Campus Blumenau traz alunos da escola Lauro Müller para oficinas de robótica

Ao longo deste ano, alguns alunos da Escola de Educação Básica Municipal Lauro Müller ampliaram seus conhecimentos de robótica em três oficinas ministradas no Instituto Federal Catarinense (IFC) Campus Blumenau. A responsável pelos encontros foi a estudante do curso de Informática integrado ao ensino médio Giulia Denise Kujat Vieira.

As oficinas são de introdução à robótica, com utilização de Arduino – uma placa eletrônica, com design open-source, o que permite copiar, modificar e criar novos componentes baseados nele. “A Lauro Muller já desenvolve um projeto de robótica com alguns alunos, mas lá eles trabalham com Lego Mindstorms – uma linha específica para a área de Educação Tecnológica, baseado no aprendizado lúdico. Aqui no IFC, o grupo teve a oportunidade de aprender sobre bases do Arduino UNO, um pouco da programação e alguns módulos”, explica Giulia.

O aluno Mike Anderson Nolerwood, de 14 anos, que participa do projeto de robótica da escola Lauro Müller desde 2017, conta que muitos conceitos ele só ficou conhecendo ao participar das oficinas no Campus Blumenau. “Ter ideia de como funciona a programação da placa Arduino foi inovador para mim, até consegui acender um Led e fazer piscar com minha programação”, comemorou. Ele lembrou ainda a participação em uma oficina de formatação de computadores, que fez parte da Mostra de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cidadania (Mepec). “Foi uma experiência muita boa, pois a partir desse aprendizado pude conhecer mais sobre formatação e, hoje, consigo até formatar meu computador”, relatou.

As oficinas integram um projeto extensão do campus, intitulado “Introdução à robótica utilizando Arduíno em uma Réplica do BB-8”, ainda em desenvolvimento pela Giulia e pelo aluno Vitor Hugo Fauste, sob orientação dos professores Hylson Vescovi Netto e Rafael Gonçalves de Souza. No projeto, os alunos exploram o potencial da programação nos dispositivos usados diariamente, visando a construção de um robô, especificamente o droide BB-8, do filme Star Wars. O objetivo geral do projeto é construir uma réplica do robô BB-8, documentando, de forma precisa e simples, o processo de construção, e disseminando esses conhecimentos à comunidade local.

*Texto/fotos: Gisele Silveira | Jornalista Cecom/Blumenau

Projeto de extensão do Campus Blumenau fecha ciclo educativo com plantio de árvores em Pomerode

O projeto de extensão em desenvolvimento pelo IFC Campus Blumenau em parceria com Núcleo de Estudos da Tecnociência (NET), da Universidade Regional de Blumenau (Furb), que prevê a utilização de drone para fiscalizar a utilização de recursos naturais do Vale do Itajaí, cumpriu um dos objetivos propostos: a educação ambiental. O fechamento ocorreu em novembro, na escola EBM Almirante Barroso, em Pomerode, com o plantio de 250 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica.

Durante o ano, foram feitas visitas a duas escolas selecionadas – Almirante Barroso e Hermann Guenther – em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Pomerode. Os alunos destas escolas tiveram oportunidade de conhecer mais sobre temas como desmatamento e recursos hídricos, ministrados pelos professores Péricles Rocha da Silva, do IFC Campus Blumenau, e Amarildo Otávio Martins, da UFSC.

Na última quarta-feira, a equipe acompanhou alunos no plantio de jamelão, aroeira e ingá, no terreno que fica em frente à escola Almirante Barroso. O professor Péricles deu dicas de como manejar as plantas, do plantio e da aplicação do adubo orgânico, além de alertar sobre a importância do cuidado contínuo com as plantas. Em sua avaliação, Péricles vê o processo como produtivo. “O objetivo foi cumprido, que era envolver os estudantes, e mostrar para eles a importância do que viram na teoria ser aplicado na prática”, observou.

Para a diretora da escola Almirante Barroso, Rosa Maria Landeira Beck, este é um aprendizado que transcende a sala de aula. “Educação passa pela conscientização das crianças para a importância de preservar o meio ambiente. É um aprendizado dentro e fora da sala”, salientou. A aluna Sofia, de 8 anos, gostou da primeira experiência com o plantio. “Achei legal. Gostei de colocar terra”, contou animada.

O projeto prevê também a entrega de cartilhas para crianças do Ensino Fundamental, com abordagem de temas como histórico de uso e ocupação do solo, desmatamento e recursos hídricos. O material está em desenvolvimento no campus.

Sobre o projeto de extensão – O projeto visa implementar a transferência de conhecimentos relacionados ao pedido de patente “Método de Monitoramento de Inundações em Tempo Real por meio de veículo aéreo não tripulado” (pedido de registro de propriedade intelectual BR1020170152685).

A ideia do projeto surgiu a partir da necessidade de desenvolver novas metodologias e técnicas para acompanhamento de atividades de gerenciamento de recursos hídricos e gerenciamento de resíduos sólidos da região do Vale do Itajaí. Desta forma, um VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) multirotor foi desenvolvido para capturar imagens de áreas naturais, antropizadas e aterros sanitários controlados. O protótipo está em fase de testes pelo Núcleo de Estudos da Tecnociência, da Furb, e tem previsão de conclusão, com transferência de tecnologia para a Agência Intermunicipal de Regulação do Médio Vale do Itajaí (AGIR), em 2019.

*Texto/fotos: Gisele Silveira | Jornalista Cecom/Blumenau

Comissão de Ética do IFC promove Workshop para capacitar representantes nos campi

O IFC realizou, nos dias 20 e 21 de novembro, seu I Workshop dos Representantes Locais da Comissão de Ética. O evento foi realizado no auditório da Reitoria. Além dos membros da comissão e dos representantes do órgão em cada campus, participaram ainda a reitora do Instituto, professora Sônia Regina Fernandes; os pró-reitores, de Desenvolvimento Institucional, José Luiz Ungericht Júnior, de  Pesquisa, Cladecir Schenkel, e de  Administração, Stefano Demarco; e os coordenadores e diretores de áreas ligadas ao Comitê de Integridade do IFC, do qual a Comissão de Ética faz parte.

O evento contou com palestras, dinâmicas e estudos de caso e teve como objetivo promover a integração entre os representantes da Comissão e capacitá-los a atuar de forma educativa e preventiva – conforme explica o atual presidente da Comissão, Bruno Negrini, que assumiu o cargo no último dia 24. “Esclarecemos quais são os fundamentos, as leis e normativas que operacionalizam a Comissão de Ética, para que os participantes tivessem uma visão mais ampla sobre suas competências e atuação. Abordamos questões como assédio, uso de rede sociais e assuntos administrativos e esclarecemos que, ao trabalhar também preventivamente, os representantes locais evitam procedimentos desnecessários”, explica.

Sobre a Comissão – “A Comissão de Ética do IFC está vinculada à Comissão de Ética Pública da Presidência da República e tem como meta promover a gestão da ética, por meio de orientações, recomendações e esclarecimentos sobre as questões ligadas à conduta profissional de seus servidores”, explica Roberto Maurina, membro da Comissão e presidente desta quando o Workshop foi realizado. “A missão primordial é pedagógica, atuando de forma preventiva com relação a possíveis desvios de conduta dos servidores da instituição. Contudo, na ocorrência de desvios ou transgressões das normas de conduta, a Comissão pode propor a adoção de procedimentos corretivos”.

Texto e Imagens: Cecom/Reitoria/Thomás Müller

Prorrogado prazo de resposta para pesquisas da Política de Comunicação

A data final para se responder a pesquisa de levantamento de dados para elaboração da Política de Comunicação do IFC foi prorrogado até a próxima sexta-feira, dia 30 de novembro.  O questionário pode ser respondido por servidores, estudantes, profissionais terceirizados e estagiários,  e está disponível no seguinte link: http://bit.ly/Pesquisas_IFC

Uma política de comunicação se constitui como um conjunto de princípios, diretrizes e posturas a serem adotadas pelos profissionais da área em uma determinada instituição e seu discurso deve estar alinhado ao processo de gestão e à cultura organizacional.  Na Política, serão definidos os valores, os objetivos, as diretrizes e as normas que orientarão o trabalho de Comunicação realizado pela instituição. Nesse processo, serão realizadas pesquisas que têm como objetivo conhecer melhor os públicos que se relacionam com o IFC, auxiliando no diagnóstico institucional.

Mais informações estão disponíveis na página da Política de Comunicação do IFC: http://politicadecomunicacao.ifc.edu.br. E eventuais dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail politicadecomunicacao@ifc.edu.br.

 

Consuper realiza 6ª reunião ordinária

Os membros do Conselho Superior (Consuper) do IFC – biênio 2017/2019 – realizaram, no dia 22 de novembro, a 6ª reunião ordinária do órgão. O encontro foi na Reitoria do Instituto, na Sala Dos Conselhos – logo após a cerimônia de inauguração oficial do espaço e da Galeria de Reitores.

Os pontos de pauta foram os seguintes:

  • Aprovação do Calendário para 2019;
  • Credenciamento de Pólo EAD em Concórdia e Blumenau;
  • Aprovação do PPC de Engenharia Elétrica – Campus São Francisco do Sul;
  • Relatório de Gestão/Fapeu.

O Consuper é o órgão máximo do IFC e tem caráter consultivo e deliberativo. As reuniões do órgão são transmitidas ao vivo pela Internet e, depois, disponibilizadas na página do Conselho -permitindo-se assim que a comunidade tenha acesso às discussões e decisões tomadas pelos conselheiros.

Texto: Cecom/Reitoria/Thomás Müller e Rosiane Magalhães
Foto: Cecom/Reitoria/Thomás Müller

IFC inaugura Sala dos Conselhos e Galeria de Reitores

O IFC inaugurou oficialmente nesta quinta-feira (22), na Reitoria, a sua Sala dos Conselhos – espaço em que são realizadas as reuniões do Conselho Superior (Consuper), do Conselho de Dirigentes (Codir) e do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) – além de outros encontros relativos à gestão. A solenidade teve início às 8h, e contou com a presença da reitora da Instituição, professora Sônia Fernandes, e do professor Claudio Koller, que foi reitor do IFC entre 2009 e 2011 – além dos demais pró-reitores e conselheiros. A cerimônia contaria ainda com a presença  do segundo reitor do IFC, professor Francisco Sobral, que infelizmente não pôde comparecer.

Além da Sala dos Conselhos, foi inaugurada, no mesmo espaço, a Galeria de Reitores, na qual ficarão expostas fotografias de todos os dirigentes máximos da Instituição.  A sala contará ainda com placas de homenagem com os nomes dos integrantes dos Conselhos em todos os biênios.

Os atos integram as comemorações dos dez anos do IFC, que foi criado em 2008 junto com os demais Institutos Federais do país. São também uma homenagem aos reitores anteriores e suas equipes, como explica a professora Sônia. “É um gesto simbólico de reconhecimento do trabalho de quem iniciou a implantação do IFC e fez com que o Instituto se constituísse da maneira como está hoje”, diz.

Em sua fala durante a inauguração, a reitora reforçou o agradecimento ao trabalho dos reitores anteriores na implantação do IFC. “O professor Koller, por exemplo, foi o profissional responsável pelos primeiros quatro anos, que talvez tenham sido os mais difíceis devido à mudança de uma institucionalidade para outra; de processos completamente diferentes para outros”, afirma.

Ela também lembrou a importância do papel do Instituto na interiorização e expansão da oferta de Educação no país. “A Rede foi na contramão da tradição da educação no Brasil, especialmente a superior, que esteve historicamente nas grandes capitais e no litoral. Esse processo fez – e vem fazendo – com que as comunidades tenham acesso a educação pública e de qualidade social referenciada no interior do país”, ressalta.

Ao fazer uso da palavra, Claudio Koller agradeceu a homenagem e lembrou os primeiros anos do IFC. “É a minha imagem que integra agora essa Galeria mas, se fosse possível, a foto deveria trazer toda a equipe da época. A instituição do IFC foi uma construção coletiva, com o empenho dos diretores e servidores do período”, diz.

Os desafios foram muitos”, conta Koller. “A cidade de Blumenau havia acabado de passar pela grande enchente de 2008, então praticamente não havia oferta de imóveis para locação; com a compra do atual espaço, fomos o primeiro Instituto Federal do país a ter posse do prédio de sua da Reitoria. Tínhamos poucos servidores lotados aqui, então os campi cediam os seus para trabalhar na Reitoria. Em três anos, nós conseguimos fazer o IFC funcionar e hoje, olhando onde está o Instituto e onde nós iniciamos, a gente tem um sentimento de ter cumprido nosso papel”.

Após o encerramento da solenidade, teve início a sexta reunião ordinária do Consuper.

 

Texto e Imagens: Cecom/Reitoria/Thomás Müller

Comunidade aprova criação do curso Engenharia Agronômica no IFC Camboriú

Mais de 300 pessoas aprovaram, em audiência pública realizada no auditório nobre do Campus Camboriú no último dia 13, a criação de curso superior em Engenharia Agronômica na unidade.

Durante o evento, os participantes conferiram a justificativa e a formatação da proposta para criação do curso. Para justificar a importância do curso para a região, o professor Luis Ivan Martinhao Souto trouxe dados sobre o crescimento do agronegócio no país e a necessidade de investimento na ampliação e profissionalização do conhecimento na área. Entre os dados, Luis Ivan destacou a presença do Brasil entre os maiores exportadores mundiais da área de Agropecuária e alimentos, abaixo da União Européia e Estados Unidos. Além da exportação, o docente destacou o potencial da região e a necessidade do aumento da produtividade. “Com a criação do curso, conseguiremos contribuir com as pesquisas na área, treinamento de produtores da região, além da formação de profissionais para o mercado. Tudo isso contribui para o aumento da produtividade e traz resultados econômicos positivos para o país”, destacou.

Logo após, a presidente da comissão, Cláudia Damo Bértoli, apresentou a formatação do curso e destacou o papel dos Institutos Federais (IFs), de acordo com a Lei nº 11.892/2008, na verticalização do ensino. O diretor-geral do Campus Camboriú, Rogério Luís Kerber, também disse que desde 2008 temos a lacuna de um curso assim na região. No mesmo sentido, a diretora de desenvolvimento educacional, Sirlei Albino, ressaltou que os IFs foram criados para atender os arranjos produtivos locais. Sirlei explicou também a questão da consulta pública e destacou que o curso ainda passará por aprovação do Conselho Superior do IFC (Consuper) para criação. “Caso a proposta seja aprovada também no Consuper, nosso curso iniciará em fevereiro de 2020”, afirmou.

Representantes das entidades da região, prefeito e vice de Camboriú também estiveram presentes e apoiaram a proposta. Após a apresentação, a comunidade foi unânime e votou pela aprovação do curso superior em Engenharia Agronômica.

Sobre o curso superior em Engenharia Agronômica

O curso será gratuito, ofertado em período integral e com duração de cinco anos. De acordo com Cláudia, a previsão para início da primeira turma será no ano de 2020. “A grade curricular será composta por disciplinas de Produção Vegetal, Produção Animal, Economia e Gestão, Tecnologia de produção de alimentos, entre outras”, afirmou a professora.

O curso tem como objetivo formar engenheiros agrônomos para atuar em produção agropecuária, urbanização e paisagismo, agricultura urbana, avaliação e licenciamento ambiental, produção de alimentos orgânicos, gestão de negócios agropecuários, entre outros.

O exercício da profissão é regulamentado pela Lei Federal nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966.

Texto e Imagem – Cecom/Camboriú/ Marília Massochin

IFC oferece 580 vagas em cursos técnicos gratuitos pra quem já fez o ensino médio

Até 11 de dezembro, serão aceitas as inscrições para o Processo de Seleção 2019 do Instituto Federal Catarinense (IFC). São oferecidas 580 vagas em cursos técnicos subsequentes (pra quem já terminou o ensino médio). Os interessados devem se inscrever pela internet, no Portal de Ingresso do IFC. Todos os cursos são totalmente gratuitos e isentos da taxa de inscrição.

Neste processo são oferecidos cursos de Administração, Agrimensura, Agropecuária, Automação Industrial, Cervejaria, Eletromecânica, Eletrônica, Eletrotécnica, Mecânica e Segurança do Trabalho. As vagas são distribuídas entre os campi do IFC em Araquari, Blumenau, Brusque, Camboriú, Fraiburgo, Luzerna, Rio do Sul, Santa Rosa do Sul, São Francisco do Sul e Videira.

A seleção será feita por meio de sorteio público programado para 4 de janeiro, às 10h, na Reitoria do IFC, em Blumenau. O procedimento será realizado para os cursos nos quais o número de inscritos seja maior do que o número de posições disponíveis. Caso o número de inscritos seja menor ou igual ao número de vagas, todos estarão automaticamente aprovados. A divulgação do resultado final está prevista para 18 de janeiro de 2019. As matrículas dos aprovados em primeira chamada serão de 21 a 24 de janeiro de 2019.

Conforme estabelecido em legislação, 50% das vagas são reservadas para o sistema de Ações Afirmativas (cotas). Alguns dos cursos também têm reserva para candidatos oriundos da agricultura familiar. Os detalhes sobre as ações afirmativas estão no Edital do Processo Seletivo.

Todas as informações sobre o andamento do Processo de Seleção são publicadas no Portal de Ingresso.


Serviço

Processo de Seleção IFC 2019
Vagas para cursos técnicos subsequentes
Inscrições: até 11 de dezembro de 2018
Seleção por sorteio público: dia 4 de janeiro, às 10h.
Taxa de inscrição: não há
Edital e demais informações no Portal de Ingresso

Texto e arte: Cecom/Reitoria IFC

 

Estudantes do IFC Araquari conquistam troféu na Jornada Brasileira de Foguetes

Temos dois viajantes espaciais estudando no Instituto Federal Catarinense Campus Araquari… ou “quase” isso. Estamos falando dos dois projetistas, com ótimos resultados em seu foguete experimental, da 12ª Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), que aconteceu entre as atividades de Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

A MOBFOG foi realizada entre os dias 22 e 26 de outubro de 2018, na cidade de Barra do Piraí, no estado do Rio de Janeiro. De acordo com a dinâmica do evento, todas as equipes classificadas são divididas em cinco diferentes turmas, com a participação de estudantes desde o primeiro ano do ensino fundamental e até o último ano do ensino médio, tanto de escolas públicas quanto de instituições privadas, distribuídos em quatro níveis distintos.

No último ano, foram mais de 94 mil inscritos para a Mostra. Seguindo a mesma tendência em 2018, com esta grande quantidade de concorrentes, os alunos Brenon Paul e João Pedro Aguiar da Conceição, do curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio, conquistaram o vice-campeonato brasileiro em sua categoria, com um foguete construído com uma base de canos de PVC.

Apenas os foguetes que atingiram mais de 100 metros foram convidados para o evento no Rio de Janeiro, do qual participaram outras 45 equipes na turma em que os estudantes do IFC Araquari estiveram. Na Mostra aconteceram os lançamentos de foguetes, sendo verificados os melhores e como as equipes fizeram para obter aquele resultado. Durante os quatro dias de evento, todas as equipes apresentam sua base e estrutura do foguete, análise da reação química  que usaram, entre outras particularidades.

A construção e o lançamento do foguete

A Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG) é uma olimpíada experimental que consiste em construir e lançar foguetes, a partir de uma base de lançamento, o mais distante possível – com a metragem contada horizontalmente. O melhor lançamento do foguete de Brenon e João, durante o evento, alcançou 119,70 metros.

A construção do foguete dos estudantes teve uma base de canos PVC. Eram misturados água e bicarbonato de sódio, e, então, colocados na base; já no foguete – construído a partir do estudo de aerodinâmica dos próprios alunos, era colocado vinagre. Brenon e João criaram um sistema em que a reação realizada pela água e o bicarbonato, complementada pelo vinagre, só acontecia depois que a base fosse agitada. A partir disso, a pressão era monitorada por um manômetro, até o momento certo para serem lançados.

“Para nos prepararmos para o evento, realizamos teste e mais testes, sempre corrigindo os defeitos ou melhorando o que podia ser melhorado”, relata Brenon, que iniciou em 2017 no IFC Araquari e sempre teve interesse por áreas como Astronomia e Física. Depois de meses de trabalho e um excelente resultado, o aluno mantém-se otimista e motivado: “Neste ano ficamos como vice-campeões da MOBFOG, porém pretendemos retornar no próximo ano e ganhar a medalha de campeão, pois queremos sempre melhorar e dar orgulho ao nosso colégio”.

A experiência dos estudantes

O orgulho, que já voa alto, é compartilhado com a antiga professora de Física, Taline Kruger, que apresentou o evento aos alunos. Porém, o grande apoiador e orientador deste projeto foi o professor Emerson Luiz Lapolli, hoje docente no IFC Campus Abelardo Luz, que organizou e participou de todo o processo, tanto de construção como da apresentação do foguete.

Desde que a antiga professora falou sobre o evento, os alunos se empenharam em estudos e pesquisas sobre foguetes e toda a área da astronáutica. “Achamos que representar o IFC Araquari, em uma competição de nível nacional, seria uma oportunidade irrecusável. De fato, o desafio e a dificuldade envolvidos nos estimularam a buscar o conhecimento”, contou Brenon.

O estudante reflete que eventos como este são espaços para mostrar que as instituições de ensino estão dando bons frutos e extrapolando os muros da escola, do estado e, quem sabe, futuramente, do país. Brenon e João ainda comentam que “esta premiação representa que o IFC Araquari pode ganhar espaço no cenário nacional, pois existem alunos que só esperam oportunidades como essa para poder demonstrar todo o seu potencial. Para nós mesmos, foi um incentivo para toda a vida, pois vimos que nosso estudo foi recompensado, deu-nos algo concreto e um novo fôlego na vida acadêmica”.

O evento contou com grandes nomes da astronáutica e astronomia em palestras e minicursos. Os participantes da mostra foram estimulados e ambientados ao mundo da astronáutica, ampliando a visão de toda a área da física e mergulhando de cabeça em um mundo que, para Brenon, “antes parecia muito distante”.

A todos que se sentirem inspirados pela história dos estudantes Brenon e João, mais informações sobre a Mostra Brasileira de Foguetes estão disponíveis no site: http://www.oba.org.br/site/


Texto: CECOM/Araquari – Raquel Rybandt
Imagens: CECOM/Araquari e Divulgação

IFC São Bento do Sul recebe cerca de mil pessoas durante três dias da Micti e do IFCultura

Cerca de mil pessoas participaram das atividades da XI Mostra Nacional de Iniciação Científica e Tecnológica Interdisciplinar (Micti) e do IV IFCultura, no IFC São Bento do Sul, de 6 a 8 de novembro. Durante esses dias, na Micti foram apresentadas 248 produções. Entre elas, 29 projetos de extensão e 27 de pesquisa na modalidade ampla concorrência. Outros 83 projetos de pesquisa subsidiados pelo CNPq, além de 51 trabalhos de extensão e 58 de pesquisa, indicados pelos campi, fizeram parte da Mostra. No IFCultura, foram apresentadas 50 produções artísticas: sete de dança, quatro peças de teatro, 16 números musicais, dez poesias e 13 peças de artes visuais.

Ranúzy Borges Neves, coordenadora do evento, conta que sediar a XI Micti e o IV IFCultura foi extremamente desafiador para o campus. “Apesar de reduzida, a equipe que compôs a comissão organizadora foi muito comprometida e dessa forma conseguimos superar diversas limitações. Depois de tanto empenho e trabalho e de tudo que experimentamos nesses três dias de evento, só podemos agradecer à equipe, composta por servidores e alunos, aos grupos e artistas que se apresentaram na abertura e aos palestrantes que reforçaram a mensagem que o campus quis passar durante esses três dias: de que o caminho para as mudanças e melhorias na condição de vida no Brasil passa pela valorização da educação, da ciência e da cultura. Nosso maior desejo é o de que, como instituição, sejamos cada vez mais fomentadores de projetos de ensino, pesquisa, extensão e cultura, comprometidos com a ética e o respeito, no intuito de sermos pessoas melhores para a sociedade em que vivemos”, declarou a coordenadora.

Confira como foram as atividades:

IFC São Bento do Sul recebeu cerca de mil pessoas durante três dias da Micti e do IFCultura

Apresentações dos trabalhos dos estudantes na Micti foram feitas em banner e comunicação oral

Estudantes de todo o IFC mostram seus talentos artísticos no IV IFCultura

Abertura da Micti e do IFCultura é marcada por apresentações culturais e palestra de professora com pós-doutorado pela Harvard

Textos: Cecom/Reitoria – Rosiane Magalhães e Thomás Müller
Fotos: Cecom/Reitoria – Paôla F Dahlke, Rosiane Magalhães e Thomás Müller