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WFCP/Reditec: Reuniões regionais da Reditec apontaram demandas prioritárias da Rede

glr5781A fim de compartilhar demandas e experiências similares e de planejar ações comuns, aconteceram, nesta segunda-feira (26), as cinco reuniões regionais da 40ª Reditec. Nas discussões, participaram representantes das instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte do País. As pautas abordadas foram estratégias de mobilização, eventos integradores da Rede, qualificação de servidores, orçamento, projetos e programas, internacionalização e educação a distância. Os tópicos levantados em cada um dos grupos foram levados para apreciação em plenária nacional, que ocorreu imediatamente após as reuniões.
Confira, abaixo, alguns dos assuntos abordados em cada reunião

Região Sul

glr5824A possibilidade de compartilhar anseios, perspectivas e fragilidades de cada região foi destacada pela reitora do Instituto Federal de Santa Catarina e presidente da reunião da Região Sul, Maria Clara Kaschny Schneider. “Esse é um momento de construção coletiva, e só somos fortes porque somos unidos”, ressaltou a dirigente, frisando a importância da Reditec como um espaço para fortalecimento da Rede e para a consolidação de um trabalho compartilhado e solidário entre as diversas instituições. A reunião da região Sul contou ainda com representantes dos Institutos Federais Farroupilha, Rio Grande do Sul, Sul-rio-grandense, Catarinense e Paraná.

Em busca de uma mobilização da Rede frente às deliberações políticas sobre a educação profissional, os participantes da reunião da região Sul discutiram a necessidade de chegar ao final do evento com a proposta de texto da Carta de Vitória aprovada, com uma data de mobilização das instituições e dos dirigentes e com a viabilização de um fórum regional permanente para discussão das demandas comuns dos institutos da região Sul. Em relação a eventos, o grupo discutiu, entre outras pautas, a possibilidade de intercalar de forma bianual eventos de pesquisa, extensão e inovação nacionais e regionais, combinando-os com a manutenção de eventos institucionais e locais.

A busca por apoio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) aos programas de qualificação de servidores foi um dos assuntos trazidos pelo grupo, que também discutiu a proposta de elaboração de um programa na área de gestão pública. Em relação a orçamento, os participantes destacaram a necessidade de reposição de vagas de servidores aposentados e a mobilização política em defesa do orçamento previsto aos institutos.

A manutenção de programas como o Pibid, que consiste em um Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência, também foi uma das pautas trazidas pelo grupo. Já no âmbito da internacionalização, os participantes abordaram a validação de diplomas e a regulamentação das instituições com oferta de cursos binacionais, além da necessidade de garantir a continuidade de programas de intercâmbio. A articulação dos institutos para a promoção de cursos de educação a distância na Região Sul também foi pauta de discussão, que evidenciou a necessidade da busca de fomento da EAD e do incentivo a essa modalidade de ensino dentro dos cursos presenciais.

Região Sudeste

Entre as propostas aprovadas durante a reunião dos gestores dos Institutos Federais que compõem a Regional Sudeste, destacam-se a equivalência da carga horária e da hora aula entre as aulas presenciais e a Educação à Distância (EAD); a realização de parcerias para intercâmbios culturais com países da América Latina e da África lusófona; e a adoção de projetos de menor custo, bancados pela própria instituição, e que envolvam outros institutos federais, além da integração com movimentos sociais, como alternativa ao corte de 50% nas áreas de pesquisa e extensão.

Os gestores da Regional Sudeste defenderam ainda o estímulo à qualificação dos servidores técnico-administrativos, a exemplo do que ocorre com os docentes; o retorno da capacitação na língua inglesa para professores, parceria entre a Setec e o Conif; e a implantação de um programa semelhante que priorize o idioma espanhol. Foi consenso entre os participantes da reunião que os Jogos dos Institutos Federais (JIFs) são hoje o principal evento da rede e que seria importante firmar uma parceria com o Ministério dos Esportes para fortalecer a realização da competição.

Outra proposta aprovada pelos gestores foi a realização, por parte dos Institutos Federais, de uma ampla mobilização dos diversos segmentos da sociedade, envolvendo principalmente as famílias dos alunos, a fim de expor os desafios da educação profissional na conjuntura atual. A reunião foi mediada pelo reitor do Instituto Federal do Triângulo Mineiro, Roberto Gil.

Região Nordeste

A reunião regional do Nordeste foi marcada pelo tom de contestação ao anúncio de Medida Provisória para mudanças no Ensino Médio. Ainda assim, o reitor do Ifal disse que, mesmo com as dificuldades, a Reditec é sempre um momento positivo, pois no evento pode ser reunida a maior bancada regional da Rede: o Nordeste conta com 213 campi dos Institutos Federais. “E com esta edição atrelada a um evento internacional, pudemos trocar experiências de ensino em grande escala, conhecer realidades de todo o mundo”, afirmou.

A pauta comum de tópicos para ser discutida em todas as reuniões regionais também gerou encaminhamentos a serem apreciados pela plenária geral, como a criação de um evento integrador de Ensino, Pesquisa e Extensão e a institucionalização do Programa Mulheres Mil, por ora atrelado ao Pronatec.

Região Norte

Os dirigentes dos Institutos Federais do Acre (Ifac), do Amazonas (Ifam), do Amapá (Ifap), do Pará (IFPA), de Rondônia (IFRO), de Roraima (IFRR) e do Tocantins (IFTO) debateram os pontos de pauta previamente definidos. Os trabalhos foram coordenados pelo reitor do IFPA, Cláudio Rocha, que avalia como democrática a construção desse espaço de debate. “Desenvolvemos as atividades de maneira positiva, permitindo que todos os membros da Região Norte dessem a sua contribuição.”

Um dos pontos fortemente destacados na reunião foi a diversidade e a localização peculiar dos estados do Norte do País. Assim, a consolidação da Educação a Distância (EAD) e a internacionalização foram áreas que mais receberam atenção dos presentes. Para a EAD, a Região Norte sugere a institucionalização da mesma, mais investimentos de recursos humanos e financeiros, como também uma maior oferta deste tipo de educação na Rede, construindo uma variedade de cursos. Ainda sugerem uma política voltada à administração da carga horária docente para atuar na EAD.

Segundo o reitor do Ifam e diretor executivo de Relações Internacionais do Conif, Antônio Venâncio Castelo Branco, a Região Norte é atípica e precisa de ações específicas. “Temos dificuldade com comunicação e logística. Para chegar ao Campus Eirunepé são necessários 15 dias de navegação. São necessários incentivos que fixem os servidores nestes locais mas, principalmente, que se compreenda o importante papel dos IFs nessas regiões como transformadores sociais”, avalia.

Sobre a internacionalização, o grupo propõe a criação de uma política voltada aos IFs que atuam na fronteira, o fortalecimento das políticas de internacionalização, a retomada do Ciência sem Fronteiras, a definição da nomenclatura das escolas de fronteiras, bem como as suas atribuições, a retomada da implantação do centro de Libras e a autorização da passagem de veículos oficiais pela fronteira como forma de fomentar as visitas técnicas.

Ângela Utzig, pró-reitora de Desenvolvimento Institucional do Ifap, avalia como positivo esse espaço de debate e construção coletiva. “É fundamental que a Rede se mostre como Rede e tenha atitude para defender a continuidade e a identidade deste projeto, que é único”, diz.

Venâncio complementa dizendo que os eventos WFCP e Reditec 2016 se constituíram como um momento para discutir em Rede, compartilhar problemas comuns e, ainda, trocar experiências. “Ao gerar um documento final formalizamos as necessidades da Rede, essencial para que possamos debater as propostas no Conif”, finaliza.

Região Centro-Oeste

O Encontro Regional de gestores da Região Centro-Oeste foi realizado no auditório Bacutia e reuniu dirigentes dos cinco Institutos Federais da região: Brasília, Goiano, de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Sob a coordenação do reitor do Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT), José Bispo, a discussão foi iniciada com proposta de apoio à mobilização no dia 29 de setembro para a defesa da Rede Federal e a proposição de um movimento posterior de esclarecimento a servidores, alunos e comunidade em reunião conjunta sobre as possíveis consequências na instituição da reformulação do Ensino Médio e PEC 241. A proposta é que seja realizada, no dia 5 de outubro, reunião de cunho educativo com alunos, servidores e comunidade.

Os gestores propuseram a criação de evento semelhante à Reditec para a discussão de questões relacionadas exclusivamente ao Centro-Oeste. Para a formatação do evento foi criada comissão com participantes dos cinco IFs. “Evento regional pode promover a troca de experiências exitosas e possibilitar planejamento de ações e eventos conjuntos”, destaca o reitor do IFMT, José Bispo.

Foi criada comissão para a discussão de parcerias entre instituições visando fortalecer e institucionalizar a Educação a Distância. A proposta visa identificar potencialidades e compartilhar a informação para a oferta da modalidade de ensino nos cursos regulares e criação de cursos compartilhados.

O grupo também definiu possibilidade de compras compartilhadas e decidiu promover reunião de pró-reitores de Administração no início de 2017, para a realização de triagem de itens que possam ser adquiridos de forma compartilhada. “A compra compartilhada nos permite adquirir materiais de forma mais barata, em função da quantidade, e possibilita a economia de recursos humanos de nossas instituições’, explicou o pró-reitor de Administração do IF Goiano, Claudecir Gonçales.

Para ações de internacionalização, a região Centro-Oeste acordou em buscar o aumento da interação com empresas para internacionalizar os currículos dos cursos da Rede. Além disso, foi sugerido o intercâmbio de práticas de gestão com outros países.

*Texto: André Simões, Denise Moreira, Greice Gomes, Gustavo Martins, Nicole Trevisol – Reditec e WFCP 2016.

**Fotos: Divulgação Mosaico Imagem/Reditec e WFCP 2016.

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Esta notícia foi editada na quarta-feira, 28 de setembro de 2016, às 20:17 pela Coordenação-Geral de Comunicação (Cecom).

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