rural e auxiliar os produtores de nossa região; de nossas ideologias de trabalho neste sentido. Além disso, dentro de nossa cooperativa, a grande maioria de nossa área técnica teve formação no Instituto. Para nós, é muito importante ter essa equipe conosco construindo soluções para os trabalhadores rurais”, conta.

Institucionalização – O IFC tem um amplo estande logo na entrada da feira, onde os alunos e professores do campus demonstram suas pesquisas científicas aos visitantes e apresentam detalhes sobre os cursos oferecidos. Nesta edição do Tecnoeste, pela primeira vez, outros campi do IFC – Camboriú e Luzerna – também trouxeram pesquisas e experiência exitosas para o evento. “O Tecnoeste é o nosso maior eventos de Extensão e, possivelmente, um dos maiores do Brasil; por isso, é importante que ele seja incorporado pelo IFC como um todo”, ressalta Exterckoter. “O Instituto é grande, é forte, e nós temos que aproveitar esse momento para mostrar para o público em geral tudo o que fazemos por esse Estado afora. Acho que, este ano, já avançamos bastante, e esperamos que, na próxima edição, nós possamos ter todos os campi representados.”

Os gestores das demais unidades participantes reforçam esta ideia. “Estamos encantados com a dimensão do Tecnoeste e com a importância que ele tem para a divulgação do nome do Instituto”, afirma a diretora-geral do Campus Camboriú, professora Sirlei Albino. “Entendemos que o evento extrapola o Campus Concórdia e vai muito além, alcançando todo o Oeste Catarinense. Seria ótimo se mais campi participassem também, demonstrando o que é o Instituto para a comunidade.”

De acordo com o diretor do Campus Luzerna, professor Eduardo Butzen, apesar de ter vocação para a industrialização, a unidade tem muito a contribuir com a feira. “O Tecnoeste é essencialmente voltado para o produtor rural e a sucessão familiar em sua propriedade, e tornar a vida do pequeno produtor rural mais confortável. E isso pode ser feito por meio de acesso a equipamentos e tecnologias que permitam que menos esforço seja demandado para fazer um trabalho desgastante para o ser humano. Por conta disso, aproveitamos o espaço que nos foi cedido para exibir o nosso trabalho e colocar nossas estruturas de Pesquisa e Extensão à disposição destes pequenos produtores”, diz.

O pró-reitor de Administração do IFC, Stefano Demarco – que representou a reitora Sônia Regina Fernandes no evento – também falou sobre a importância da institucionalização do Tecnoeste. “Hoje nós temos 15 campi e respondemos de forma institucional; não somos mais segmentados. O sucesso do Campus Concórdia enquanto organizador da feira reflete no Instituto como um todo. Temos que trabalhar em rede e, assim sendo, todas as nossas unidades poderiam trazer seus cases de sucesso para cá para ajudar a consolidar a marca IFC na região da grande fronteira do Mercosul e em Santa Catarina. É preciso que nos posicionemos enquanto Instituição de Educação pública e gratuita perante o estado; ainda há cidadãos que não conhecem os serviços que prestamos à comunidade – e eles precisam ser divulgados”, afirma.

Solenidade – A cerimônia oficial de abertura do Tecnoeste foi realizada às 10h, na praça de alimentação do evento. A solenidade contou com a presença da vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr, do secretário estadual da Agricultura, Ricardo de Gouvêa, e de deputados estaduais, prefeitos e vereadores da região e seus representantes.

Além do pró-reitor Demarco e dos diretores-gerais dos campi Concórdia, Luzerna e Camboriú, representaram o IFC no evento a pró-reitora de Desenvolvimento Institucional, Jamile Fagundes da Silva e a diretora de Desenvolvimento Institucional, Bárbarah Sorgetz.

Participaram também lideranças das cooperativas rurais da região, como o vice-presidente da Cooperativa Central Aurora, Neivor Canton, e o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (FECOAGRO), Claudio Post, entre outras autoridades.

Texto e Imagens: Cecom/Reitoria/Thomás Müller

Em entrevista, reitora do IFC fala sobre desafios do novo período de gestão

Ao ser reconduzida ao cargo de reitora do Instituto Federal Catarinense (IFC), Sônia Regina Fernandes, fez um balanço de sua gestão anterior e também pontuou os desafios a serem enfrentados neste novo período. Confira abaixo a entrevista completa.

1) Qual foi o motivo que a levou a concorrer novamente ao cargo de reitora do IFC?

As razões passam pela necessidade, identificada por mim e outros membros da gestão e da comunidade acadêmica, de se consolidar o planejamento institucional e alguns processos, estratégias e ações implantados pela gestão nos últimos quatro anos bem como garantir a continuidade de uma concepção de Educação como bem público, laica, gratuita e de qualidade socialmente referenciada. As pessoas que me apoiaram na busca por uma possível recondução entenderam, como eu, que seria necessário um pouco mais de tempo para atingir esses objetivos.


2) Quais foram os principais êxitos da sua primeira gestão? E quais serão os principais desafios para o novo período?

Podemos destacar o avanço nos processos de institucionalização em todas as pró-reitorias. Na Proad, por exemplo, temos as compras institucionais e o trato do orçamento com uma visão institucional. No âmbito da Proen, Propi e Proex, os trabalhos articulando Ensino, Pesquisa e Extensão, a reformulação de cursos e a própria constituição das diretrizes de ensino médio integrado, feita por um trabalho bastante democrático e participativo, com representação dos segmentos e o devido tempo para pensar essas dimensões.

Tivemos ainda o avanço nos índices de matrícula e aprovação, bem como diminuição nos números de retenção. Houve melhorias na visibilidade institucional; assumimos representações importantes no âmbito externo – principalmente no Conif, representando a Rede em espaços como o Conselho Nacional de Educação e a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres).

Outra grande conquista nestes quatro anos – e que precisa ser consolidada – foi o fortalecimento da ideia de pertencimento a uma única instituição, de que somos todos IFC. Em função da própria origem do Instituto, por um tempo, ainda se achava que cada campus era uma entidade separada; com o tempo, conseguimos desenvolver uma identidade institucional.

Daqui em diante, nosso principal desafio, com certeza, passa pela permanência e êxito dos nossos estudantes. Garantir que os alunos que chegam ao IFC se apropriem do conhecimento historicamente produzido no campo profissional que escolheram, concluam essa trajetória formativa num tempo razoável e consigam se inserir com sucesso no mundo do trabalho ou na continuidade de suas carreiras acadêmicas.

Temos também o desafio orçamentário: a manutenção da viabilidade da Instituição diante dos cortes, da Emenda Constitucional 95 e das reformas conduzidas no cenário nacional.

3) Um dos pontos focais de sua primeira gestão foi a ênfase em planejamento estratégico. Quais você acha que foram os principais resultados obtidos, e quais são os itens mais importantes incluídos no planejamento para o próximo período?

Na verdade, a ênfase foi no planejamento institucional; o planejamento estratégico é parte desse esforço. É uma maneira, na minha concepção, de profissionalizar os nossos processos; de os gestores entenderem que não se faz gestão sem planejamento, princípios e objetivos; sem metas a atingir. Assim sendo, o planejamento se constitui em uma ferramenta de gestão fundamental – e que, por sua própria definição, tem que ser acompanhado e avaliado porque, a partir daí, conseguimos compreender o que atingimos ou não e que precisa ser melhorado ou modificado.

Os resultados do planejamento estratégico do primeiro quadriênio se colocam em várias questões, como o êxito orçamentário, a formação continuada dos nossos quadros de servidores, melhorias no índices de matrículas e no desempenho de nossos estudantes em avaliações externas como o Enade e o Pisa, entre outras enfim, no conjunto das nossas missão e visão institucionais. Me parece que a conseguimos avançar bastante nesse sentido – principalmente no que se refere a estabelecer o IFC com uma referência nacional. E acredito que o trabalho coletivo e o compromisso que o Codir anterior tinha em relação a isso foi essencial para que obtivéssemos êxito nessas dimensões.

Como eu mencionei anteriormente, todo planejamento precisa de acompanhamento, monitoramento e avaliação; sua retroalimentação. Portanto, ele tem validade, e os itens que porventura precisem ser atualizados serão tratados nos respectivos espaços colegiados – Codir, Consuper, Consepe – e incluídos se for necessário.

Na minha compreensão, o maior desafio do Planejamento Institucional se refere à nova equipe gestora, já que tivemos uma renovação de praticamente 100% de nossos diretores-gerais de campus e também de parte significativa das pró-reitorias e suas respectivas equipes. É imprescindível fazer com que esses novos atores se apropriem do planejamento, de sua relação com as políticas nacionais e possíveis ações internacionais, pra que a gente possa dar conta dessa tarefa.

4) O IFC obteve, durante o último quadriênio, diversas conquistas obtidas a partir de recursos extraorçamentários. Quais seriam as principais destas conquistas? E essa busca por recursos extraorçamentários continua nesta nova fase?

Tivemos, no último quadriênio, redução do orçamento previsto pela Lei Orçamentária Anual. Então, fomos buscar recursos fora do orçamento, o que permitiu que conseguíssemos terminar obras em andamento da gestão anterior – ou, em alguns casos, paradas. Conseguimos dar conta de novos laboratórios, equipamentos e maquinário.

Conseguimos, no total, um montante em torno de R$18 milhões, tanto junto à Setec, por meio de Termos de Execução Descentralizada (TED) quanto por emendas parlamentares. Fizemos um movimento já em 2019, junto à bancada catarinense na Câmara Federal, para conseguir emendas individuais e de bancada. A empreitada rendeu resultados satisfatórios; teremos uma emenda de bancada para rubrica de custeio – o que vai nos ajudar a viabilizar reformas e melhorias estruturais em alguns espaços e também a aquisição de materiais revitalizar outras estruturas. Houve ainda a busca incessante de nossos professores – principalmente os doutores – para viabilizar processos por meio de editais da Capes, do CNPq e outras agências e fomento.

A continuidade da busca por recursos extraorçamentários se faz cada vez mais necessária, uma vez que não se tem certeza, no âmbito da Setec, sobre o montante que cada Instituto terá – principalmente para fazer investimentosou sobre quais os critérios da secretaria e do MEC nesse sentido. Então, os esforços continuam; já estamos novamente nos articulando para buscar recursos junto à bancada catarinense, à Setec e outras instâncias, para atender da melhor forma possível os investimentos previstos em nosso planejamento institucional.

5) Sua atuação como reitora foi incisiva na defesa da Educação Pública. Nesse sentido, quais são os desafios a serem enfrentados nessa nova gestão?

A defesa da Educação Pública é um princípio constitucional – e também político e pedagógico, na minha compreensão – do qual não se é possível abrir mão. Continuaremos defendendo a Educação pública, gratuita e laica como dever do estado e direito de todos, por meio do acesso, da permanência e do êxito de nossos estudantes, da qualificação dos nossos servidores e da bsuca incessante de recursos nos espaçoes que transcendem nossa instituição, dando visibilidade ao IFC e à rede, Assim, mostramos o quanto a Educação blica interiorizada (como é o caso dos Institutos, que ocupa espaços onde não havia a presença da Educação Federal, seja no ensino médio integrado, seja no ensino superior e pós-graduação) faz diferença e ajuda no desenvolvimento do país, ampliando o acesso ao ensino de qualidade para a população eu ficava à margem dese direito. Essa bandeira continua, e eu tento, sempre que possível, que essa é a função da Educação Pública. Os brasileiros e brasileiras pagam muitos impostos e a população menos privilegiada, responsável por parte importante dessa contribuição, acaba não tendo acesso a esses direitos. Na condição de gestora pública, eu devo zelar por esse direito e buscar a melhor forma de fazê-lo. Então, a defesa da educação pública será inconteste, bem como o trabalho pela ampliação destas possibilidades.

E, para finalizar, gostaria de ressaltar o quanto agradeço à comunidade do IFC por ter sido reconduzida com o voto da maioria dos três segmentos – estudantes, técnicos e professores. É uma alegria, um reconhecimento do trabalho desenvolvido. Ao mesmo tempo, aumenta responsabilidade, enquanto gestora, de se desenvolver um trabalho responsável e comprometido com a educação pública.

Entrevista: Cecom/Reitoria/Thomás Müller
Foto: Luís Fortes/MEC

Professora Sônia Fernandes é reconduzida ao cargo de reitora do IFC

A professora Sônia Regina de Souza Fernandes foi oficialmente reconduzida ao cargo de reitora do Instituto Federal Catarinense (IFC), para o quadriênio 2020-2023, em cerimônia realizada no último dia 28 na sede do Ministério da Educação (MEC), em Brasília. Sônia foi eleita para o cargo em consulta realizada em setembro de 2019, na qual obteve obteve 35,2% dos votos da comunidade acadêmica.

Em seu discurso de posse, após um breve panorama sobre a realidade e os desafios enfrentados pelo IFC, a reitora reafirmou seu compromisso com o acesso e permanência dos estudantes e com a educação profissional e tecnológica do país. Sônia falou ainda sobre a manutenção da democracia no processo de escolha de dirigentes das instituições federais de ensino.

A cerimônia contou com a presença do ministro da Educação, Abraham Weintraub, do secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Lima – que, na ocasião, deu posse ao reitor da Universidade Federal do Alagoas (Ufal), Josealdo Tonholo -, dos reitores Luciana Miyoko Massukado (IFB), Rosana Cavalcante dos Santos (IFAC), Paulo Henrique Gomes de Lima (IFPI), Rafael Barreto Almada (IFRJ) e Willian Silva de Paula (IFMT).

Perfil da reitora – Sônia Regina de Souza Fernandes é professora e pesquisadora com experiência na área da Educação Básica e Superior. É graduada em Pedagogia pela Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), e tem Mestrado e Doutorado em Educação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, incluindo um período sanduíche na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Trabalhou como professora na Educação Municipal em Criciúma/SC, e integra o quadro docente do Instituto Federal Catarinense (IFC) desde 2010, lecionando no Mestrado em Educação da instituição e também no Mestrado Profissional ProfEPT, voltado para docentes da Educação Profissional e Tecnológica. No Instituto, coordenou o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e o setor de Ensino Superior – além de atuar como reitora no período 2016-2019.

Sônia foi, ainda, coordenadora do Câmara de Ensino do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e, em fevereiro, assume a vice-presidência de Assuntos Acadêmicos do Órgão.

Texto: Cecom/Reitoria/Thomás Müller, com informações do MEC e do Conif
Fotos: Luis Fortes/MEC

IFC disponibiliza módulo Egressos no SIGAA

A partir deste ano, o IFC passa a contar com módulo específico no Sistema integrado de gestão de atividades acadêmicas (SIGAA) para gestão e acompanhamento dos egressos. Implantado por meio de uma parceria com Instituto Federal do Pará (IFPA), o módulo foi instituído a pedido da Pró-reitoria de Extensão do IFC.

De acordo com o pró-reitor de Extensão do IFC, Fernando Garbuio, essa será uma ferramenta importante para a organização das atividades ligadas aos egressos. “Dentre outras funcionalidades, o sistema permite, em tempo real, acompanhar os formados/egressos nos diferentes cursos e campi do IFC. Possibilita também aplicar pesquisas sobre os egressos, convidá-los para atividades na instituição e ainda divulgar oportunidades de emprego e cursos”, apresenta Garbuio.

“Ao final do curso, os formandos devem atualizar seus dados cadastrais junto ao SIGAA, pois é a partir deste cadastro que eles continuarão conectados com o IFC. A manutenção deste vínculo é importante para a instituição e também para o egresso que terá oportunidades de continuar acompanhando as atividades do IFC e receber informações relevantes para sua área de formação”, explica o diretor de Extensão, Éliton Pires

Este módulo possui uma área pública para consulta de informações gerais. Clique aqui para conhecer.

Texto: Cecom/Reitoria/Rosiane Magalhães

Campus Blumenau é apresentado na tribuna livre das câmaras de vereadores da região

Nos meses de outubro e novembro, a diretora-geral pro tempore do Instituto Federal Catarinense (IFC) Campus Blumenau, Marilane Maria Wolff Paim, visitou câmaras de vereadores da região. Marilane ocupou a Tribuna Livre das Câmaras Municipais de Indaial, Timbó, Pomerode, Rio dos Cedros e Benedito Novo para falar dos cursos oferecidos e da importância do Instituto para o desenvolvimento da região. Em julho deste ano, a diretora também esteve na tribuna livre da Câmara de Blumenau.

Em um vídeo institucional, os vereadores puderam conhecer a estrutura do campus, como laboratórios, quadra poliesportiva, biblioteca e espaços de convivência, além das modalidades dos cursos oferecidos. Marilane citou o campus em números, ressaltando que, hoje, são ofertados dez cursos, do ensino médio técnico à pós-graduação, além de cursos de qualificação profissional. “São cerca de 1.100 estudantes em um espaço de aprendizado referenciado, que tem como missão proporcionar educação profissional, atuando em ensino, pesquisa e extensão, comprometida com a formação cidadã, a inclusão social, a inovação e o desenvolvimento regional”, afirmou.

As visitas às câmaras de vereadores são importantes para estreitar laços com o legislativo municipal e também para tornar o IFC cada vez mais conhecido na comunidade. “Câmaras e Institutos Federais são órgãos com objetivos em comum e, por isso, a intenção é caminhar de mãos dadas, buscando sempre o interesse dos cidadãos”, ressaltou Marilane.

Texto: Cecom/Blumenau | Gisele Silveira
Fotos: Setor de Comunicação de Indaial

Codir realiza última reunião ordinária de 2019

Colégio de Dirigentes (Codir) do IFC reuniu-se, nos dias 9 e 10 de dezembro, para a oitava reunião ordinária e último encontro com essa formação, devido a troca de gestão em 2020. A reunião ocorreu no IFC Campus Santa Rosa do Sul tendo como pauta os assuntos do Colégio e a inauguração das obras no campus.

Primeiro ponto de pauta na reunião foi a apresentação dos regimentos internos dos campi de acordo com os novos organogramas aprovados conforme a Portaria IFC 19/2019, de 22 de novembro de 2019. Bárbarah Sorgetz, da pró-reitoria de Desenvolvimento Institucional (Prodin), fez as apresentações sobre como foram feitas as discussões para elaborar os documentos e algumas curiosidades como a mudança de nomenclaturas de alguns setores. Os conselheiros pediram mais detalhes sobre algumas situações, como: subordinação dos auditores dos campi que passam a estarem ligados hierarquicamente ao auditor chefe na Reitoria; a destinação de funções gratificadas (FGs) livres que serão distribuídas de acordo com a necessidade e prioridades definidas pelo diretor geral do respectivo campus, entre outros tópicos. Sorgetz esclareceu que as minutas serão enviadas para análise da Procuradoria e depois seguem para aprovação no Conselho Superior (Consuper). Após aprovado, para futuras alterações, o regimento dos campi deverá passar por análise técnica da Prodin antes de ser submetido à nova aprovação no Consuper.

Na sequência da reunião, o diretor de Gestão de Pessoas (DGP), Bruno Dutra Vieira apresentou sobre as vagas de docentes e de técnicos administrativos. Reitora do IFC, Sônia Fernandes, esclareceu que as de técnicos não são vagas novas, elas vieram de troca com a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC). Vieira esclareceu que a proposta de destinação das vagas baseou-se nas características atuais de cada unidade do IFC. Diretor de Concórdia, Nelson Golynski apontou sobre a situação das futuras aposentadorias de servidores ocupantes de cargos extintos. Tal situação será definida futuramente, de acordo com Vieira, observando a situação de todos os campi, e que deverá obedecer situações vindas do Governo Federal. Diante deste cenário, a reitora alertou aos diretores sobre as liberações de servidores para afastamentos.

Sobre as seis vagas de docentes, ficaram assim distribuídas: Blumenau (Sociologia), Brusque (Letras e Atendimento Educacional Especializado), Camboriú (Pedagogia e Letras/Inglês) e São Bento do Sul (Atendimento Educacional Especializado). 

Já as vagas para técnicos administrativos ficaram com a seguinte distribuição: 
– Tecnólogo/Formação = 3 vagas: Araquari, Concórdia e Proen
– Administrador = 2 vagas: Brusque e São Bento do Sul
– Técnico de Laboratório/Área = 4 vagas: Concórdia, São Bento do Sul, Videira, Proad (troca com Assistente de Administração);
– Contador = 1 vaga: São Bento do Sul
– Técnico de Tecnologia da Informação = 7 vagas: Brusque, Abelardo Luz, Sombrio, Rio do Sul e Reitoria DTI (3 vagas)

Definidas as vagas, o diretor da DGP seguiu com a apresentação sobre as possíveis datas de exonerações e nomeações dos novos gestores. Como a nomeação da reitora reeleita para o IFC ainda não foi confirmada pelo Governo Federal, trabalha-se como possível data de nomeação o dia 13 de janeiro de 2020, com a posse no dia 27 do mesmo mês. Assim, os novos diretores serão nomeados dia 28 de janeiro. Para nomear os pró-reitores(as), os diretores de áreas e outras funções, a data é livre. 

Nos informes, Vieira falou sobre aposentadoria, licença capacitação, insalubridade, flexibilização da carga horária e horário reduzido de janeiro para todas as unidades do IFC.

Entre outros assuntos, a pró-reitora de Ensino, Josefa Surek, solicitou o espaço para atualizar os gestores sobre os procedimentos de Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Também sobre o Processo de Reconhecimento e Certificação de Saberes Profissionais da Rede CERTIFIC, no âmbito do IFC, com previsão de abertura de turmas no próximo ano, porém com detalhes ainda não finalizados.  

Em relação ao cenário orçamentário, o pró-reitor de Administração, Stefano Moraes Demarco, relatou a atual situação do IFC após ajustes que se fizeram necessários diante das adversidades neste primeiro ano de Governo Federal. Mesmo neste cenário, o pró-reitor afirmou que será empenhado 100% do orçamento do IFC até 31 de dezembro. Apresentou as planilhas com a relação das despesas orçamentárias entre as empenhadas, liquidadas e pagas. Esclareceu também sobre a impossibilidade de manter empenhos que não foram executados, por diferentes contextos, pois serão bloqueados conforme definido no Decreto 9.428, de 28 de junho de 2018, que alterou o Decreto nº 93.872, de 23 de dezembro de 1986, para dispor sobre despesas inscritas em restos a pagar não processados. Os campi que estejam nessas situações têm até 31 de dezembro para tentar desbloquear esses recursos mediante notas fiscais e atestes. Por todos esses motivos, as equipes da Proad estarão em sistema de plantão para fazer empenhos, ajustes e reforços.

Na ocasião, Demarco e a Reitora ressaltaram a conquista de quatro usinas fotovoltaicas que serão instaladas nos campi de Araquari, Camboriú, Concórdia e Rio do Sul. Os locais foram definidos após análise de demanda, consumo e relação pedagógica, entre outros critérios aplicados pelo projeto. Os recursos para a construção destas Usinas provém de Termo de Execução Descentralizada (TED), via Reitoria. Este assunto será apresentado com mais detalhes em futura reportagem no site do IFC.

Ao final dos informes, a reitora agradeceu o empenho de todos os membros na condução dos trabalhos desenvolvidos ao longo destes últimos quatro anos que proporcionaram o crescimento do IFC. Este momento de despedida foi usado por alguns dos membros, entre eles o atual diretor geral do Campus Ibirama e futuro pró-reitor de Extensão, Fernando Taques para destacar alguns fatores relevantes ao longo dos últimos quatro anos “Passamos por 3 presidentes da República, o que não é um fato tão simples, e ao mesmo tempo passando por um momento de reconhecimento institucional por parte da comunidade externa e também pela nossa comunidade interna. Eu acredito que esta atual formação do Codir serviu justamente para reforçar esses alicerces da nossa instituição, um trabalho iniciado nas outras formações do Codir nas gestões anteriores, mas que chega nessa gestão com encerramento sem obras atrasadas, mostra que foi um Codir extremamente colaborativo atuando em nome do bem institucional”, definiu.

Estes foram os principais assuntos tratados na última reunião do Codir desta gestão. As reuniões ordinárias deste Colégio devem retornar em março de 2020. Esta reunião não foi transmitida devido a falta de equipamento no campus, mas o vídeo com a gravação completa será disponibilizada no canal do IFC no YouTube nos próximos dias.

Texto e fotos: Cecom/Reitoria/Rosiane Magalhães

Inauguradas quatro obras no IFC Santa Rosa do Sul

Nesta terça-feira, 10 de dezembro, realizou-se a inauguração de quatro obras no Instituto Federal Catarinense (IFC) Campus Santa Rosa do Sul, com recursos orçamentários no valor total de R$ 2.275.939,57. Para execução, foram utilizados recursos próprios do IFC e provenientes de termos de execução descentralizada (TED) da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação.

Obras inauguradas são: sala de aula e laboratório da Olericultura, sala de aula e laboratório da Silvicultura, bloco de apoio da Agronomia e readequação da rede elétrica de alta e baixa tensão.

Diretor-geral do IFC Santa Rosa do Sul, Deivi de Oliveira Scarpari relatou as dificuldades no percurso de execução das obras, iniciadas na gestão anterior, quando o professor Carlos Antonio Krause ocupava a direção-geral do campus. Ao longo desse período, os gestores enfrentaram dificuldades com a desistência da empresa que iniciou as obras e paralisação das operações. “Com apoio da atual gestão da Reitoria do IFC, em 2017, foi possível a captação de recursos para a retomada e finalização das obras. Agradeço a gestão da Reitoria e os membros do Codir pela liberação do orçamento para a sua conclusão. Agradeço a equipe do campus e os estudantes pelo apoio e pela tolerância. Espero que os estudantes possam utilizar bem esses espaços e que a nova gestão do campus consiga dar continuidade para aprimoramento desses locais”, relatou Deivi em tom de despedida do cargo de diretor geral, uma vez que sua gestão encerra-se no início de 2020.

Sônia Regina de Souza Fernandes, reitora do IFC, destacou a importância do trabalho institucional para priorizar a conclusão das obras já iniciadas. “É uma honra encerrar um ciclo de quatro anos de gestão com a presença de todos os diretores-gerais dos campi, além dos servidores e estudantes, para essa cerimônia. Inaugurar esses novos espaços pedagógicos transcendem a infraestrutura. Eles constituem-se em um momento de concretude pela defesa da educação pública, para servir nossos estudantes que são nossa razão de ser. Continuaremos nessa defesa, com olhar para todos os campi, nos próximos anos à frente da gestão. Em relação ao Codir, essa equipe reflete a maturidade do pensamento institucional de pensar o IFC e não seu campus. Enfrentamos várias situações atípicas no cenário nacional, como, por exemplo, a atuação de três presidentes da República, e conseguimos ultrapassar e fortalecer a consciência de pertencimento ao IFC”, enfatizou a reitora.

Após a cerimônia oficial de descerramento da placa no bloco da Olericultura, os servidores e estudantes visitaram as instalações das demais obras que já estão em uso pela comunidade acadêmica.

Confira abaixo o detalhamento dos valores em cada obra:
Total de recursos orçamentários investidos: R$ 2.275.939,57
Retomada da construção do Bloco de Olericultura: R$ 438.460,62 – recursos externos oriundos de TED da Setec/MEC. Aditivos: R$ 28.488,94 – recurso próprio;
Retomada da construção do Bloco de Silvicultura – R$ 424.244,09 – recursos externos oriundos de TED da Setec/MEC. Aditivo: R$ 43.534,75 – recurso próprio;
Retomada da construção do bloco de Agronomia: R$ 542.804,64 – recursos externos oriundos de TED da Setec/MEC. Aditivo: R$ 52.354,85 – recurso próprio;
Readequação da rede elétrica de alta e baixa tensão do Campus Santa Rosa do Sul:
R$ 691.801,93 – recurso próprio. Aditivo: R$ 54.249,75 – recurso próprio.

Texto e fotos: Cecom/Reitoria/Rosiane Magalhães

Comissão de Ética promoveu “Seminário Diálogos e Interação” em Blumenau

Membros da Comissão de Ética do Instituto Federal Catarinense (IFC) organizaram o “Seminário Diálogos e Interação” para debater sobre as temáticas: mobilidade urbana e cidadania, educação, cultura e diversidade; controle e transparência nas administrações públicas; pontes de mediação na resolução de conflitos; e abordagem da educação pública no município de Blumenau.

Além dos servidores do IFC, o seminário recebeu representantes da prefeitura e secretarias municipais de Blumenau, UFSC, IFSC, Furb, AMMVI e Universidade Federal Rural do Semi-Árido, nos dias 21 e 22 de novembro, no auditório da sede da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (AMMVI), em Blumenau.

Bruno Alido Negrini, presidente da Comissão de Ética do IFC, explica que o objetivo do seminário é oportunizar um espaço para divulgação das conquistas singulares e específicas nas áreas econômicas e sociais, de saúde e educação, entre outras. Por essa razão, convidaram representantes das instituições parceiras e do IFC para a exposição de suas experiências. “A Comissão de Ética respeita e promove a cultura da diversidade, da sustentabilidade, da equidade e da inclusão como direitos de cidadania, além de outros valores afetos à nossa área de atuação. Pois esses valores promovem uma cultura inovadora e colaborativa. Da mesma forma, entendemos que as palestras representadas pelos nossos parceiros e sua temática igualmente refletem o pensamentos e realizações similares que atendam a todos esses valores”, justifica Negrini.

Para a reitora do IFC, Sônia Regina de Souza Fernandes, momentos como esse são fundamentais. Porque em tempos que se questionam questões, valores, direito à vida, e a dimensão ética é fundamental. Então discutir a ética em todas as suas amplitudes e dimensões se coloca cada vez mais premente no contexto que estamos vivendo. “O IFC como uma instituição educativa não podia se furtar disso, não é a primeira vez que a comissão de ética organiza um momento de debate, de encontro, de discussão, e nessa direção pretende cada vez mais fortalecer a importância da comissão, a importância do conceito e da vivência da ética. Na dimensão do que Paulo Freire dizia que nós diminuamos cada vez mais entre aquilo que acreditamos, que falamos e aquilo que nós praticamos. Que não tenhamos uma prática destoante neste sentido e a ética nos conduz para essa dimensão”, destaca Fernandes.

Reitora salienta que no âmbito do IFC o respeito ao outro, esse processo de empatia, a defesa da educação como um bem público, tratar essa instituição como um bem público é fundamental e uma condição incondicional para que a constituição brasileira se efetive por meio dos serviços os quais as instituições de educação nesse Brasil se propõem. “É dessa forma que a gestão vem fazendo. É por isso que acreditamos na importância de uma comissão de ética para que as pessoas possam conviver de maneira harmônica – uso o conceito harmônico na representação de uma orquestra em uma sinfonia, na qual são vários instrumentos onde cada um toca do seu jeito, mas é partir do jeito de cada um que se tem a harmonia do todo – respeitando as diferenças e individualidades e, acima de tudo, o nosso papel de servidores públicos, uma escolha nossa, e é dessa tarefa que devemos dar conta, pois a sociedade espera isso de nós como servidores públicos. Então que esses momentos sejam para pensarmos e refletirmos e que também contribuam para a melhoria dos nossos processos humanos, pedagógicos dentre outras dimensões”, defende.

Programação

Para fomentar as discussões no “Seminário Diálogos e Interação”, a organização propôs palestras com convidados das diferentes instituições parceiras. Confira os temas apresentados:

“Mobilidade Urbana” – Paulo Roberto Tesseroli França – Secretário de Mobilidade Sustentável e Projetos Especiais de Blumenau
“Educação, cultura e diversidade” – Sônia Regina de Souza Fernandes – Reitora do Instituto Federal Catarinense
“Pontes de mediação, na resolução de conflitos” – José Albenes Bezerra Júnior – Presidente da Comissão de Ética da Universidade Federal Rural do Semi-Árido
“Controle e transparência nas administrações públicas” – José Rafael Corrêa – Diretor Executivo da AMMVI – Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí
“Abordagem da educação pública no município de Blumenau” – Angela Maria Simão Hoemke – Diretora da Secretaria Municipal de Educação

Todas as apresentações estão disponíveis no canal do IFC no YouTube. Clique aqui para assistir.

Texto: Cecom/Reitoria/Rosiane Magalhães
Fotos: Cecom/Reitoria/Carlos Pieri

IFC Camboriú utilizará painéis solares para geração de energia em 2020

O Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Camboriú foi um dos quatro campi contemplados no IFC para receber a tecnologia fotovoltaica, que possibilita a conversão da energia solar em energia elétrica. A novidade, de acordo com o diretor de administração e planejamento do campus, Marcel A. Daoud, é buscar alternativas sustentáveis e renováveis para reduzir os custos com energia elétrica no campus. “Atualmente, o nosso gasto com energia elétrica é R$ 600 mil/ano. Com a instalação das usinas e o uso consciente, acreditamos que, conseguiremos uma economia que proporciona direcionar estes recursos para as atividades ligadas ao ensino, pesquisa e extensão”, destacou Daoud.

O investimento para a execução da usina fotovoltaica é de R$ 638.905,71 e a expectativa para início da instalação dos painéis está prevista para o início do primeiro semestre de 2020. Os locais de implantação ainda serão definidos. No planejamento serão consideradas, preferencialmente, as edificações preexistentes e que possuem um histórico de alto consumo de energia elétrica, como os blocos de salas de aula F e J.

O recurso para a construção da usina fotovoltaica provém de um Termo de Execução Descentralizada (TED), via reitoria do IFC. Os quatro campi (Camboriú, Araquari, Concórdia e Rio do Sul) contemplados com o recurso foram escolhidos pelo alto consumo de energia elétrica, visando a economicidade e a utilização de energias limpas e renováveis. Os empenhos já foram realizados e o contrato com a empresa MTEC ENERGIA EIRELI, CNPJ 22310018/0001-22, está em processo de formalização.

Conheça a energia fotovoltaica

A tecnologia fotovoltaica permite a integração de painéis solares construídos, de forma descentralizada e com interligação da instalação geradora à rede elétrica. Uma característica fundamental de sistemas fotovoltaicos instalados é principalmente a possibilidade de interligação à rede elétrica pública, dispensando assim os bancos de baterias necessários em sistemas do tipo autônomo e os elevados custos e manutenção decorrentes. Na configuração mais comum, estes sistemas são instalados de tal maneira que, quando o gerador solar fornece mais energia do que a necessária para o atendimento da instalação consumidora, o excesso é injetado na rede elétrica: a instalação consumidora acumula um crédito energético. Por outro lado, quando o sistema solar gera menos energia do que a demandada pela instalação consumidora, o déficit é suprido pela rede elétrica. Perdas por transmissão e distribuição, comuns ao sistema tradicional de geração centralizada, são assim minimizados. Outra vantagem destes sistemas é o fato de representarem usinas descentralizadas que não ocupam área extra, pois estão integradas ao envelope da edificação.

* Informações sobre a energia fotovoltaica retiradas de documento do IFC Camboriú
* Crédito da imagem: MTEC Energia

IFC Araquari será contemplado com Usina Fotovoltaica

Recentemente o Instituto Federal Catarinense (IFC) Campus Araquari foi contemplado com a instalação de uma usina fotovoltaica, estrutura capaz de gerar energia elétrica por meio da luz do sol. A implantação foi definida durante a 7ª reunião do Conselho de Dirigentes (Codir) da instituição, no mês de outubro de 2019.

O investimento para a construção desta usina será em torno de 700 mil reais, com a expectativa de proporcionar uma economia global de cerca de 3% do orçamento anual de custeio do campus, conforme explicou o Diretor de Administração do IFC Araquari, Eleutério Jubanski. “Apesar de parecer um valor pequeno, ele é muito significativo para a instituição, sendo que a verba para construção provém de uma fonte externa e em cerca de 5 anos a economia já terá superado o investimento”, explicou Eleutério.

O recurso para a construção desta Usina provém de um TED – Termo de Execução Descentralizada, via Reitoria do Instituto Federal Catarinense. Um dos critérios pelo qual o campus Araquari foi selecionado é o alto consumo de energia elétrica, um dos maiores do IFC. Outros campi também foram contemplados, como Camboriú, Rio do Sul e Concórdia.

O diretor Jonas Cunha Espindola, afirmou que “estamos felizes com a conquista, pois há tempos era levantava essa necessidade nas reuniões do CODIR e ressaltada a importância de termos projetos nessa linha. A economia gerada de energia pela usina será de 15 a 20%, o que representa aproximadamente 100 mil reais de custeio por ano”. O diretor lembra que campus possui um Mestrado Profissional em Tecnologia e Ambiente, que poderá ser utilizar essa implantação como modelo para trabalhos futuros.

Benefícios também para o Meio Ambiente

Além da economia financeira gerada, o Núcleo de Gestão Ambiental do campus ainda comemora a instalação da usina fotovoltaica devido a produção de “energia limpa”. Atualmente ainda são utilizadas muitas fontes não renováveis para produção de energia, sendo essencial para o planeta a substituição destas; as alternativas – como a luz solar – possuem muito potencial são cada vez mais desenvolvidas e implantadas.

A tecnologia fotovoltaica é hoje extremamente confiável, não gera ruídos significativos e nem poluição. Não é preciso, necessariamente, a construção de novas estruturas para sua instalação – podendo ser utilizados telhados de prédios e paredes já existentes, e possui durabilidade média de cerca de 25 anos.

Texto: CECOM/Araquari
Imagem: Divulgação