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Debate marca o Dia Internacional da Mulher na Reitoria

IMG_1736Mulher, vegana, feminista, ativista, pedagoga, defensora dos animais e militante pelo fim da cultura da violência contra a mulher, Georgia Faust esteve, na tarde do dia 08 de março, na Reitoria do Instituto Federal Catarinense (IFC) para falar sobre Gênero e Dia Internacional da Mulher, e promover provocações entre os servidores.

Faust, logo de entrada, diz a que veio e apresenta suas percepções sobre o mundo. “Venho de uma família em que a violência contra a mulher não está presente, mas não é porque não acontece comigo que isso não me incomoda. Precisamos falar, dialogar e refletir sobre o espaço feminino na sociedade”. Por isso, foi criado o Instituto Feminista Nisia Floresta. Uma articulação de mulheres que visa viabilizar a organização de projetos direcionados à libertação feminina.

OUÇA O ÁUDIO DA ENTREVISTA ABAIXO.

Segundo Georgia, as mulheres começam a ser mulheres a partir do conhecimento do sexo no bebê pelos pais. “É a partir disso que a menina começa a ser moldada pela cor da roupa (rosa), pelos brinquedos (bonecas, utensílios domésticos, maquiagem), na escola, pela mídia e pelos amigos. O espaço ideal colocado pela sociedade para que a mulher ocupe é o doméstico, desde a infância, já o espaço do homem é infinito: seus brinquedos instigam a criatividade e a invenção”, enfatiza ela.

Falar do dia internacional da mulher é falar de feminismo. Para isso, Faust trouxe uma definição simples e fácil de entender. “O que é feminismo? É um movimento de pessoas que lutam contra essa opressão a favor de um mundo mais justo e igualitário para todas e todos. Feminismo é sobre liberdade, sobre escolha, sobre respeito”.

IMG_1723Em um bate-papo descontraído, os servidores puderem trazer as suas contribuições e compartilhar experiências sobre as dificuldades vivenciadas pelas mulheres. Daisy da Silva Santos, servidora do IFC, levantou a importância da participação crítica das mães na criação dos filhos. “É nosso papel mudar comportamentos dentro das nossas casas. Sempre vimos um tipo de ação e acabamos reproduzindo aquilo sem pensar ou questionar”.

Georgia vai mais fundo e reforça que a educação crítica deve partir tanto da mãe como do pai. “A sociedade ainda responsabiliza e culpabiliza as mulheres na criação dos filhos, mas a responsabilidade por educar é dos dois. A melhor educação para criança é o exemplo em casa. O pai, ao compartilhar as atividades domésticas, por exemplo, mostra ao filho que é possível ter um lar igualitário, e os filhos vão introduzir esse comportamento no seu dia a dia”.

Único homem a participar do debate, por mais que o convite tenha sido feito a todos os servidores, Frederico Bazana fala que a palestra foi uma oportunidade para rever ações. “Os apontamentos foram pertinentes porque vivemos em uma sociedade machista e precisamos, todo dia, desconstruir esses pensamentos e se policiar para não reproduzi-los”.

Antes do evento, foi aplicada uma pesquisa com servidoras da Reitoria, para consultá-las acerca de momentos pelos quais teriam passado ou de atitudes que elas teriam tomado ou evitado por segurança. Confira abaixo, na galeria de fotos, o resultado da pesquisa.

Confira AQUI a apresentação realizada por Georgia Faust durante o evento.

*Texto, fotos e áudio: Cecom/Reitoria.

 

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Esta notícia foi editada na quarta-feira, 8 de março de 2017, às 21:18 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

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