Servidores participam de capacitação em atendimento à Lei Lucas

Os servidores do Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Camboriú participaram da primeira etapa da capacitação de “Suporte básico de vida e primeiros socorros”, realizada durante a semana pedagógica. A temática foi abordada em cumprimento a Lei Lucas, nº 13.722/2018, que torna obrigatória a capacitação de professores e funcionários de estabelecimentos de ensino públicos e privados de educação básica e de recreação infantil em noções básicas de primeiros socorros.

Para falar sobre o tema, o professor Marcos Heinig, do IFC – Campus Camboriú, e o subcomandante Edson Berri, do Corpo de Bombeiros de Indaial, abordaram os procedimentos iniciais em uma cena de emergência, como proceder com a chamada emergencial para com o Corpo de Bombeiros e para com o SAMU (192), como executar as manobras de desobstrução em caso de engasgamento e de como realizar as manobras de reanimação cardiopulmonar.

Sobre a Lei Lucas

A Lei Lucas, nº 13.722/18, torna obrigatória a capacitação, em noções básicas de primeiros socorros, de professores e funcionários de estabelecimentos de ensino públicos e privados de educação básica e de estabelecimentos de recreação infantil. Os cursos devem ser realizados anualmente, visando o objetivo de capacitar os professores e funcionários para identificar e agir preventivamente em situações de emergência e urgência médicas, até que o suporte médico especializado, local ou remoto, se torne possível.

A lei leva o nome de Lucas Begalli, que tinha apenas 10 anos quando faleceu em uma excursão da escola que frequentava, em Campinas/SP, no ano de 2017. Motivo: asfixia mecânica, que ocorreu pelo engasgo com um pedaço de salsicha do cachorro-quente que serviram no lanche. Como explica o professor Marcos Heinig, Lucas não recebeu os primeiros socorros de forma rápida e adequada, o que teria evitado a morte. “A Lei Lucas se tornou o motivo para Alessandra Begalli, a mãe do menino, se manter viva mesmo sem a presença da criança, lutando por uma causa, até então, inexistente na legislação brasileira”, finalizou.

Conheça a Lei Lucas aqui.

Fonte: Cecom/Camboriú
Crédito das imagens: Sirlei Albino
Crédito da imagem Lei Lucas: Divulgação
Texto com informações de Marcos Heinig

Campus Concórdia sedia 15ª edição da Tecnoeste

A décima-quinta edição do Tecnoeste – Show Tecnológico Rural do Oeste Catarinense – teve início nesta terça-feira (18), no Instituto Federal Catarinense – Campus Concórdia, e segue até quinta (20). O tema é “Gestão, Qualidade de Vida e Sucessão na Propriedade Rural” – o mesmo das edições anteriores. A expectativa é que cerca de 30 mil pessoas visitem o evento.

O Tecnoeste, organizado pelo IFC em parceria como a Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (Copérdia), conta com mais de 300 expositores, trazendo tecnologias relacionadas a áreas como agricultura, criação animal, máquinas e equipamentos, meio ambiente e reflorestamento, entre outras. A programação conta ainda com seminários, palestras e orientações técnicas. O objetivo é proporcionar aos participantes – sejam alunos do IFC, produtores rurais ou visitantes – acesso às inovações tecnológicas disponíveis e aplicáveis a sua realidade, possibilitando o desenvolvimento regional e das propriedades rurais.

“O Tecnoeste teve início há vinte anos como um dia de campo organizado em parceria pela então Escola Agrotécnica Federal de Concórdia com a Copérdia, que é uma cooperativa importante aqui no território”, explica o diretor-geral do Campus Concórdia, professor Rudinei Exterckoter. “Tanto o Instituto quanto a Copérdia cresceram muito ao longo dos anos, e a parceria foi mantida. O evento é um espaço único pra gente mostrar nossas pesquisas – especialmente dos cursos de nível superior, que tem mais produção – e também os cursos que oferecemos.”

Os detalhes sobre projetos de pesquisa apresentados pelos professores e alunos do IFC durante o evento serão mostrados em uma próxima matéria, a ser publicada ainda esta semana.

O presidente da Copérdia, Vanduir Martini, destacou a importância desta parceria com o Instituto Federal Catarinense. “O Tecnoeste é resultado da soma da vontade das nossas duas instituições de promover o desenvolvimento da área rural e auxiliar os produtores de nossa região; de nossas ideologias de trabalho neste sentido. Além disso, dentro de nossa cooperativa, a grande maioria de nossa área técnica teve formação no Instituto. Para nós, é muito importante ter essa equipe conosco construindo soluções para os trabalhadores rurais”, conta.

Institucionalização – O IFC tem um amplo estande logo na entrada da feira, onde os alunos e professores do campus demonstram suas pesquisas científicas aos visitantes e apresentam detalhes sobre os cursos oferecidos. Nesta edição do Tecnoeste, pela primeira vez, outros campi do IFC – Camboriú e Luzerna – também trouxeram pesquisas e experiência exitosas para o evento. “O Tecnoeste é o nosso maior eventos de Extensão e, possivelmente, um dos maiores do Brasil; por isso, é importante que ele seja incorporado pelo IFC como um todo”, ressalta Exterckoter. “O Instituto é grande, é forte, e nós temos que aproveitar esse momento para mostrar para o público em geral tudo o que fazemos por esse Estado afora. Acho que, este ano, já avançamos bastante, e esperamos que, na próxima edição, nós possamos ter todos os campi representados.”

Os gestores das demais unidades participantes reforçam esta ideia. “Estamos encantados com a dimensão do Tecnoeste e com a importância que ele tem para a divulgação do nome do Instituto”, afirma a diretora-geral do Campus Camboriú, professora Sirlei Albino. “Entendemos que o evento extrapola o Campus Concórdia e vai muito além, alcançando todo o Oeste Catarinense. Seria ótimo se mais campi participassem também, demonstrando o que é o Instituto para a comunidade.”

De acordo com o diretor do Campus Luzerna, professor Eduardo Butzen, apesar de ter vocação para a industrialização, a unidade tem muito a contribuir com a feira. “O Tecnoeste é essencialmente voltado para o produtor rural e a sucessão familiar em sua propriedade, e tornar a vida do pequeno produtor rural mais confortável. E isso pode ser feito por meio de acesso a equipamentos e tecnologias que permitam que menos esforço seja demandado para fazer um trabalho desgastante para o ser humano. Por conta disso, aproveitamos o espaço que nos foi cedido para exibir o nosso trabalho e colocar nossas estruturas de Pesquisa e Extensão à disposição destes pequenos produtores”, diz.

O pró-reitor de Administração do IFC, Stefano Demarco – que representou a reitora Sônia Regina Fernandes no evento – também falou sobre a importância da institucionalização do Tecnoeste. “Hoje nós temos 15 campi e respondemos de forma institucional; não somos mais segmentados. O sucesso do Campus Concórdia enquanto organizador da feira reflete no Instituto como um todo. Temos que trabalhar em rede e, assim sendo, todas as nossas unidades poderiam trazer seus cases de sucesso para cá para ajudar a consolidar a marca IFC na região da grande fronteira do Mercosul e em Santa Catarina. É preciso que nos posicionemos enquanto Instituição de Educação pública e gratuita perante o estado; ainda há cidadãos que não conhecem os serviços que prestamos à comunidade – e eles precisam ser divulgados”, afirma.

Solenidade – A cerimônia oficial de abertura do Tecnoeste foi realizada às 10h, na praça de alimentação do evento. A solenidade contou com a presença da vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr, do secretário estadual da Agricultura, Ricardo de Gouvêa, e de deputados estaduais, prefeitos e vereadores da região e seus representantes.

Além do pró-reitor Demarco e dos diretores-gerais dos campi Concórdia, Luzerna e Camboriú, representaram o IFC no evento a pró-reitora de Desenvolvimento Institucional, Jamile Fagundes da Silva e a diretora de Desenvolvimento Institucional, Bárbarah Sorgetz.

Participaram também lideranças das cooperativas rurais da região, como o vice-presidente da Cooperativa Central Aurora, Neivor Canton, e o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (FECOAGRO), Claudio Post, entre outras autoridades.

Texto e Imagens: Cecom/Reitoria/Thomás Müller

Campus Videira celebra 10 anos de conquistas

O Instituto Federal Catarinense (IFC), Campus Videira, está em festa pelos seus 10 anos de atuação no meio-este catarinense. A data oficial do aniversário é 1º de fevereiro, porém em função do calendário escolar as festividades ocorreram nos dias 07/02 e 10/02. O evento foi dividido em três momentos: na sexta-feira (07) destinada a servidores, imprensa e autoridades locais e regionais. Na segunda-feira, pela manhã e à noite, o evento foi voltado aos estudantes e egressos.

Reconhecida por ser uma das maiores incentivadoras da instalação do IFC em Videira a professora e ex-vereadora Rosa Bogoni emocionou-se ao relembrar o período de articulações para que o IFC fosse construído na cidade. “O Instituto Federal é resultado de uma política pública. Eu fico emocionada vendo os depoimentos sobre como esta instituição mudou a vida das pessoas. Foi muito trabalho, foram muitas batalhas, mas hoje eu vejo que valeu a pena”, relata Rosa Bogoni, que foi aplaudida em pé por servidores e autoridades presentes.

O Prefeito Dorival Carlos Borga destacou o orgulho que sente por ter o IFC instalado em Videira. “Tenho muito orgulho pelo IFC fazer parte desta cidade. O Instituto tornou-se uma referência não apenas pela qualidade do serviço prestado, mas hoje o IFC é referência geográfica na cidade. Enquanto prefeitura queremos continuar e fortalecer cada vez mais nossa parceria com o IFC”.

No comando do IFC por quase sete anos a ex-diretora Rosangela Aguiar Adam destacou a importância do trabalho dos servidores que se dedicam dia-a-dia para a concretização do trabalho. Da mesma maneira, o recém empossado diretor geral, Jaquiel Salvi Fernandes, agradeceu o trabalho de todos e ressaltou que o IFC foi crucial para que muitos egressos estejam estudando em boas universidades e com boas colocações no mercado.

Para falar em nome dos primeiros servidores que entraram em exercício em janeiro de 2010 foram convidados o professor Gilson Ribeito Natchigall e a técnica Samanta Vanin Felchilcher. Eles relembraram como era trabalhar sem a estrutura que se tem hoje. Segundo eles, não havia infraestrutura, todos trabalhavam na mesma sala e juntos tiveram o desafio de concretizar o sonho de ter uma instituição como o IFC.

Presente no evento a egressa Laiz Perazzoli, que cursou o Ensino Médio Integrado em Agropecuária de 2013 a 2015, comentou sobre o tempo em que esteve no IFC e sobre como o Educação transformou sua vida. “Hoje posso estudar em uma das melhores universidades públicas da minha área e isso se deve ao Ensino de qualidade que tive no IFC”, declara Laiz, que atualmente cursa Medicina Veterinária na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Campus Lages.

Os três momentos comomorativos contaram com apresntações culturais feitas por alunos do Campus. A aluna Joana Barcaro Weiss emocionou a todos ao tocar e cantar a música “Coração na Paz”, de sua autoria. A equipe “líderes de torcida”, integrada por alunas do Ensino Médio Integrado, apresentou uma animada perfomance de dança.
As alunas Deborah Streme e Emanueli Fiorelli apresentaram a música “Diz, de Ana Nóbrega. O pai de Emanueli, Nelson dos Santos, também participou fazendo acompanhamento com violão. O professor Davi Cezar da Silva e o estudante Thales Gabriel Felipe se encarregaram da animação musical na confraternização realizada na copa.

A solenidade teve também a exibição de um vídeo comemorativo com depoimentos de ex-diretores, egressos e alunos do IFC. Eles relataram sua experiência e as lembranças que guardam da instituição.

Também marcaram presença no evento o Secretário de Educação, Luiz Felipe Zanella, a representante da Gerencia Regional de Educação, Roberta Martinez, o diretor do Campus Luzerna, Eduardo Butzen, o diretor do Campus Fraiburgo, Tiago Lopes Gonçalves, integrantes da Prefeitura, da Câmara de Vereadores, da Epagri, e de representantes de deputados estaduais e federais.

Histórico

O IFC Videira foi criado a partir lei 11.892, que norteou a expansão da Educação Profissional, pública e gratuita em todo território nacional. Ao longo destes 10 anos o IFC tornou-se uma Instituição reconhecida pela qualidade dos serviços prestados, ofertando cursos básicos de qualificação, ensino médio integrado, cursos técnicos pós-médios e pós-graduação.

Em uma década de atuação cerca de cinco mil alunos já passaram pelo Campus em um dos 10 cursos oferecidos em todas as modalidades de ensino público e totalmente gratuito. Caracterizada como uma escola de excelência os egressos do IFC são exemplo de profissionalismo, conquistando boas colocações profissionais e atuando de forma ética e comprometida.

O êxito conquistado pela instituição foi atingido por contar com um quadro de servidores altamente qualificados para as funções que exercem. Atualmente o IFC Videira dispõe de 71 professores, em sua maioria, docentes com título de mestre ou doutor. Conta também com um quadro de 58 servidores técnicos administrativos, que são profissionais das mais diversas áreas para oferecer suporte às atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão.

Além do quadro de servidores efetivos o Campus conta com o apoio essencial de 24 funcionários terceirizados, que atuam diariamente em serviços de manutenção, copeiragem, segurança, jardinagem e reprografia. Somando esforços de todos esses profissionais é possível oferecer educação pública de qualidade a cerca de 1.400 estudantes por ano, incluindo também a comunidade externa que frequenta atividades de Extensão e cursos de curta duração.

Aos poucos o IFC Videira foi ampliando seus espaços. Em 2011 o Campus iniciou as obras de pavimentação, do bloco pedagógico, da guarita e do prédio anexo ao ginásio poliesportivo. Em 2013 o Campus seguiu com a expansão dando início a obra de ampliação do bloco salas de aulas. Em 2014 ocorreu a construção do galpão de máquinas para a guarda de equipamentos e maquinários pesados e em 2015 teve início a construção do refeitório. Em 2018 com o apoio da Associação de Pais e Professores (APP) o IFC construiu uma quadra de areia para fortalecer a prática esportiva. Com intuito de fazer melhorias permanentes em janeiro de 2020 o Campus iniciou a obra para perfuração de um poço artesiano.

Com uma excelente infraestrutura o IFC Videira conta com 19 laboratórios que atendem as áreas de Agropecuária, Informática, Segurança do Trabalho, Elétrica, Química, Biologia, Pedagogia e Desenho Técnico. Conta também com uma estufa onde são produzidas as mudas de flores e hortaliças, além de uma lavoura para treinar técnicas de plantio.

As práticas esportivas e culturais também foram desenvolvidas e ampliadas ao longo dos 10 anos. Por meio de atividades de Extensão os estudantes podem participar de competições esportivas locais e nacionais. Há também um forte incentivo para a participação nas olimpíadas do conhecimento, como Olimpíada de Agropecuária, História, Matemática, de Informática e de Foguetes, eventos em que os estudantes trouxeram medalhas e troféus, representando o IFC, levando adiante o nome do município de Videira para todo o país e orgulhando a todos com suas conquistas.

Em paralelo a todas as atividades desenvolvidas o IFC sempre buscou acolher os estudantes, dando especial atenção àqueles com dificuldades socioeconômicas. Neste sentido o Campus desenvolve uma importante política de Assistência Estudantil com apoio de Assistente Social, Psicóloga, Pedagogos e demais profissionais da Educação que oferecem o suporte necessário.

Em 10 anos o Campus já concedeu mais de 1.800 bolsas de assistência estudantil, como auxílio alimentação, auxílio moradia e transporte. Em uma década cerca de R$ 3 milhões de reais foram investidos em políticas públicas de assistência ao estudante. Com isso, o IFC busca atingir sua missão, que é atuar de modo comprometido com a formação cidadã, a inclusão social, a inovação e o desenvolvimento regional.

IFC Videira – números da década
* Cerca de 5.000 alunos matriculados
* Concedidas 1.863 bolsas de assistência estudantil com investimento de aproximadamente R$ 3 milhões de reais nesta área.
* Desenvolvidos 300 projetos de Pesquisa ou Extensão
* Área construída: 26 mil metros quadrados
* 19 laboratórios de áreas diversas
* Servidores efetivos: 129 (71 docentes e 58 técnicos administrativos)
*Funcionários terceirizados: 24

Atualmente são ofertados 10 cursos em três modalidades diferentes, são eles:
*Cursos técnicos integrados ao Ensino Médio em Informática, Agropecuária e Eletroeletrônica;
*Cursos subsequentes, também chamados de pós-médio. São ofertados quatro cursos: Técnicos em Agropecuária, Eletrônica, Eletrotécnica e Segurança do Trabalho;
*Cursos superiores: Licenciatura em Pedagogia, Bacharelado em Ciência da Computação, Engenharia Elétrica e Agronomia (novo curso)
*Pós-graduação: Educação
*Novo curso – Em breve o Instituto Federal também vai ofertar qualificação profissional para Jovens e Adultos. No Proeja o aluno cursa o Ensino Médio e faz uma qualificação profissional de Assistente Administrativo. O Proeja é destinado para pessoas que já concluíram o Ensino Fundamental e tenham 18 anos ou mais. O Proeja deve abrir inscrições em março e iniciar as aulas em abril de 2020.

Texto e fotos: Cecom/Videra/Juliana B. Motta Peretti

Edição 12 da Revista de Extensão está disponível para leitura

Lançada em janeiro, em versão online, a edição 12 da Revista Extensão Tecnológica do IFC traz artigos e relatos de experiência desenvolvidos em seis áreas temáticas: Educação, Saúde, Tecnologia e Produção, Comunicação, Cultura, Trabalho. Os arquivos estão disponíveis para leitura na página de publicações do Instituto. 

Extensão  Tecnológica: Revista de Extensão do IFC é  uma publicação da pró-reitoria de Extensão e tem como objetivo servir de espaço para a publicação de relatos de experiências e reflexões teóricas acerca da  Extensão realizada no âmbito da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, principalmente nos campi do IFC.

Acesse aqui a revista completa e saiba também como publicar nas próximas edições. 

Confira a relação de trabalhos apresentados nesta edição:

O conteúdo luta no currículo da educação física escolar: possibilidades através do projeto Judô Escolar

A formação do professor de Matemática: reflexões compartilhadas e contribuições para repensar a prática da educação básica

Histórico do projeto Re_inventar: desenvolvendo habilidades em Engenharia

Robôs como ferramenta extensionista: a experiência do projeto de Robótica Pedagógica com a tecnologia de robôs Lego Mindstorms® do IFC Campus Luzerna

Estado da arte sobre o YouTube na educação

O estágio curricular como fenômeno extensionista: eficiência numa indústria de autopeças em Santa Catarina através da redução do tempo de setup numa máquina fresadora marca Lorenz®

A coordenadoria pedagógica como articuladora da relação escola-família no curso técnico em Química na modalidade integrado ao Ensino Médio no IFSC Câmpus Jaraguá do Sul

Vivências do programa de educação pelo trabalho para a saúde – Pet-Saúde Graduasus: uma experiência de capacitação com agentes comunitários de saúde como protagonistas

Formação de um centro de esporte, cultura e lazer como forma de integração entre o IFC Campus Videira e a comunidade videirense

Texto: Cecom/Reitoria/Rosiane Magalhães
Arte: IFC Videira/Maria José de Castro Bomfim

Novos gestores do IFC tomaram posse

Na última quarta-feira, 12 de fevereiro, realizou-se a cerimônia de recondução ao cargo de reitora e posse dos diretores gerais de 12 campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense (IFC), no auditório da Escola Técnica do SUS de Blumenau – ETSUS Blumenau “Dr. Luiz Eduardo Caminha”, em Blumenau.

Estiveram presentes Sônia Regina de Souza Fernandes, reitora do IFC; Leandro Rodrigues da Silva, representante do prefeito municipal de Blumenau, Mário Hildebrandt; Osvaldo da Silva Sobrinho, coordenador da Coordenadoria Regional de Educação – Blumenau, representando o secretário de Estado da Educação de Santa Catarina, Natalino Uggioni; Isabel Cunha, coordenadora da ETSUS Blumenau, representante da diretora da ETSUS, Claudia Vilela Lange; além de servidores e estudantes do IFC, autoridades e representantes da comunidade externa.

Na abertura da cerimônia, Leandro Rodrigues ressaltou a importância da educação pública. “Nesta caminhada da administração municipal, conhecemos o trabalho da professora Sônia, que é muito firme na defesa dos interesses do Instituto Federal. Blumenau é uma cidade que conquistou há pouco tempo um campus da Universidade Federal. Temos uma luta histórica pela federalização da Furb e orgulha-nos muito ter o IFC e sediarmos a sua Reitoria. Eu também tenho origem na escola pública, portanto, entendo que, ao tomarem posse, os gestores reafirmam um compromisso muito grande, seja com a educação pública, que é o alicerce da grandeza do País, mas também com a defesa da democracia. Temos que nos manter – com base em princípios, metas e ações – firmes no propósito para entregamos, especialmente no trabalho do IFC, a possibilidade aos jovens de transitar de patamar social, para que possam construir uma sociedade melhor”, destacou ao relembrar que é egresso da universidade pública e também do IFC Campus Camboriú, onde fez curso técnico em 2002.

Posses

No primeiro ato de posse, Sônia Fernandes foi reconduzida ao cargo de reitora da Instituição para o quadriênio 2020-2024, sendo este um ato simbólico, pois a cerimônia oficial realizou-se em 28 de janeiro, na sede do Ministério da Educação (MEC), em Brasília.

Na sequência, os ex-diretores de campus receberam a homenagem pela contribuição durante a gestão. Na ocasião, Rosângela Aguiar Adam, ex-diretora geral do Campus Videira, discursou em nome da equipe. “Muito nos honra ter participado do IFC, que cresceu muito nestes quatro anos. Tal crescimento perpassou pelo trabalho e dedicação de todos. Se somos grandes, é porque trabalhamos juntos, acreditamos e oferecemos cada vez mais à comunidade uma educação pública, gratuita e de muita qualidade. O IFC foi crescendo e junto crescemos também nós, como pessoas. Unidos ajudamos no desenvolvimento de nossas regiões, formamos muitos estudantes, contribuímos na qualificação das pessoas, possibilitando uma qualidade de vida melhor, a partir da profissionalização, e mudamos a vida das pessoas, demos oportunidades a quem não teria nenhuma se não fosse o IFC”, destacou a professora.

Logo após, a reitora deu posse aos novos diretores-gerais dos campi: Cleder Alexandre Somensi (Araquari); Aldelir Fernando Luiz (Blumenau); Eder Aparecido de Carvalho (Brusque); Sirlei de Fátima Albino (Camboriú); Rudinei Kock Exterckoter (Concórdia); Tiago Lopes Gonçalves (Fraiburgo); Douglas Hörner (Ibirama); Eduardo Butzen (Luzerna); André Kuhn Raupp (Rio do Sul); Jorge Luís de Souza Mota (Santa Rosa do Sul); Adalto Aires Parada (São Francisco do Sul); e Jaquiel Salvi Fernandes (Videira).

Esta nova gestão de diretores-gerais é composta por professores. Nos agradecimentos, todos reafirmaram o compromisso de trabalhar pelo avanço do IFC baseado na missão institucional.

Entre os empossados, Eduardo Butzen, único reconduzido ao cargo, destacou a importância de se trabalhar e pensar institucionalmente no âmbito do Colégio de Dirigentes (Codir). “Estar à frente da direção-geral novamente é uma enorme responsabilidade. O sentimento de ainda poder contribuir para o fortalecimento do campus e do IFC, de não ter concluído uma etapa, me fez aceitar esse desafio. Mas não podemos pensar apenas no nosso campus, é preciso pensar na instituição, nas tomadas de decisões no Codir, para a consolidação de todo IFC”, declarou o diretor-geral do Campus Luzerna.

Diretora-geral do Campus Camboriú, Sirlei de Fátima Albino é a primeira mulher eleita para o cargo no campus em 66 anos de história e também a única nesta gestão de diretores. “Gestão não se faz sozinha, se faz em equipe. Por isso agradeço a cada um da equipe que aceitou esse desafio comigo. Daremos continuidade ao bom trabalho pelo IFC. O fato de ser a única diretora-geral não é motivo de orgulho, outras servidoras também deveriam pensar em ocupar os cargos de direção”, enfatizou.

No encerramento da cerimônia, Sônia Fernandes agradeceu aos membros da gestão anterior dos campi e da Reitoria, destacando algumas características que foram fundamentais para o reconhecimento do trabalho realizado. “Ser reconduzida pelos três segmentos – professores, técnicos e estudantes – é uma responsabilidade ainda maior. No contexto em que a defesa do outro, dos direitos, da educação como bem público, a defesa dos diferentes e dos desiguais, faz-nos pensar em muitas coisas e agradecer a esse conjunto de questões que permeiam nossas vidas. Agradecer significa assumir compromissos com aqueles que acreditam no compromisso e no respeito a esses processos”, ressaltou.

Ao retomar o histórico da Rede Federal, a reitora pontuou aos novos diretores que não se pode esquecer a origem do IFC. “Na condição de gestores, em que estamos agora, nós não podemos esquecer que a educação é um bem público para todos. Devemos continuar nesta defesa de que a educação continue sendo um bem público, gratuito, direito de todos e dever do Estado. Quando assumimos um cargo, estamos nos comprometendo com a Constituição, com a Lei de Diretrizes Básicas, com a Lei que nos cria e toda nossa questão institucional. Nosso desafio é trabalhar para a consolidação da Rede Federal, pela oferta de educação, pela permanência e pelo êxito de nossos estudantes, pelas condições de trabalho dos servidores e pelo desenvolvimento de Santa Catarina. Precisamos nos colocar no lugar do outro e zelar pelo bem público”, reforçou a reitora ao fazer um relato sobre a atual situação dos Institutos Federais.

Consuper

O período da tarde foi reservado para a posse dos membros titulares e suplentes do Conselho Superior do IFC (Consuper) para o biênio 2020-2021. A mesa de cerimônia foi composta pela reitora Sônia Fernandes e pela secretária do Consuper, Tábata Dias.

Após a execução do Hino Nacional e da abertura oficial da cerimônia por parte da reitora, os novos membros do Conselho dirigiram-se à mesa para assinar os termos de posse e posar para a foto oficial.

O evento teve sequência com a leitura da ata de posse pela secretária do Consuper. Em seguida, representantes dos diversos segmentos representativos do Consuper fizeram discursos de agradecimento.

Finalizando o evento, a professora Sônia fez uma breve fala, na qual destacou a importância do Conselho enquanto órgão máximo do IFC e ressaltou que cada conselheiro deve atuar amplamente como representante de seus segmentos, e não de suas unidades.

Depois do encerramento da cerimônia, a reitora do IFC conduziu uma apresentação sobre o panorama atual do Instituto, para conhecimento e orientação dos novos conselheiros.

O Consuper é o órgão colegiado máximo do Instituto – constando, no organograma do Instituto, acima do dirigente máximo. De caráter deliberativo e consultivo, é composto pela reitora e por representantes dos estudantes, professores e servidores técnico-administrativos da Instituição – bem como de egressos, do Ministério da Educação, dos diretores-gerais dos campi e da sociedade civil. A partir deste mandato, o Conselho conta ainda com representantes das entidades de classe dos trabalhadores do Instituto.

Cabe ao Consuper, entre outras atribuições, discutir e aprovar diretrizes político-educacionais do IFC; aprovar o Plano de Desenvolvimento Institucional e o Plano Político Institucional do Instituto – assim como os regulamentos internos e as propostas orçamentárias dos campi e da instituição com um todo; e deliberar sobre a criação ou extinção de cursos e unidades.

Acesse aqui a galeria de fotos da cerimônia.

Texto: Cecom/Reitoria/Rosiane Magalhães e Thomás Müller
Foto: Cecom/Reitoria

Em entrevista, reitora do IFC fala sobre desafios do novo período de gestão

Ao ser reconduzida ao cargo de reitora do Instituto Federal Catarinense (IFC), Sônia Regina Fernandes, fez um balanço de sua gestão anterior e também pontuou os desafios a serem enfrentados neste novo período. Confira abaixo a entrevista completa.

1) Qual foi o motivo que a levou a concorrer novamente ao cargo de reitora do IFC?

As razões passam pela necessidade, identificada por mim e outros membros da gestão e da comunidade acadêmica, de se consolidar o planejamento institucional e alguns processos, estratégias e ações implantados pela gestão nos últimos quatro anos bem como garantir a continuidade de uma concepção de Educação como bem público, laica, gratuita e de qualidade socialmente referenciada. As pessoas que me apoiaram na busca por uma possível recondução entenderam, como eu, que seria necessário um pouco mais de tempo para atingir esses objetivos.


2) Quais foram os principais êxitos da sua primeira gestão? E quais serão os principais desafios para o novo período?

Podemos destacar o avanço nos processos de institucionalização em todas as pró-reitorias. Na Proad, por exemplo, temos as compras institucionais e o trato do orçamento com uma visão institucional. No âmbito da Proen, Propi e Proex, os trabalhos articulando Ensino, Pesquisa e Extensão, a reformulação de cursos e a própria constituição das diretrizes de ensino médio integrado, feita por um trabalho bastante democrático e participativo, com representação dos segmentos e o devido tempo para pensar essas dimensões.

Tivemos ainda o avanço nos índices de matrícula e aprovação, bem como diminuição nos números de retenção. Houve melhorias na visibilidade institucional; assumimos representações importantes no âmbito externo – principalmente no Conif, representando a Rede em espaços como o Conselho Nacional de Educação e a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres).

Outra grande conquista nestes quatro anos – e que precisa ser consolidada – foi o fortalecimento da ideia de pertencimento a uma única instituição, de que somos todos IFC. Em função da própria origem do Instituto, por um tempo, ainda se achava que cada campus era uma entidade separada; com o tempo, conseguimos desenvolver uma identidade institucional.

Daqui em diante, nosso principal desafio, com certeza, passa pela permanência e êxito dos nossos estudantes. Garantir que os alunos que chegam ao IFC se apropriem do conhecimento historicamente produzido no campo profissional que escolheram, concluam essa trajetória formativa num tempo razoável e consigam se inserir com sucesso no mundo do trabalho ou na continuidade de suas carreiras acadêmicas.

Temos também o desafio orçamentário: a manutenção da viabilidade da Instituição diante dos cortes, da Emenda Constitucional 95 e das reformas conduzidas no cenário nacional.

3) Um dos pontos focais de sua primeira gestão foi a ênfase em planejamento estratégico. Quais você acha que foram os principais resultados obtidos, e quais são os itens mais importantes incluídos no planejamento para o próximo período?

Na verdade, a ênfase foi no planejamento institucional; o planejamento estratégico é parte desse esforço. É uma maneira, na minha concepção, de profissionalizar os nossos processos; de os gestores entenderem que não se faz gestão sem planejamento, princípios e objetivos; sem metas a atingir. Assim sendo, o planejamento se constitui em uma ferramenta de gestão fundamental – e que, por sua própria definição, tem que ser acompanhado e avaliado porque, a partir daí, conseguimos compreender o que atingimos ou não e que precisa ser melhorado ou modificado.

Os resultados do planejamento estratégico do primeiro quadriênio se colocam em várias questões, como o êxito orçamentário, a formação continuada dos nossos quadros de servidores, melhorias no índices de matrículas e no desempenho de nossos estudantes em avaliações externas como o Enade e o Pisa, entre outras enfim, no conjunto das nossas missão e visão institucionais. Me parece que a conseguimos avançar bastante nesse sentido – principalmente no que se refere a estabelecer o IFC com uma referência nacional. E acredito que o trabalho coletivo e o compromisso que o Codir anterior tinha em relação a isso foi essencial para que obtivéssemos êxito nessas dimensões.

Como eu mencionei anteriormente, todo planejamento precisa de acompanhamento, monitoramento e avaliação; sua retroalimentação. Portanto, ele tem validade, e os itens que porventura precisem ser atualizados serão tratados nos respectivos espaços colegiados – Codir, Consuper, Consepe – e incluídos se for necessário.

Na minha compreensão, o maior desafio do Planejamento Institucional se refere à nova equipe gestora, já que tivemos uma renovação de praticamente 100% de nossos diretores-gerais de campus e também de parte significativa das pró-reitorias e suas respectivas equipes. É imprescindível fazer com que esses novos atores se apropriem do planejamento, de sua relação com as políticas nacionais e possíveis ações internacionais, pra que a gente possa dar conta dessa tarefa.

4) O IFC obteve, durante o último quadriênio, diversas conquistas obtidas a partir de recursos extraorçamentários. Quais seriam as principais destas conquistas? E essa busca por recursos extraorçamentários continua nesta nova fase?

Tivemos, no último quadriênio, redução do orçamento previsto pela Lei Orçamentária Anual. Então, fomos buscar recursos fora do orçamento, o que permitiu que conseguíssemos terminar obras em andamento da gestão anterior – ou, em alguns casos, paradas. Conseguimos dar conta de novos laboratórios, equipamentos e maquinário.

Conseguimos, no total, um montante em torno de R$18 milhões, tanto junto à Setec, por meio de Termos de Execução Descentralizada (TED) quanto por emendas parlamentares. Fizemos um movimento já em 2019, junto à bancada catarinense na Câmara Federal, para conseguir emendas individuais e de bancada. A empreitada rendeu resultados satisfatórios; teremos uma emenda de bancada para rubrica de custeio – o que vai nos ajudar a viabilizar reformas e melhorias estruturais em alguns espaços e também a aquisição de materiais revitalizar outras estruturas. Houve ainda a busca incessante de nossos professores – principalmente os doutores – para viabilizar processos por meio de editais da Capes, do CNPq e outras agências e fomento.

A continuidade da busca por recursos extraorçamentários se faz cada vez mais necessária, uma vez que não se tem certeza, no âmbito da Setec, sobre o montante que cada Instituto terá – principalmente para fazer investimentosou sobre quais os critérios da secretaria e do MEC nesse sentido. Então, os esforços continuam; já estamos novamente nos articulando para buscar recursos junto à bancada catarinense, à Setec e outras instâncias, para atender da melhor forma possível os investimentos previstos em nosso planejamento institucional.

5) Sua atuação como reitora foi incisiva na defesa da Educação Pública. Nesse sentido, quais são os desafios a serem enfrentados nessa nova gestão?

A defesa da Educação Pública é um princípio constitucional – e também político e pedagógico, na minha compreensão – do qual não se é possível abrir mão. Continuaremos defendendo a Educação pública, gratuita e laica como dever do estado e direito de todos, por meio do acesso, da permanência e do êxito de nossos estudantes, da qualificação dos nossos servidores e da bsuca incessante de recursos nos espaçoes que transcendem nossa instituição, dando visibilidade ao IFC e à rede, Assim, mostramos o quanto a Educação blica interiorizada (como é o caso dos Institutos, que ocupa espaços onde não havia a presença da Educação Federal, seja no ensino médio integrado, seja no ensino superior e pós-graduação) faz diferença e ajuda no desenvolvimento do país, ampliando o acesso ao ensino de qualidade para a população eu ficava à margem dese direito. Essa bandeira continua, e eu tento, sempre que possível, que essa é a função da Educação Pública. Os brasileiros e brasileiras pagam muitos impostos e a população menos privilegiada, responsável por parte importante dessa contribuição, acaba não tendo acesso a esses direitos. Na condição de gestora pública, eu devo zelar por esse direito e buscar a melhor forma de fazê-lo. Então, a defesa da educação pública será inconteste, bem como o trabalho pela ampliação destas possibilidades.

E, para finalizar, gostaria de ressaltar o quanto agradeço à comunidade do IFC por ter sido reconduzida com o voto da maioria dos três segmentos – estudantes, técnicos e professores. É uma alegria, um reconhecimento do trabalho desenvolvido. Ao mesmo tempo, aumenta responsabilidade, enquanto gestora, de se desenvolver um trabalho responsável e comprometido com a educação pública.

Entrevista: Cecom/Reitoria/Thomás Müller
Foto: Luís Fortes/MEC

Publicados os anais dos trabalhos apresentados na Micti 2018

Estão disponíveis para consulta todos os trabalhos apresentados por estudantes e servidores do Instituto Federal Catarinense (IFC) durante a Mostra Nacional de Iniciação Científica Tecnológica Interdisciplinar realizada no Campus São Bento do Sul, em novembro de 2018.

Publicação “Anais da Micti 2018” é composta por 250 trabalhos de ensino, pesquisa, extensão e cultura em diferentes áreas de conhecimento e áreas temáticas. São elas: Cultura; Extensão (Comunicação, Direitos Humanos e Justiça, Educação, Meio Ambiente, Multidisciplinar, Saúde, Trabalho, Tecnologia e Produção) e Pesquisa (Ciências Agrárias, Ciências Exatas e da Terra, Ciências da Saúde, Multidisciplinar, Linguística, Engenharias, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas, Ciências Biológicas). Todos os trabalhos estão disponíveis para consulta na página de publicações do IFC.

Relembre como foi a apresentação de alguns dos trabalhos apresentados na Micti 2018: 

Apresentações dos trabalhos dos estudantes na Micti foram feitas em banner e comunicação oral

Texto: Cecom/Reitoria/Rosiane Magalhães
Foto: Cecom/Reitoria

IFC disponibiliza módulo Egressos no SIGAA

A partir deste ano, o IFC passa a contar com módulo específico no Sistema integrado de gestão de atividades acadêmicas (SIGAA) para gestão e acompanhamento dos egressos. Implantado por meio de uma parceria com Instituto Federal do Pará (IFPA), o módulo foi instituído a pedido da Pró-reitoria de Extensão do IFC.

De acordo com o pró-reitor de Extensão do IFC, Fernando Garbuio, essa será uma ferramenta importante para a organização das atividades ligadas aos egressos. “Dentre outras funcionalidades, o sistema permite, em tempo real, acompanhar os formados/egressos nos diferentes cursos e campi do IFC. Possibilita também aplicar pesquisas sobre os egressos, convidá-los para atividades na instituição e ainda divulgar oportunidades de emprego e cursos”, apresenta Garbuio.

“Ao final do curso, os formandos devem atualizar seus dados cadastrais junto ao SIGAA, pois é a partir deste cadastro que eles continuarão conectados com o IFC. A manutenção deste vínculo é importante para a instituição e também para o egresso que terá oportunidades de continuar acompanhando as atividades do IFC e receber informações relevantes para sua área de formação”, explica o diretor de Extensão, Éliton Pires

Este módulo possui uma área pública para consulta de informações gerais. Clique aqui para conhecer.

Texto: Cecom/Reitoria/Rosiane Magalhães

3ª Agrotec reuniu cerca de 700 participantes no IFC Santa Rosa do Sul

Instituto Federal Catarinense (IFC) Campus Santa Rosa do Sul promoveu a 3ª Exposição Tecnológica da Agricultura Familiar (Agrotec), no dia 23 de novembro, com a presença de aproximadamente 700 pessoas, que tiveram a oportunidade de conhecer melhor os trabalhos desenvolvidos no IFC, bem como os produtos das 20 organizações e empresas que apresentaram suas novas tecnologias, máquinas e produtos voltados ao desenvolvimento da agricultura familiar. As apresentações dos projetos deram-se em 33 pontos de visitação, distribuídos em todo o campus na forma de estandes, e em 17 minicursos ministrados pelos acadêmicos, egressos, servidores e empresas parceiras.

Segundo os organizadores, um ponto importante do evento é a exposição dos estudantes para a comunidade sobre os trabalhos e projetos de ensino, extensão, pesquisa e inovação desenvolvidos durante todo o ano, sob orientação dos servidores e em parceria com as organizações e empresas.

“A Agrotec diferencia-se dos outros eventos institucionais por estar inteiramente voltada para o desenvolvimento da agricultura familiar, visando abrir as portas do IFC para toda a comunidade. É um dia de visitação, de aprendizado, de troca de experiências, partilha de conhecimento e fortalecimento das parcerias com associações, cooperativas, produtores, organizações e empresas que recebem nossos estudantes para realização de estágio, que podem vir a ser seus próximos colaboradores. Momento importante também para os próprios produtores que visam melhores resultados com a aplicação das tecnologias apresentadas no IFC”, destaca Mauricio Duarte Anastácio, coordenador-geral de Extensão no Campus Santa Rosa do Sul.

Participantes tiveram a oportunidade de conhecer a produção de Kokedamas (técnica japonesa de jardinagem com plantas e musgos), cultivo de shiitake em toras de eucalipto, cultura da pitaya, produção e perspectivas e produção de embutidos, projeto de coleta, produção e doação de mudas de frutíferas, realizado com apoio do Sicoob Credija, que visa diversificar o cultivo de frutas e, ao mesmo tempo, recuperar nascentes e áreas de preservação permanentes. Também a Feira da Agrobiodiversidade, realizada por produtores que puderam expor seus produtos como os doces, geleias, queijos, cogumelos, pães, artesanato, dentre outros itens que valorizam o produtor rural e a geração de renda em toda a cadeia socioeconômica da região.

Organizadores do evento buscaram junto ao mercado oportunidades tecnológicas que promovam geração de renda nas pequenas propriedades rurais características do sul catarinense, agregando em qualidade para a vida do campo, além de tornar a instituição uma referência nas atividades que desenvolve, sendo uma vitrine aos participantes e expositores do evento, para adquirir novos conhecimentos e melhorar a produção.

“O evento chegou a esta edição mais fortalecido. Agradecemos aos que se fizeram presentes e colaboraram para a realização da 3ª Agrotec, tendo o IFC Campus Santa Rosa do Sul como instituição mediadora e executante de propostas que oportunizam o desenvolvimento e fomento da Agricultura Familiar”, finaliza Anastácio.

Texto: Cecom/Reitoria/Rosiane Magalhães
com informações da Extensão
Fotos: Divulgação/organizadores

Estudantes conquistam ouro, prata e bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática

Uma medalha de ouro, uma de prata, duas de bronze e 13 menções honrosas na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep 2019). Esse é o resultado da dedicação dos estudantes, somada à educação de qualidade ofertada no Instituto Federal Catarinense (IFC) Campus Blumenau.

Em um universo de 18 milhões de alunos que passaram para a segunda fase da Obmep, o campus classificou 31 estudantes. A segunda fase consistia em uma prova discursiva, composta de seis questões valendo até 20 pontos cada. A edição deste ano registrou um recorde de escolas participantes, foram 54.831, entre instituições públicas e privadas (desde 2017, a prova foi aberta para escolas particulares).

Além da Obmep, o campus classificou ainda 13 estudantes para a Olimpíada Regional de Matemática (ORM), que trouxe resultados também: duas menções honrosas. Os alunos que participam de ambas as Olimpíadas são dos cursos de ensino médio técnico integrado em Informática e Eletromecânica.

A aluna Tatiana Pasold, que levou o ouro, conta que sempre teve afinidade com Matemática, mas passou a gostar mesmo depois que participou da primeira olimpíada, em 2015. “Achei as questões interessantes, aplicáveis ao dia a dia, isso me aguçou a curiosidade”. Sobre a preparação, ela diz que treina muito a partir de provas anteriores, além de contar com um adicional: “o incentivo dos professores é essencial”.

Para o professor de Matemática Jeovani Schmitt, as possibilidades vão além do reconhecimento e da premiação com medalhas. “Os alunos premiados tornam-se referências positivas nas escolas, são preparados para participar de competições internacionais e podem receber bolsas para Programas de Iniciação Científica. A experiência é enriquecedora para a vida, para o currículo, e pode apontar direcionamentos para uma profissão do aluno”, observa ele.

Texto: Cecom/Blumenau| Gisele Silveira
Foto: Divulgação Obmep