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Música para surdos?

Na cultura dos ouvintes, a relação entre música e audição é plausível, mas, e para o surdo, existe uma relação possível? Pode-se dizer que a música é uma forma de comunicação pelo “toque”, devido às vibrações sonoras que produz. Em razão da surdez, muitas pessoas têm seus outros sentidos potencializados, e, por isso, elas podem experimentar as vibrações de formas até mais intensas do que aquelas experenciadas pelos ouvintes.

Um professor de radiologia da Universidade de Washington, Dr. Dean Shibata, realizou exames de ressonância magnética nos cérebros de voluntários surdos e ouvintes no momento em que eles recebiam vibrações em suas mãos. Em todos os casos, foi registrada atividade na região do cérebro que processa as vibrações, como era de se esperar. No entanto, nos cérebros dos surdos, foi observada a ativação do córtex auditivo, região que entra em ação quando se ouve algum tipo de som, o que não foi observado com tamanha intensidade nos cérebros dos ouvintes.

Com os resultados dessa pesquisa, pode-se perceber que a região do córtex auditivo no surdo assume outra função na ausência da audição, ou seja, o cérebro dos surdos “adapta-se” para ouvir música. Diante dessa descoberta, percebeu-se a importância de se trabalhar, desde a infância, com a música, a fim de estimular o desenvolvimento cerebral e aprimorar as habilidades dos surdos, que apresentam resultados positivos no desenvolvimento cognitivo/linguístico, psicomotor e socioafetivo quando expostos às sonoridades musicais.

Fontes:

http://www.bbc.com/portuguese/ciencia/011128_shibataro.shtml

http://super.abril.com.br/cultura/musica-para-surdos

http://dialogica.ufam.edu.br/dialogicaV2-N5/Os%20surdos,%20a%20m%C3%BAsica%20e%20a%20educa%C3%A7%C3%A3o.pdf

 

Texto: NAPNE/Reitoria.

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Esta notícia foi editada na quarta-feira, 11 de maio de 2016, às 16:22 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

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