Tese de doutor do IFC Videira ganha prêmio de melhor pesquisa em Congresso de Inteligência Computacional

Pesquisa de doutorado de autoria do professor Manassés Ribeiro, docente dos cursos de Informática e Ciência da Computação do Instituto Federal Catarinense, Campus Videira, foi contemplada com o prêmio de melhor Tese no Congresso Brasileiro de Inteligência Computacional, promovido Sociedade Brasileira de Inteligência Computacional (SBIC).

O reconhecimento foi entregue na última semana durante o Congresso Brasileiro de Inteligência Computacional (CBIC), realizado entre 03 e 06 de novembro de 2019, em Belém do Pará. A tese é Intitulada “Deep learning methods for detecting anomalies in videos: theoretical and methodological contributions” (em tradução livre: métodos de aprendizagem profunda para detectar anomalias em vídeos: contribuições teóricas e metodológicas).

A tese foi defendida em 2018 no Programa de Pós-graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (CPGEI/UTFPR). Para cursar o doutorado o professor Manassés Ribeiro contou com apoio institucional do IFC, por meio do Programa de Licença para Capacitação, em que o servidor fica ausente do trabalho por um período mantendo sua remuneração e dedicando-se exclusivamente à pesquisa.

De acordo com o professor a crescente necessidade de segurança em ambientes públicos ou privados motiva pesquisas sobre como melhorar as ferramentas computacionais mais utilizadas para esta finalidade. O monitoramento em vídeo tem ampla utilização tanto por empresas especializadas em segurança como pelos cidadãos comuns que buscam proteger suas residências ou empresas.

“Uma das formas de prover esta segurança é por meio da aquisição de vídeos com câmeras de segurança principalmente pela facilidade e baixos custos destas tecnologias. Neste ponto emerge um problema bastante relevante que é realizar a análise do conteúdo destes vídeos, que é uma tarefa bastante exaustiva e tediosa para os profissionais de segurança. Assim, a nossa pesquisa contribui com uma metodologia para detectar anomalias, ou seja, eventos que podem ser considerados ‘estranhos’ em um determinado contexto nestes vídeos ajudando a encontrar padrões anômalos como, por exemplo, roubo, assalto ou um evento terrorista”, explica Manassés Ribeiro.

O Concurso de Teses e Dissertações avaliou os trabalhos sob três aspectos principais: originalidade, relevância e atualidade. As três melhores teses do país foram selecionadas para arguição de 20 minutos durante o Congresso, quando então a banca de avaliadores elegeu a Tese de Ribeiro como a melhor na categoria por apresentar importante contribuição com uma abordagem original do assunto. A banca avaliadora foi composta por quatro professores com bolsa de produtividade da Capes. Isso significa que são os pesquisadores mais produtivos na área, de excelência e com reconhecida experiência em Inteligência Computacional

“O principal diferencial de nossa pesquisa foi propor uma nova metologia para melhorar a capacidade assertiva para esta classe de problemas. Uma ferramenta computacional que implemente esta metodolgia proposta na tese poderia tornar mais eficiente a análise massiva dos vídeos de segurança. Esforços nestes sentidos já vêm sendo conduzidos com alguns projetos na área de segurança junto à prefeitura de Curitiba”, detalha.

Manassés Ribeiro ressaltou o agradecimento aos professores Heitor Lopes e André Lazzaretti que foram seu orientador co-orientador, respectivamente, assim como CPGEI/UTFPR. Agradeceu também ao Instituto Federal Catarinense e ao programa IFC/CAPES/PRODOUTORAL pelo suporte financeiro e a NVIDIA pela doação dos equipamentos usados na execução do trabalho.

Texto: Cecom/Videira – Juliana Bauerle Motta
Foto: Arquivo pessoal

Rock’n’roll é inspiração para Projeto que discute a sociedade e envolve disciplinas de Humanas

Muito mais do que apenas um estilo musical, o Rock and Roll foi a marca de uma geração que revolucionou estilos de vida e modos de ver a sociedade. Resistência, crítica e rebeldia compunham os elementos presentes nas letras das canções que embalaram a juventude dos anos de 1970 e 1980 no Brasil e no mundo.

Com o objetivo de difundir a história do Rock e permitir aos estudantes analisarem como este movimento influenciou a organização da sociedade, da cultura e da política é que surgiu o Projeto “Escola do Rock: um olhar sociológico sobre a história do Rock’n’Roll. O Projeto de Extensão do Campus Videira iniciou no 1º semestre deste ano com encontros semanais e, a partir de setembro, foi levado para a Escola Adelina Régis em parceria entre professores das áreas de Ciências Humanas.

Coordenado pelo professor Marcos Roberto Mesquita, docente de Sociologia no IFC, o Projeto envolve ainda os professores Gabriel Schmitt (Sociologia) e Edneide Santanta (Artes), além dos alunos Karen Sabrina Matos de Oliveira e Jean Chaves. O público-alvo do Projeto são estudantes do IFC e moradores de Videira que gostem de Rock e se interessem em estudar o tema sob a perspectiva sociológica.

Mesquita explica que o Projeto traz uma conexão entre Rock e Ciências Humanas, em especial a Sociologia. “Dentro da disciplina, buscamos compreender e analisar como a sociedade se estrutura, quais são suas bases e seus elementos de mudança. O Rock foi um destes elementos que impactou a forma de ver o mundo das pessoas e a maneira como os jovens se expressavam em relação aos problemas do Brasil”, explica.

O Projeto consiste em análises expositivas, debates entre os participantes e apreciação de obras musicais que foram referência neste estilo, abrangendo os gêneros Punk, Heavy Metal, Hard Rock e Pop Rock.

Na Escola de Educação Básica Adelina Régis, o primeiro encontro do Projeto ocorreu no dia 04 de setembro com estudantes do segundo ano do ensino médio. A professora Valéria Guedes, que ministra Sociologia no Adelina Régis, comenta que a ideia é integrar professores de várias disciplinas, em especial os de Filosofia e Língua Portuguesa, pois ela vê a música como uma oportunidade de trabalhar diversos temas ligados a estas áreas.

Sentados na primeira fila e atentos às discussões do Projeto, os estudantes Pablo da Silva Carneiro e Vitor Batistela May gostaram da atividade e se programaram para tocar seus instrumentos favoritos no próximo encontro. Pablo toca violão e guitarra, e Vitor toca violão, gaita e teclado. “Achamos muito interessante e acreditamos que nos próximos encontros a tendência é ter mais discussões e até ‘polêmicas’, pois a nossa turma é bastante participativa”, comentam.

Até o final de 2019, estão programados mais quatro encontros, dois em outubro e dois em novembro. Para 2020, há expectativa de dar continuidade ao Projeto, por isso, futuros alunos e demais interessados também terão oportunidade de participar da iniciativa.

Texto e fotos: Cecom/Videira/Juliana Motta

IFC recebe dez novos professores

Na sexta-feira, 5 de julho, dez novos servidores tomaram posse no IFC. A reitora Sônia Regina de Souza Fernandes conduziu a cerimônia, realizada pela manhã na Reitoria, em Blumenau, juntamente ao diretor de Gestão de Pessoas, Bruno Dutra Vieira, e à coordenadora-geral de Admissão, Movimentação, Saúde e Desenvolvimento de Pessoal, Luciane Hiebert.

Todos os empossados atuarão como professores em diferentes áreas e campi. São eles: Caciane Peinhopf Mega (Concórdia); Carlos Alberto Rizzi (Ibirama); Daiani Lodete Pirola (Fraiburgo); Diego das Neves de Souza (Camboriú); Ellenise Elsa Emídio Bicalho (Rio do Sul); Gabriela Jordão Lyra (Videira); Lindomar Duarte de Souza (Concórdia); Lucas Dominguez Cordeiro (São Bento do Sul); Márcio Oliveira de Souza (Araquari) e Patricia Castellen (Santa Rosa do Sul).

Na ocasião, os novos servidores foram orientados sobre seus deveres e direitos enquanto servidores públicos federais. Receberam também orientações repassadas pelos membros da Comissão de Ética do IFC.

Confira todos os registros fotográficos da cerimônia aqui.

Texto: Cecom/Reitoria / Rosiane Magalhães
Fotos: Cecom/Reitoria / Amanda Cadore

1º Congresso Nacional do Contestado busca lançar olhar científico para a história de um povo

De 12 a 15 de junho, a cidade de Caçador sediou o 1º Congresso Nacional do Contestado, evento científico e cultural sobre a guerra que envolveu disputa territorial, desmatamento, expansão capitalista, morte e esquecimento – temas que emolduram uma das revoltas populares mais sangrentas do Brasil ocorrida no Oeste Catarinense de 1912 a 1916.

As nuances culturais, históricas, políticas e geográficas que marcaram essa guerra foram tema de 80 trabalhos científicos apresentados por pesquisadores de todo o país no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) – Campus Caçador, organizador do evento em parceria com a Prefeitura da cidade e o Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Videira. Além dos trabalhos apresentados, foram realizadas uma conferência e cinco mesas-redondas, todos os atos permeados por momentos culturais e místicas que remontam à simbologia e a tradições dos caboclos da região.

O Congresso é a coroação de uma série de atividades que vêm sendo desenvolvidas desde outubro de 2018 em Caçador. As ações fazem parte do projeto “Semana do Contestado: um olhar científico sobre a história de um povo”, que propõe a criação de uma agenda de reconhecimento e empoderamento acerca da história da região.

Além de pesquisadores e estudantes, o Congresso reuniu também diversas autoridades locais, especialmente na noite quarta-feira (12), quando foi realizada a solenidade de abertura oficial do evento. Na ocasião, o IFC foi representado pelo professor Wanderson Rigo, que destacou a importância do Congresso. “Esta terra é regada a sangue, suor e lágrimas. Que este evento sirva para que possamos dar voz a quem não teve”, destacou.

O professor agradeceu e parabenizou os idealizadores e o Núcleo de Estudos do Contestado (NEC) do Campus Videira, que atuou em parceria para a organização do Congresso. O Núcleo será o responsável por coordenar o próximo Congresso em 2020, que será sediado pelo Campus Videira.

Eduardo Pires, diretor do IFSC Campus Caçador, ressaltou a captação de recursos feita pelo Museu do Contestado por meio de projeto do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O diretor parabenizou a equipe do Museu do Contestado, que, em parceria com o IFSC, conseguiu captar cem mil reais para a realização do evento. “A brutalidade da guerra impossibilitou que ela fosse contada de forma justa. Precisamos discutir como a guerra afetou e afeta as relações sociais, incentivando as publicações científicas sobre o tema e permitindo a melhoria de vida das pessoas”.

O 1º Congresso Nacional do Contestado teve a coordenação-geral do diretor de relações externas do IFSC Campus Caçador, servidor William Peres. Ele conta que a organização de um evento desta complexidade o deixou com ‘cabelos brancos’ aos 26 anos de idade, mas que está feliz e emocionado em poder colaborar para a realização do Congresso. William destacou que ninguém faz nada sozinho e elencou todos os apoiadores do evento, em especial dos servidores do Museu do Contestado. “Devemos conhecer o passado para entender o presente e prospectar o futuro. O Contestado é mais do que uma história, é um sentimento”, afirmou.

Conferência de Abertura – A conferência de abertura foi ministrada pelo doutor Donaldo Schuler, professor Emérito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), escritor, tradutor e conferencista, Schüler coleciona dezenas de premiações, entre elas um prêmio Jabuti (2004) pela tradução de Finnegans Wake.

Natural de Videira, Schüler é autor do romance “Império Caboclo”, que escreveu a partir de memórias de contatos com caboclos que frequentavam a bodega de seu pai e por meio de pesquisas em livros e conversas com conhecidos. Ele afirma que a Guerra do Contestado, apesar de ser um dos maiores conflitos civis brasileiros, maior que a Guerra de Canudos, ainda não tem seu lugar devido na história, por isso a importância da pesquisa acadêmica e a realização de congressos sobre o tema.

Segundo Donaldo Schüler, o Brasil ainda não superou o processo de exclusão que deu origem à Guerra do Contestado, o que se constata nos altos índices de pobreza e baixa escolarização. “A estrada de ferro que ligou o centro ao sul do País provocou o desmatamento e a desapropriação de pessoas que estavam morando há milênios na floresta. Eles ficaram sem alimentação, sem abrigo, sem emprego, sem a possibilidade de serem absorvidos pela nova sociedade que estava se formando”.

Segundo o professor, o grande número de pessoas analfabetas e com baixo grau de instrução representa a exclusão na atualidade, por isso a sociedade e, especialmente, o poder público, precisa atuar para que esta população não fique “à margem” do mercado de trabalho. “Incluir essas pessoas é muito difícil, pois não tiveram escolaridade suficiente para desempenhar as funções exigidas atualmente. Mesmo em Santa Catarina, um dos estados mais ricos, ainda há um alto índice de pobreza e de fome. Então, coisas que provocaram o conflito do Contestado continuam existindo”, ressalta. “Evoluímos, mas ainda estamos longe da meta que devemos atingir”.

O professor alerta que, o mais importante, porém, é abordar a questão humana, o combate à concentração de capital e à marginalização de grande parte da população. “Em um paralelo com o Contestado, o problema da sociedade atual não é policial, mas um problema social. Naquela época, não se deu atenção às necessidades das pessoas que foram afetadas por esse processo civilizatório que beneficiou uns e prejudicou outros, com as consequências que teve. Então, o erro está se repetindo: está se considerando um problema policial aquilo que é um problema social”.

A dor traduzida em cor – A professora do IFC e coordenadora do NEC, Márcia Schüler, também é artista plástica. Suas aquarelas foram expostas no hall de entrada do Congresso, no Parque das Araucárias. Também é de sua autoria o retrato de Maria Rosa, que foi transformado em identidade visual do evento.

Natural de Videira e prima de Donaldo Schüler, inspirou suas obras no livro “Império Caboclo”, que a estimulou a conhecer mais sobre a história da região e também a pintar. Assim, foi descobrindo histórias de muito sofrimento, que acabou traduzindo em cor, nas suas aquarelas. “A gente pisa em sangue caboclo e eu não tinha noção disso. Então, cada aquarela representa uma dor minha, uma dor colorida, agora”, conta.

Segundo Márcia, muito dessa história foi esquecida, não houve interesse em que se perpetuassem. Agora, as pesquisas estão resgatando essa história de dor do povo caboclo. “A ideia das aquarelas é trazer um colorido, uma nova esperança, para que possamos transcender e criar uma nova história, fazer novos dias, a partir de eventos como esse. Precisamos fazer aflorar essa nossa identidade, afinal, todos somos caboclos do Contestado. Quem tem na sua identidade a nacionalidade brasileira não é alemão, não é italiano, é caboclo, que o povo originário da região”.

Associações contribuem com a preservação histórica – Além da pesquisa científica, a própria comunidade regional preocupa-se com a preservação da história do Contestado. Um dos exemplos é a Associação Cultural Coração do Contestado, de Lebon Regis. O presidente, Carlos Nedir Veiga da Silva, explica que alguns amigos reuniram-se para preservar a história do município, onde encontram-se alguns dos maiores sítios históricos do conflito.

Assim, alguns locais estão recuperados e preservados, objetos históricos preservados e registro de depoimentos de pessoas da região. A maior conquista, segundo Neri, é a criação da logomarca “Coração do Contestado” e criação da Lei Estadual que nomeia Lebon Régis como o “Município Coração do Contestado”.

A Associação realiza ainda várias atividades culturais, como a Semana do Contestado, especialmente em parceria com escolas. Algumas delas vão se apresentar durante o Congresso do Contestado.

A intenção agora é criar um museu em Lebon Régis. Segundo Neri, ainda há muita coisa a se descobrir sobre o Contestado, o que precisa do envolvimento de todos. “A partir da Semana do Contestado que realizamos, o povo de Lebon Régis ganhou uma autoestima, não tem mais vergonha de se sentir caboclo e de se vestir como caboclo”.

Texto: Cecom/Videira/Juliana  Peretti e Carla Algeri (IFSC)
Fotos: Cecom/Videira/Juliana  Peretti

Campus Videira desenvolve projeto que ensina Lógica e Programação no ensino fundamental

O Instituto Federal Catarinense (IFC), Campus Videira, tem atualmente 19 projetos de Pesquisa ou Extensão desenvolvidos entre professores e estudantes bolsistas. Um destes projetos em andamento objetiva fortalecer o aprendizado de Informática, especialmente nas áreas de Lógica e Programação. O foco é incentivar alunos do Ensino Fundamental II a desenvolverem habilidades relacionadas ao universo tecnológico. Com isso, o conhecimento produzido no IFC pode ser compartilhado com as outras esferas educacionais, neste caso, com as escolas municipais de Educação Básica.

Coordenado pelos professores de Informática do IFC Videira Diego Krohl, Maurício Natanael Ferreira e Taynara Dutra, o projeto é desenvolvido pelos alunos do curso de Ciência da Computação e aplicado nas Escolas de Educação Básica Municipais Criança do Futuro (CAIC), Paulo Fioravante Penso e na Escola de Educação Básica Padre Bruno Pokolm, todas no município de Videira.

A ideia principal desse projeto é de aproximar os alunos do meio tecnológico e aprimorar conhecimento na área de informática, que compreende um mercado de trabalho em prospecção. Durante as aulas ministradas pelos acadêmicos do IFC Videira nas escolas municipais onde o projeto acontece, os alunos do ensino fundamental aprendem desde ideias básicas sobre como desenvolver um software até a compreensão sobre como funciona a Lógica Informacional.

Segundo o professor Diego Krhol, o projeto é trabalhado de maneira interdisciplinar. Embora a Computação envolva mais domínio da área de Exatas, o professor destaca que também são envolvidos conhecimentos que exigem interpretação de texto e resolução de problemas. Ele explica que as crianças e adolescentes aprendem a resolver questões através do uso de ferramentas.

“Os exercícios que realizamos com eles auxiliam na resolução de atividades de Matemática, Física, e Química, por exemplo. No entanto, não se limita a isso, de modo que essas atividades podem também auxiliar no dia a dia daqueles que são o público beneficiado pelo projeto”.

O objetivo é dar continuidade ao projeto de Extensão onde ele já acontece e, também, expandi-lo a outras escolas do município. O professor destaca a importância do projeto para os estudantes envolvidos. “Os alunos do IFC se beneficiam com a experiência prática que é adquirida através do contato que eles desenvolvem com as escolas. Com isso, são compartilhados conhecimentos adquiridos no IFC para a comunidade externa. Os alunos bolsistas também auxiliam na manutenção dos laboratórios de Informática destas escolas, mantendo esses computadores funcionais para o uso de todos”. O professor explica que também há o ganho para os alunos das escolas atendidas que têm a oportunidade de desenvolverem o pensamento computacional e perceberem, na Informática, uma alternativa para a resolução dos problemas e desafios do cotidiano.

Uma das instituições contempladas com esse projeto é a Escola Paulo Penso, no bairro Dois Pinheiros, que atende mais de 600 alunos de Videira. Nessa instituição, o projeto é desenvolvido desde 2018 e a professora do IFC Taynara Dutra acompanha os acadêmicos na elaboração das atividades. A professora comenta que através do trabalho realizado na escola as crianças têm a oportunidade de trazer as tarefas diárias para a Programação. Algumas atividades são realizadas fora do ambiente virtual, ou seja, nem sempre o aluno necessita estar em frente ao computador para desenvolver as tarefas de Lógica. A professora cita o exemplo de uma atividade lúdica chamada “caça ao tesouro”, em que os alunos precisavam desvendar o esconderijo de um tesouro através da criação de um algorítimo.

Uma das seis estudantes bolsistas do IFC é Camilla Pozer de Matos, que cursa o Bacharelado em Ciência da Computação. Camilla comenta que, ao participar deste projeto, conhece a realidade dos professores em sala de aula, aprende muito com isso e que este projeto é de grande importância na sua formação acadêmica.

A aluna Laura Rigo, que cursa o 9º ano do ensino fundamental, participa das aulas de Lógica e Programação ministradas pelos acadêmicos do IFC e diz que o projeto é uma ferramenta importante para o aprendizado, além de estimular, ainda mais, a vontade dela em ingressar no Instituto Federal Catarinense quando for cursar o Ensino Médio. O Campus Videira oferece cursos técnicos integrados ao Ensino Médio, cujas inscrições iniciam em meados de Julho de 2019 para ingresso em 2020.

Texto: Cecom Videira/ Juliana B. Motta e estagiário Vanderlei Pires
Imagem: Cecom Videira/ estagiário Vanderlei Pires

Definidas comissões eleitorais locais para Eleições 2019

Na Reitoria, comissão realizou a assembleia para escolha dos representantes dos TAE na sexta, dia 17.

Comissões eleitorais locais dos campi, campi avançados e Reitoria, para condução do Processo de Consulta 2019, foram nomeadas nesta terça-feira, dia 21, por meio da Resolução ad referendum nº 005 do Conselho Superior – Consuper. O documento pode ser consultado na página do Processo de Consulta 2019, no Portal do IFC.

Estas comissões são compostas por representantes dos professores, técnicos administrativos e estudantes. Os nomes foram definidos em assembleias organizadas nas respectivas unidades do IFC.

Em 2019 serão realizadas eleições para escolha dos cargos de reitor(a); de diretores(as)-gerais dos campi em Araquari, Blumenau, Brusque, Camboriú, Concórdia, Fraiburgo, Ibirama, Luzerna, Rio do Sul, Santa Rosa do Sul, São Bento do Sul, São Francisco do Sul e Videira; e também dos novos membros do Consuper.

Texto: Cecom/Reitoria/ Rosiane Magalhães
Imagem: Cecom/Reitoria/Carlos Pieri

IFC participa da implantação do Centro de Inovação em Videira

Você já ouviu falar em “tríplice hélice”? É um conceito que preconiza a união de empresas, instituições de ensino e setor público com o objetivo de fomentar um ambiente de inovação e desenvolvimento econômico, social e tecnológico.

Integrando a “hélice” das instituições de ensino, o Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Videira está participando do Grupo de Trabalho (GT) de Inovação, criado pela Prefeitura Municipal de Videira em dezembro de 2018. Além do IFC, integram o GT 14 representantes de todas as Secretarias da Prefeitura, 14 representantes de Instituições de Ensino e 14 representantes do setor privado, entre comércio e indústria.

O objetivo do GT Inovação é criar e implantar o Centro de Inovação. “O Centro de Inovação é um espaço que agrega vários serviços que são motivadores de Inovação.  É um espaço que conterá uma incubadora tecnológica, mas que não se restringe a isso, podendo ter também espaços de divulgação de pesquisas e ações diversas para fomentar a Inovação”, explica o Secretário de Educação Luiz Felipe Torcatto Zanella, que participa do GT representando a Prefeitura de Videira.

Zanella conta que, em 2017, a Prefeitura buscou contato com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), responsável pelo Programa Pacto pela Inovação. “Por meio deste Programa, foi desenvolvida uma série de instruções, normativas e guias sobre como ativar os Ecossistemas de Inovação. O Programa criou 13 Centros de Inovação com investimento em espaços físicos próprios para este fim. Os Centros de Inovação mais próximos de Videira ficam em Lages, Joaçaba e Chapecó. Com base no Programa Pacto pela Inovação, estamos agora desenvolvendo o Centro que será instalado em Videira”, detalha.

Em Videira, o Centro de Inovação irá funcionar na nova Rodoviária, em um espaço de 800 metros quadrados. Neste momento, o GT trabalha desenvolvendo um plano de operações, incluindo a elaboração de uma legislação municipal, ponderando questões jurídicas e burocráticas que envolvem todo o processo.

Representantes do IFC no GT Inovação, os professores Josy Carvalho Gardin e Manassés Ribeiro explicam que o papel da Instituição de Ensino é contribuir com o conhecimento para a criação e implantação do Centro de Inovação. “Nosso Setor de Tecnologia de Informação elaborou o projeto de infraestrutura lógica para instalação da rede de dados do Centro de Inovação. Acreditamos que é fundamental somar esforços para o desenvolvimento de Videira e região”, explicam os professores.

Nos dias 21 e 22 de fevereiro, integrantes do GT Inovação estiveram em Florianópolis para conhecer experiências bem sucedidas na área de Inovação. A programação da viagem contou com visitas ao Sebrae Lab, Centro de Inovação Acate Primavera, Observatório da Indústria Fiesc, Centro de Inovação Acate-Dimas e Sapiens Parque.

Texto e Foto:  Cecom/Videira

IFC lança vídeos institucionais dos campi

A partir de agora, todos os 15 campi do Instituto Federal Catarinense (IFC) contam com um vídeo institucional próprio. A ação de comunicação foi definida pelas equipes de Comunicação da Reitoria e dos campi em consonância com os objetivos do Plano Bianual de Comunicação do IFC 2018/2019, que versam sobre o fortalecimento e a consolidação da identidade e imagem institucional.

Produzidos pela Foco Propaganda, agência de publicidade, os vídeos são compostos por imagens das regiões em que estão inseridos os campi e de estudantes e servidores da instituição. A seleção das cenas também busca retratar os espaços físicos e as vivências realizadas cotidianamente nas unidades do IFC. Os roteiros foram elaborados em conjunto pelas equipes da produtora e da Cecom Reitoria, mediante consulta realizada aos comunicadores nos campi.

“Os materiais audiovisuais em questão são uma importante forma de divulgação, pois tratam especificamente da realidade de cada campus, situando o público com relação à região onde a unidade está inserida; às estruturas e aos ambientes que a compõem; e à oferta do serviço à população em geral, a partir da apresentação da atividade fim do IFC, como um todo, qual seja, a educação pública e gratuita de qualidade, em diversos níveis e modalidades. O objetivo dessas produções resume-se, portanto, a proporcionar ao público o conhecimento tanto das singularidades de cada campus do IFC quanto dos aspectos que conferem identidade à instituição”, explica Rafaela Zorzetto de Camargo, coordenadora-geral de Comunicação (Cecom) no IFC.

Em apenas dois dias, a playlist com os vídeos, no canal do IFC no YouTube, atingiu 1.649 visualizações. Clique aqui para assistir.

Texto: Cecom/Reitoria / Rosiane Magalhães
Arte: Cecom/Reitoria / Poliana Souza

A Matemática da Bola de Futebol: alunos desenvolvem o “Icosaedro Truncado”

O professor Carlos Roberto da Silva que ministra Matemática no IFC Videira envolveu os estudantes das turmas dos cursos de Informática (2016) e Eletroeletrônica (2016) integrados ao Ensino Médio em uma atividade lúdica e conectada ao contexto da Copa do Mundo. Os alunos produziram bolas de futebol para estudar conteúdos de Geometria Espacial.

De acordo com o professor, o objetivo da atividade foi o de explorar a Arte e a Matemática por meio de um experimento que envolve construções geométricas. “Buscamos desenvolver aplicações na área da Geometria Espacial, nesse caso um poliedro de Arquimedes denominado icosaedro truncado, que representa em suas faces os moldes de uma bola de futebol oficial”, explica.

As bolas foram produzidas com a utilização de E.V.A e representam as seleções participantes da Copa do Mundo 2018. Além de tornar o estudo mais divertido, as bolas de futebol estão decorando os corredores do bloco de salas de aula com um tema atual e que interessa a muita gente.

O professor comenta que busca implementar experimentos como este, pois percebe que isso desafia o interesse dos estudantes pela Matemática. “Esse tipo de atividade faz com que os estudantes transformem um momento de aprendizado em um espaço prazeroso e contextualizado, despertando neles o lado lúdico e criativo no processo de ensino e de aprendizagem da Educação Matemática”.

*O caso da Jabulani

A famosa bola de futebol apelidada de “Jabulani”, utilizada na Copa de 2010, na África do Sul, foi criticada pelos jogadores por ser uma bola mais simples do que as utilizadas desde a década de 1970 (icosaedro truncado).

Rompendo uma tradição de décadas, a Fifa escolheu uma bola que não foi baseada no poliedro convexo de Arquimedes, sendo, portanto, um icosaedro regular. “O icosaedro regular é um poliedro convexo de 20 faces triangulares, e o icosaedro truncado, um poliedro convexo obtido a partir de “cortes” nos vértices do icosaedro regular”.

O poliedro de material flexível inflável utilizado para produzir a Jabulani é composto apenas por pentágonos regulares, o que na prática faz com que a bola tenha uma trajetória mais irregular do que as bolas tradicionais, sendo este o motivo das reclamações dos jogadores.

Icosaedro Regular – Suas 20 faces são triângulos equiláteros, sendo que cada vértice do sólido é formado pela junção de quatro triângulos, o que concede a ele 12 vértices e 30 arestas.

Icosaedro Truncado – No caso do icosaedro regular, as 32 faces do icosaedro truncado são formadas por 12 pentágonos regulares e 20 hexágonos regulares. Cada um dos 60 vértices do icosaedro truncado é formado pela junção de 1 pentágono e 2 hexágonos, o que resulta ao sólido o total de 90 arestas.

Texto e fotos: Cecom/Videira / Juliana B. Motta Peretti 

*O caso Jabulani foi parcialmente retirado da FSP, cujo autor é José Pastore Mello, publicado 07/07/2010.

Blog sobre Língua e Literatura é ferramenta de apoio e incentivo à leitura

Há seis anos os professores de Língua Portuguesa e Língua Estrangeira do Instituto Federal Catarinense (IFC) Campus Videira alimentam o Blog chamado “Língua e Literatura na Rede”. Trata-se de uma ferramenta que serve como aliada à dinâmica de sala de aula e cujo objetivo é criar mecanismos que favoreçam o desenvolvimento das habilidades linguísticas dos estudantes.

Inicialmente o Blog chamava-se apenas “Literatura na Rede”, mas, a partir deste ano, os professores decidiram ampliar a temática abordada. “Agora, além das questões de Literatura, ele serve a toda a área de Linguagens, ou seja, tratamos também de temas relacionados à Gramática e Língua Estrangeira. Através do Blog, divulgamos trabalhos dos alunos, dando uma finalidade muito maior às produções que antes eram destinadas apenas ao professor. O Blog também funciona como ponte entre a comunidade externa e as atividades desenvolvidas pelos alunos”, explica a professora de Língua Portuguesa do IFC Videira, Adriana Hoffmann.

Além disso, o Blog contém material didático atualizado complementar às aulas com foco no êxito do estudante. A professora explica que o meio virtual amplia a capacidade de atualização, intercâmbio e aprendizado. “Como o espaço da aula muitas vezes é curto, principalmente para a disciplina de Língua Estrangeira (apenas uma aula por semana), o Blog vem proporcionar suporte às atividades de ensino do horário regular, por meio da divulgação de textos, atividades resolvidas e material didático alternativo”, comenta.

O Blog vai além do suporte às atividades escolares e se constitui em um importante repositório de materiais, textos e compartilhamento de experiências literárias. O espaço também é destinado para que alunos, professores e técnicos administrativos possam comentar as publicações e indicar leituras uns para os outros, condensando em um único espaço a diversidade de possibilidades que a área de Linguagens promove.

Gostou? Acesse aqui, leia e participe.

Texto e arte: Cecom/Videira / Juliana B. Motta Peretti